Dilma é recebida em Alagoas com protesto e bloqueio de rodovia


Presidenta está no Estado para participar da inauguração de uma planta da Braskem
Railton Teixeira
de Alagoas 
A presidenta Dilma Rousseff foi recebida em Alagoas na manhã desta sexta-feira (17), com protesto e bloqueio de rodovia organizados pelos servidores federais, em greve, e trabalhadores rurais, ligados a quatro movimentos sociais. O protesto é uma homenagem a presidenta, que está no Estado para participar da inauguração de uma planta da Braskem.


Crédito: Alagoas24horas
Participam da mobilização os servidores públicos federais da Educação, Saúde, Judiciário e Polícia, como também os trabalhadores rurais ligados ao Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Movimento Terra, Trabalho e Liberdade (MTL) e Comissão Pastoral da Terra (CPT).
“É uma aliança do campo com a cidade, em que os trabalhadores vão recepcionar a Presidenta da República, uma vez que o país se encontra numa situação de calamidade”, destacou o coordenador nacional do MLST, Josival Oliveira, considerando que o governo do Partido dos Trabalhadores é um governo em “crise crônica”.
As pautas de mobilização são as mais diversas, porém os trabalhadores rurais destacam que as demandas do movimento não são mais atendidas e que o processo de Reforma Agrária em todo país, inclusive em Alagoas, está paralisado.
Já o Comando Unificado dos Servidores Públicos cobra que seja aberto um canal de negociação, entregando assim um documento com as pautas de reivindicação de cada categoria. “Já que não podemos entrar no evento, ficaremos aqui mesmo, pelo menos faremos chegar o nosso recado”, concluiu Oliveira.

Saia justa presidencial
Em meio às ondas de manifestações e adesões dos vários segmentos de servidores que aderem à greve, a presidenta precisou deixar ontem o Palácio do Planalto, em Brasília, pela porta dos fundos.
O motivo da saída da presidenta ‘à francesa’, como foi noticiado pela imprensa na noite da última quarta-feira (15), foi devido ao bloqueio provocado pela concentração dos servidores aposentados do INSS na entrada do Palácio.

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