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Região Oceânica atolada em lama à espera de asfalto


Muitos buracos, lama, poeira e a esperança de que um dia as ruas serão asfaltadas. O cenário é o retrato da promessa não cumprida pela prefeitura de Niterói de asfaltar pelo menos três ruas por mês desde 2008.

“Não chegou ao que eu queria”, admitiu o prefeito Jorge Roberto Silveira ao ser perguntado sobre a meta, em entrevista a O DIA  em março. Moradores fizeram mutirão para terminar obra de saneamento. Apenas as vias principais da região foram asfaltadas, mas já estão esburacadas. Nas transversais, vizinhos comem poeira.
Foto: Alexandre Vieira / Agência O Dia
Rua de Piratininga cheia de poças e enlameada: retrato do descaso com a Região Oceânica | Foto: Alexandre Vieira / Agência O Dia
“A prefeitura é desleixada com a gente. Faltam asfalto e esgoto”, reclama o aposentado Iran Ferreira Candido, morador de Engenho do Mato. O problema se repete em Piratininga.


Na Rua Demócrito da Cunha Silveira, no Badu, instalação de manilhas não foi concluída e trecho de mais de 3 m ficou com esgoto a céu aberto. A falta de infraestrutura também se traduz em prejuízo para comerciantes.
“Quando chove, a rua vira um rio. Abrimos a loja, mas ninguém vem até aqui comprar nada e temos um dia perdido. Fora a poeira”, queixa-se Elizabete Martins, comerciante que tem loja de ração para animais no bairro.
A professora Maria Aparecida Dias já planeja deixar Engenho do Mato: “Quando chove, alaga a rua e, quando seca, a poeira invade a casa. É terrível”. Ela denuncia que a prefeitura abandonou entulho em terreno baldio. “Colocaram meio-fio, jogaram o entulho e não limparam”, conta.
Rateio para terminar obra
Na Rua Doutor Rubens Falcão, em Itaipu, moradores colocaram a mão no bolso e arregaçaram as mangas para fazer o que a prefeitura não fez. Eles fizeram ‘vaquinha’ para pagar a instalação de manilhas na via.
Foto: Alexandre Vieira / Agência O Dia
Maria Aparecida já pensa em se mudar do bairro Engenho do Mato | Foto: Alexandre Vieira / Agência O Dia
“Dei cerca de R$ 200 para a obra. Não tinha nem bueiros nas ruas. Nos unimos e fizemos um sistema de escoamento com cano para amenizar o problema. Cada um contribuiu com uma quantia. Na ansiedade de ter uma rua melhor a gente acaba pagando”, conta o aposentado Guilherme Prado.
Ele relata que, há dois anos, o Município deu início a melhorias na vizinhança, mas não concluiu a empreitada: “Nós acreditamos, mas a prefeitura não honrou seus compromissos”.

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