Eike Batista é acusado de cercar a Marina da Glória, no Rio

O Ministério Público Federal acusa a MGX Serviços Náuticos, do empresário Eike Batista, de impedir, com portões e tapumes na administração da Marina da Glória, o acesso de pedestres e barcos a pontos da praia do Flamengo, no Rio.
Em ação civil pública proposta na semana passada, a procuradora Ana Padilha Oliveira afirma que a empresa instalou grades, portões e tapumes em três pontos impedindo a passagem de pedestres próximo à orla da baía de Guanabara e o uso de antigas rampas por embarcações.
Se a Justiça acatar o pedido do MPF e a empresa se recusar a tirar as barreiras, está sujeita a multa de R$ 1.000 por dia.
Por meio de sua assessoria de imprensa, a MGX disse que desconhece o processo. Afirmou ainda que não impede o acesso da população ao local.
Rafael Andrade/Folhapress
Vista da Marina da Glória, no Rio; empresa estaria impedindo o acesso ao local
Vista da Marina da Glória, no Rio; empresa estaria impedindo o acesso ao local

Oliveira alega que a praia é um espaço público cujo acesso não deve ser cerceado. Aponta ainda que o tombamento do parque do Flamengo se estende até cem metros além da praia.
"O que o Ministério Público Federal pretende com essa ação é possibilitar ao público o acesso e o uso da praia, bem de uso comum do povo", disse a procuradora.
O MPF aponta três pontos principais onde há barreiras à livre circulação. Entre eles está o portão da Marina da Glória e as cercas que a circundam. Aponta ainda como ilegais tapumes nas proximidades do Clube Náutico Santa Luzia e um portão instalado no muro do parque.
A MGX administra a marina desde 2009, quando assumiu o controle da MG Rio Gerenciamento e Locações, antiga detentora da concessão.
Editoria de arte/Folhapress

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