Preço da gasolina e do diesel não aumentarão para o consumidor


Atenção! Ao contrário do que vocês podem ler à primeira vista, não houve aumento de preço dos combustíveis na bomba para o consumidor. O que o governo autorizou e a Petrobras reajustou foi a elevação do preço a partir desta 2ª feira (depois de amanhã) da gasolina nas refinarias e do diesel nas unidades de refino da estatal.



Assim, a Petrobras autorizou e a gasolina aumenta em 7,83% nas refinarias e o diesel em 3,94% nas unidades de refino da empresa. Estes percentuais consideram os preços sem impostos e sem a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE), já que esta – como defendíamos há muito aqui neste blog – finalmente foi acionada e o Ministério da Fazenda reduziu a zero a alíquota de incidência dela sobre estes combustíveis.
“Dessa forma (sem a CIDE) os preços com impostos, cobrados das distribuidoras e pagos pelos consumidores, não terão aumento”, explica a nota oficial na qual o Ministério da Fazenda anunciou o aumento.
A CIDE finalmente foi acionada
Também em nota a Petrobras justificou que o “reajuste foi definido levando em consideração a política de preços da companhia, que busca alinhar o preço dos derivados aos valores do mercado internacional (…) e os preços dos combustíveis no país estavam defasados”.
A estatal acentuou, ainda, que o aumento era necessário afim de manter seu cronograma de investimentos. Sou totalmente a favor desse aumento da capitalização da Petrobras para manter e se possível – se houver demanda –, acelerar a produção do Pré-Sal.
O petróleo da camada marítima é a nossa principal reserva de capital para investimento -ao lado da redução dos juros – nos próximos 10 anos. Não devemos subestimar o papel inovador e de alavanca da industrializaçãodo Pré-Sal e devemos priorizar a recomposição e a manutenção da capacidade de investimento da nossa maior estatal.
Reajuste é parte do preparo para a retomada do crescimento
A própria presidente da empresa, Maria das Graças Foster, já disse que o novo plano de negócios da estatal, com investimentos da ordem de US$ 236,5 bi no quadriênio 2012/2016 (para atingir a produção de 3,3 milhões de barris de óleo daqui a quatro anos) só é viável com esse reajuste.
Com a inflação em queda e a demanda também – aqui e no exterior – devemos nos preparar para a retomada do crescimento, capacitando a Petrobras e buscando renda para o país. Vejam que os especialistas do mercado de energia advertem sempre que a Petrobras não deve correr o risco de elevar o seu endividamento.
Temos aí, então, um reajuste do preço do combustível nas refinarias e nas unidades de refino da Petrobras e não para o consumidor. O resto é demagogia, bom mocismo e agenda dos adversários.

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