Rio+20: Riocentro passa a ser considerado território internacional até dia 23 de junho

Hasteamento da bandeira da ONU marca a transferência da responsabilidade
J.P.Engelbrecht/Prefeitura do Rio
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Prefeito Eduardo Paes, o diretor de divisão de Desenvolvimento Sustentável da ONU, Nikhil Seth, e o diretor de Departamento de Meio Ambiente do Itamaraty, participam do hasteamento da bandeira da ONU no RioCentroO hasteamento da bandeira das Nações Unidas no Riocentro, zona oeste do Rio de Janeiro, ocorrido na manhã desta terça-feira (5), marcou oficialmente a transferência da responsabilidade sobre o local para a ONU (Organização das Nações Unidas). O Riocentro abrigará, a partir do dia 13 de junho, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.

O órgão ficará responsável pelo espaço até o dia 23 deste mês, dia seguinte ao término do evento. Isso significa que, durante a conferência da ONU, o Riocentro será território internacional. Qualquer ocorrência criminal dentro do espaço, por exemplo, será resolvida primeiro pela polícia da ONU, que inclui agentes de vários países do mundo, segundo Giancarlo Summa, vice porta-voz da Rio+20.
— É uma cerimônia simbolicamente importante porque faz parte das regras diplomáticas de entrega da soberania deste pedaço do Brasil para as Nações Unidas, exatamente como se fosse a sede da ONU em Nova York.
A polícia da ONU ficará responsável pela segurança interna do Riocentro, que sediará centenas de seminários, além da reunião de chefes de Estado e governo. O Exército ficará responsável por toda a segurança do perímetro externo, incluindo as entradas do Riocentro, e a Aeronáutica se encarregará do controle do espaço aéreo na região, não permitindo o sobrevoo de aeronaves civis durante a realização da Rio+20.
O hasteamento da bandeira ocorreu simultaneamente à cerimônia em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, realizada no Palácio do Planalto, em Brasília.
Começa esquema especial de segurança
A operação de segurança para a Rio+20 começa nesta terça-feira com cerca de 15 mil homens. Serão 8.000 das Forças Armadas, 2.500 da Polícia Militar, 1.400 da Polícia Federal, 1.400 da Polícia Rodoviária Federal, mil agentes da Guarda Municipal, 600 homens do Corpo de Bombeiros e um efetivo não divulgado de policiais civis.
As principais vias de acesso serão policiadas pelo Exército e pela Marinha, que poderão usar carros blindados, principalmente perto de túneis e viadutos. O acompanhamento direto das comitivas ficará a cargo da PF e a PM terá a responsabilidade de garantir a segurança nas ruas internas e em toda a área do evento.
Serão usados 29 helicópteros para monitorar os deslocamentos. Três deles com câmeras conectadas ao vivo com o Centro de Coordenação de Operações de Segurança montado na sede do Comando Militar do Leste, que receberá imagens de cerca de 550 câmeras espalhadas por toda a cidade.
Todas as operações de segurança do evento serão coordenadas pelo Comandante Militar do Leste. Além do Riocentro e do aterro do Flamengo, haverá acampamentos no sambódromo, no centro, e no parque da Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, na zona norte. Também ocorrerão eventos paralelos no Parque dos Atletas, em Jacarepaguá, e no Forte de Copacabana, zona sul.
Os fuzileiros navais vão patrulhar o perímetro urbano desde a Base Aérea do Galeão e o Aeroporto Internacional Galeão-Tom Jobim, na Ilha do Governador, até o Aeroporto Santos Dumont, no centro, onde começa a responsabilidade das tropas do Exército, que fará a segurança até a Barra da Tijuca, incluindo toda a orla da zona sul, região da maior parte dos hotéis que abrigarão as comitivas.

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