Professores da UFCG também rejeitam proposta e greve segue na PB


Docentes rejeitaram proposta do governo federal durante assembleia. 

Greve dos professores federais teve início no dia 17 de maio.
Os docentes da UFCG estão em greve desde o dia 17 de maio. Segundo a Adufcg, atualmente estão paralisadas 95% universidades federais, 95% dos institutos federais de educação e 100% dos Centros federais de educação.As reivindicações principais dos professores são a reestruturação da carreira docente, valorização do trabalho e melhoria das condições de trabalho. Segundo a assessoria de imprensa da Associação dos Docentes da Universidade de Campina Grande (Adufcg), na assembleia, os professores da UFCG também aprovaram a inclusão na pauta de reivindicações da cobrança do governo de uma proposta de melhoria das condições de trabalho.
Professores, servidores e estudantes protestaram em João Pessoa (Foto: Walter Paparazzo/G1)Professores, servidores e estudantes protestaramem João Pessoa (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Na Paraíba, professores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e o Instituto Federal na Paraíba (IFPB) estão em greve. Na terça-feira (17) o movimento grevista completou dois meses. Por conta dos dias parados, os calendários das instituições vão sofrer mudanças.


Os professores da Universidade da Federal de Campina Grande (UFCG) rejeitaram a proposta de carreira apresentada pelo governo federal e a greve da categoria segue na Paraíba. A votação por amostragem aconteceu na sexta-feira (20) no Auditório da Unidade Acadêmica de Arte e Mídia, em Campina Grande, no Agreste paraibano. O resultado da assembleia dos docentes foi enviado para o Comando Nacional de Greve da categoria e comporá um quadro nacional do posicionamento dos professores das universidades federais de todo país sobre a proposta do governo. A greve nacional dos professores federais completou dois mesesno dia 17 de julho.
Na quinta-feira (19) os professores da Universidade Federal da Paraíba também seguiram a orientação do proposta do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) e rejeitaram a proposta de reajuste de 45%. Na próxima segunda-feira (23) está prevista uma rodada de negociação da categoria com o Ministério do Planejamento, em Brasília. Na data, os docentes da UFCG estão programando uma vigília na Praça da Bandeira, em Campina Grande, para acompanhar as negociações com o governo.

Consequências da greve na Paraíba
O pró-reitor de ensino da UFCG, Vicemário Simões, explicou que já foram cumpridos 65 dias letivos de aula. “Temos que completar 100 dias letivos obrigatórios pelo Ministério da Educação. Quando a greve acabar, saberemos quando vamos completar os 100 dias de aula, e aí fazermos as devidas mudanças no calendário de aulas”, disse.
De acordo com a assessoria de imprensa da UFPB, atualmente a instituição tem 42 mil alunos distribuídos nos campi de João Pessoa, Areia, Bananeira, Rio Tinto e Mamanguape. Já a assessoria de imprensa da Adufcg informou que a Universidade Federal de Campina Grande conta com 20 mil alunos. Ou seja, 62 mil alunos sem aulas na UFPB e UFCG. Em junho, uma equipe do JN no Ar esteve na Paraíba, pois a UFPB tinha o maior número de alunos sem aula durante a greve dos professores federais. “Não existe a possibilidade dos alunos perderem o período. As aulas do próximo semestre vão ter que se estender aos primeiros meses de 2013, atrapalhando as férias de verão”, finalizou Vicemário.
A assessoria de imprensa da Pró-Reitoria de Graduação da UFPB informou que 95% dos professores pararam durante a greve, e que “quando o acordo for confirmado, finalizando a greve, as mudanças serão confirmadas. Mas podemos adiantar que os meses de Janeiro e Fevereiro de 2013 vão ser preenchidos com aulas do segundo semestre de 2012”, explicou. O IFPB confirmou através de Adolfo Vágner, do Comando de Greve do instituto, que as mudanças devem acompanhar a UFPB e a UFCG, fazendo com que esses dois meses parados sejam relocados para janeiro e fevereiro do próximo ano. Adolfo Vágner disse que 100% dos professores aderiram à greve.

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