Telemarketing precisa qualificar os profissionais do setor, dizem sindicatos

Alexandra Martins

Audiência Pública Tema -
Meir: uma política pública para o setor passa pela capacitação do jovem, maioria neste trabalho.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Telemarketing e Call Center da Grande São Paulo, Marco Aurélio Oliveira, defendeu a qualificação dos profissionais do setor, como o ensino da segunda língua. Segundo ele, se o atendimento é ruim é porque falta qualificação.
Marco Aurélio participou de audiência pública realizada nesta terça-feira (10) pela Comissão de Turismo e Desporto para debater a preparação do setor de telemarketing/call center para a Copa do Mundo de 2014.
O dirigente ressaltou que o estado de São Paulo possui apenas cerca de 4 mil trabalhadores bilíngues de um total de 400 mil profissionais. “Nós sabemos hoje que o uso da segunda língua será essencial para a Copa do Mundo para que o turista seja bem-vindo. Outras profissões, outros setores já estão trabalhando com a segunda língua, o inglês, principalmente, e o espanhol, para que as pessoas que vão ser empregadas na Copa possam atender o turista o seu dia-a-dia”, disse.


Marco Aurélio disse ainda que quem trabalha no telemarketing é o jovem pobre das periferias. Segundo o presidente da Associação Brasileira das Relações Empresa-Cliente, Roberto Meir, o setor de telemarketing/call center vai precisar de jovens para atender em inglês e espanhol.
Alexandra Martins
Audiência Pública Tema -
Protógenes: a falta de comunicação em outra língua atinge também a diplomacia, que não fala chinês.
Nenhuma pessoa que aprenda outra língua, em sua opinião, se interessa em trabalhar no setor. “A nossa recomendação é muito clara: uma política pública para o setor passa pelo respeito a esse jovem trabalhador, pela sua capacitação, pela sua qualificação”, afirmou Meir.
Autor do requerimento para realização dos debates, o deputado Delegado Protógenes (PCdoB-SP) disse que o problema de comunicação em outra língua não é apenas do setor de telemarketing. Segundo ele, nenhum diplomata brasileiro fala chinês. “O nosso Ministério das Relações Exteriores não fala chinês. Isso é dito por um diplomata que me pediu reserva de sua identificação. Então é um alerta. O Brasil está com uma série de desafios, uma série de demandas que nós precisamos superá-los e vamos superá-los”, disse.
Reportagem - Oscar Telles
Edição – Regina Céli Assumpção

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