Governo deve prorrogar IPI menor para linha branca e móveis

O governo deve anunciar nesta sexta-feira (29) que estenderá o prazo de validade da redução da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os setores de linha branca, móveis, entre outros.
A redução, que inicialmente terminaria em março, foi prorrogada até este sábado (30). A indústria revindica nova prorrogação. O governo vinha negando, mas deve atender ao pedido.


Os preços dos eletrodomésticos da linha branca caíram até 7% com o corte do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para o segmento. O levantamento foi feito pela consultoria GFK.
O levantamento da GFK mostra que o corte do imposto resultou na redução de 7,37% no preço dos tanquinhos, por exemplo.


Para chegar a essa variação, o estudo comparou o preço médio cobrado em dois períodos: entre dezembro de 2010 e abril de 2011 (quando não havia mudança no IPI); e entre dezembro de 2011 e abril de 2012 (período em que o imposto já estava reduzido).
Empresários antecipam medida do governo


Segundo a agência de notícias Reuters, um empresário ligado a um dos segmentos beneficiados afirmou que já recebeu o sinal do governo de que a medida será prorrogada. 
No dia 26 de março, o governo já havia estendido a redução do IPI para produtos de linha branca, adotada em dezembro de 2011, e reduziu pela primeira vez o IPI de móveis, papel de parede e luminárias.
Na linha branca, a alíquota para fogões permanecerá em zero; em 5% para refrigeradores e congeladores; em 10% para lavadoras; em zero para tanquinhos; em zero para móveis; em zero para laminador; e em 10% para papel de parede.
A decisão de prorrogar a redução do IPI faz parte do arsenal do governo para tentar estimular a economia brasileira, que ainda patina por conta da crise internacional.
Nesta quarta-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou mais um pacote, sustentado pelo aumento das compras governamentais e pela redução da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), de 6% para 5,5%.
Mantega indicou ainda que os estímulos à economia não terminaram. "O governo vai continuar tomando medidas. Essa não é a única medida a ser tomada... Podemos garantir que o PIB (Produto Interno Bruto) está crescendo e vai crescer mais no segundo semestre que no primeiro", afirmou.
(Com informações da Reuters)

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