Em greve, servidores da Polícia Federal anunciam 'operação sem padrão'

Grevistas prometem rigor zero nas fiscalizações no início da próxima semana

Policiais federais em greve há quase duas semanas prometem rigor zero nas fiscalizações no início da próxima semana. A "operação sem padrão" ocorre após decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça) que proibiu, na noite desta quinta, a realização de operações padrão. 


Segundo o vice-presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais, Paulo Polônio, a categoria ainda não foi notificada dadecisão judicial, mas vai cumprir a determinação. No entanto, os sindicatos preparam outras mobilizações, entre elas o que Polônio chamou de "operação sem padrão". O diretor sindical da federação, Paulo Paes confirmou o significado da mobilização: rigor zero.
A AGU (Advocacia-Geral da União), autora da ação que pede a proibição da operação padrão, destacou só poder tomar uma atitude a respeito da prática de rigor zero pela corporação se provocada pelo órgão gestor da PF. O Ministério da Justiça disse manter a posição de que policial não pode usar o cargo para prejudicar a população, mas preferiu não entrar no mérito da mobilização prometida pela categoria.
Proibição
A decisão do STJ proíbe que "sejam adotados cerceamentos à livre circulação de pessoas, sejam colegas do serviço público, autoridades ou usuários". "Ou seja, proíbo a realização de quaisquer bloqueios ou empecilhos à movimentação das pessoas, no desempenho de suas atividades normais e lícitas e ao transporte de mercadorias e cargas."
Segundo dados do Ministério do Planejamento, os agentes da PF reivindicam reajustes de R$ 7,5 mil para R$ 18,8 mil nos salários iniciais e de R$ 11,8 mil para R$ 24,8 mil nos salários de fim de carreira. O governo propôs 15,8%.

Comentários

Anônimo disse…
O que os grevistas pedem é que o salário inicial de R$ 7,5 mil seja reenquadrado para os de carreira típica de nível superior, ou seja, aproximadamente R$ 11/12 mil, sendo que o final de carreira sairia dos R$ 11,8 mil para cerca de R$ 16/18 mil. Os valores apresentados na notícia não condizem com a realidade.