Justiça analisa pedido de prisão de pai e madrasta suspeitos de torturar menino de 2 anos

Segundo denúncia do MP, eles agrediam a criança desde março; menino morreu no hospital

Reprodução TV Record
Weslei
Weslei chegou a ser levado para o Hospital Cardoso Fontes, mas não resistiu
A Justiça analisa, nesta sexta-feira (20), o pedido de prisão preventiva do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) para Luana Rodrigues do Nascimento e Widemberg de Araújo Sousa pelos crimes de tortura e tortura com resultado morte. Eles são acusados de espancarem o filho de Widemberg, Wesley Fernandes de Araújo, de 2 anos. 
O MPRJ também pediu a prisão preventiva dos acusados. De acordo com a denúncia, desde março até o dia 15 de julho, em Rio das Pedras, Jacarepaguá, a criança foi submetida a diversas sessões de espancamento, com tapas, socos e empurrões, além de ter a cabeça batida na parede, chegando a perder os dentes. 

A tortura era praticada diariamente por Widemberg, pai biológico, e Luana que criava o menino há cerca de quatro meses. Para que os vizinhos não percebessem a crueldade, o aparelho de som e a televisão eram ligados em alto volume. Ainda assim, o choro da criança e as ameaças de morte por parte do casal podiam ser ouvidos do lado de fora da casa. 

Ainda segundo a denúncia, o menino era pouco visto pelos vizinhos, mas quando o viam, estava sempre machucado.

As agressões sofridas foram tão intensas que resultaram em diversas lesões, com hematomas por todo o corpo e fratura da base do crânio e do fêmur. As causas da morte, segundo o laudo da necropsia, foram edema cerebral e laceração hepática.

Caso condenados pela Justiça, os acusados podem ser sentenciados a penas de 10 a 38 anos de prisão, considerando todos os agravantes do crime.

Denúncias de tortura em creche
creche clandestina que funcionava havia cerca de 15 anos em uma casa, em São José de Imbassaí, distrito de Maricá, na região dos Lagos, é alvo de novas denúncias. A secretária Catelini Santana, de 29 anos, tirou os gêmeos Cauã e Cauê do local no ano passado. Ela diz que a casa servia comida estragada e que seus filhos teriam sido maltratados durante o período que frequentaram o lugar.
 — Os meus dois filhos ficaram lá durante três meses. Uma vez, ela [dona da creche] pegou um deles pelo pescoço, como se ele fosse um bicho. Além disso, ela dava comida estragada para eles.
Assista ao vídeo:

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