Mais pescadores podem receber programa de proteção



Emanuel Alencar - O Globo
Outros pescadores da Associação Homens do Mar da Baía de Guanabara (Ahomar) podem ser incluídos no Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, coordenado pela Secretaria estadual de Assistência Social. Das seis pessoas incluídas hoje no programa, o presidente do grupo ambientalista, Alexandre Anderson de Souza, já conta com escolta armada 24 horas por dia. A avaliação da necessidade de proteção a outros pescadores da Ahoma, com sede em Magé, vem sendo feita após os assassinatos de João Luiz Telles Penetra, de 40 anos, e Almir Nogueira de Amorim, de 45, na madrugada de sábado. Eles foram encontrados mortos, com pés e mãos amarrados, na Baía de Guanabara. A Divisão de Homicídios investiga o caso.

O coordernador do programa, Antônio Pedro Soares, disse que está acompanhando as investigações:
— Estamos avaliando a inclusão de outros integrantes do grupo de Alexandre em função dos últimos acontecimentos. Os conflitos podem envolver interesses econômicos de grupos poderosos, e temos todo o interesse numa apuração rápida dos fatos — disse Soares.
Alexandre contou ao GLOBO que vem sofrendo atentados desde 2009, quando a Ahomar começou a liderar movimentos contrários a projetos petrolíferos na Baía de Guanabara. Cercado por homens do 34º BPM (Magé), o pescador comenta que o clima é de medo:
— Tem pescador deixando a profissão e evitando sair à noite pela Baía de Guanabara.

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