Planejamento: Você tem um plano c?


Homem pinta lançamento da nave em frente à sede da Nasa
Não se trata da atividade que garante uma renda extra ou vai substituir o trabalho que você não aguenta mais. Falamos de fazer algo que dá prazer e traz realização
Muro Ohl e Andrea Giardino, da 


Em paralelo à carreira de gestor, maurizio transformou a arte em atividade permanente. Em 2001, começou a fazer exposições individuais em galerias e museus no Brasil e no exterior. Atualmente trabalhando como consultor da BSP Career, unidade de transição de carreira da escola de negócios paulista, maurizio acredita que manter duas atividades distintas é uma coisa importante para a sua vida. “O lado executivo me faz crescer profissionalmente e oferece estabilidade, e a arte estimula o processo criativo e o autoconhecimento”, afirma, ressaltando que com a arte aprendeu a ter um novo olhar sobre as coisas, além de desenvolver senso crítico e intuitivo.





Homem pinta lançamento da nave em frente à sede da NASA: Atividade do plano c expande os horizontes, amplia o conhecimento, combate frustrações e energiza a pessoa
São Paulo - Desde cedo, o ítalo-suíço Maurizio Mancioli, de 40 anos, soube que tinha duas grandes vocações: as artes plásticas e a fotografia. No entanto, optou na juventude por trilhar uma carreira mais tradicional e que garantisse uma renda mais estável. Graduou-se em administração de empresas pela Business School de Lausanne, na Suíça, onde conheceu Heitor Penteado, seu futuro sócio na Business School São Paulo (BSP), negócio que o levou a se mudar para o Brasil.
Hoje, Maurizio já consegue obter como artista um retorno financeiro maior do que como consultor. Embora seja crescente o número de profissionais que se dedicam a atividades paralelas à carreira principal, ainda existe uma certa resistência, principalmente entre os executivos. O professor antônio Carvalho Neto, coordenador do programa de pós-graduação em administração da PUC minas Gerais, vem estudando o assunto há seis anos e explica que poucos são aqueles que encontram algum tipo de prazer em coisas que não estejam relacionadas ao ambiente de trabalho.
“Pesquisamos mais de 1 400 executivos ao longo desse tempo e constatamos que apenas 10% têm outras atividades, sendo que todos fazem por obrigação”, Afirma. essa realidade começa a mudar. Muita gente passou a despertar para os benefícios de viver outras dimensões que não só as de carreira. são pessoas que descobriram o prazer de deixar as habilidades pessoais falarem mais alto fora do escritório, o que se torna uma fonte poderosa de realização e motivação.

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