Justiça suspende direitos políticos de ex-prefeito Cesar Maia

Três ex-diretores da RioUrbe também foram condenados
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro determinou a suspensão dos direitos políticos do ex-prefeito Cesar Maia por improbidade administrativa. Ele também foi condenado a devolver aproximadamente R$ 150 mil, corrigidos, aos cofres públicos.
Na ação, o Ministério Público Estadual acusou o ex-prefeito, três funcionários da RioUrbe (Empresa de Urbanização do Rio de Janeiro), a Mitra Arquiepiscopal do Rio e a Studio G Construtora, de improbidade administrativa. Isto porque foi investido os cerca de R$ 150 mil na reforma de uma capela de São Jorge, em Santa Cruz, na zona oeste da cidade.
Pela decisão da Justiça, Maia, o ex-diretor presidente da RioUrbe Jorge Roberto Fontes, Gerônimo de Oliveira Lopes, ex-diretor de administração e Lourenço Cunha Lana, ex-assessor jurídico, terão os direitos a cargos públicos cassados por cinco anos.

Os acusados também foram proibidos pela Justiça de fecharem contratos, receberem benefícios, créditos ou incentivos fiscais do poder público por cinco anos.
De acordo com ex-prefeito, o próprio Ministério Público considerou que todo o procedimento financeiro da despesa com a reforma da capela estava correto, porém, como o Estado é laico, não poderia ajudar nenhuma igreja, mesmo com uma pequena quantia. O advogado de Maia argumentou que governos fazem convênios e aplicam recursos com igrejas.
— Eu mesmo na prefeitura através da Fundação Roberto Marinho, fiz a restauração da igreja Nossa Senhora do Carmo, e foram R$ 12 milhões, muito mais que os R$ 150 mil da capelinha de São Jorge em Santa Cruz. Essa tese do MP [o Estado é laico e não pode aplicar em igrejas seja qual for] vai terminar, se for mantida em outras instâncias, no STF [Supremo Tribunal Federal]. Só não sei o que isso tem a ver com mandato.
O ex-prefeito também afirmou que todos irão recorrer e que só esperam a publicação no Diário Oficial para entrar com o recurso.
A reportagem do R7 aguarda uma manifestação da RioUrbe sobre a decisão. Os ex-diretores da RioUrbe não foram localizados.
O R7 procurou pela Mitra Arquiepiscopal do Rio, no entanto, a assessoria de imprensa atendia somente até 18h.

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