Workshop de blogueiros revela encantamento de jornalistas que foram do impresso para a web


Anderson Scardoelli
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Jornalistas aprovam o formato que a internet disponibiliza
Encantamento com a mídia online. Assim pode ser definido o sentimento dos três jornalistas que se apresentaram no 1° Workshop de Blogueiros Campeões de Audiência, evento realizado pelo Comunique-se Educação na manhã desta quinta-feira, 21, em São Paulo. Guilherme Barros (IstoÉ Dinheiro), Augusto Nunes (Veja) e Gilberto Dimenstein (Catraca Livre e Folha de S. Paulo) foram os participantes.


O trio ressaltou as qualidades que a internet possui e que não é encontrada em nenhum outro meio de comunicação. Como exemplo, os jornalistas que têm, cada um, cerca de 30 anos trabalhados no impresso, usaram jornais e revistas para destacar o que pode ser feito de diferente na cobertura online. A junção de texto com áudio e imagem, a aproximação com o leitor por meio das redes sociais e a possibilidade de publicar o que desejar na hora que quiser foram mencionadas.
Primeiro blogueiro a se apresentar, Guilherme Barros revelou que mal sabia como funcionava a ferramenta quando recebeu a proposta do IG em setembro de 2009. Agora, com mais de dois anos no ar e a página mantida pelo site da IstoÉ Dinheiro, o jornalista garantiu que gostou de ter migrado. Desde o começo do ano está de volta ao impresso – assina coluna na revista da Editora Três -, mas é só elogios ao formato que a web proporciona. “O que precisa ser divulgado, posso publicar na hora que melhor entender”.
Outro jornalista a deixar a rotina do impresso em 2009, Augusto Nunes foi além e aposta que as novas ferramentas do online podem ocupar o espaço que até hoje são dos veículos em papel. “Quando vi a funcionalidade do iPad, senti que estava de frente com o sucessor do jornal”. O blogueiro da Veja ainda deu mais qualidades da internet. “Posso fazer o melhor texto no jornal falando do tom de voz do Jânio Quadros, mas não será melhor que na versão digital, onde posso descrever e incluir o áudio com a fala dele”, exemplificou.
Responsável pela última palestra do workshop, Gilberto Dimenstein disse que estava desanimado com o jornalismo depois de tanto tempo cobrindo política e se dedicando a grandes reportagens investigativas. Trabalho que era realizado integralmente para jornais e revistas. Com projeto em mente para servir de socioeducador e facilitador do acesso à cultura, o jornalista criou, com estudantes, o Catraca Livre. O site nasceu em 2009 e a força nas redes sociais é motivo de orgulho para o criador. “A gente cresce numa média de 300 usuários por hora no Facebook. Isso acontece porque somos originais e temos relevância”, comentou Dimenstein, que também é colunista da Folha.com.

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