Evo Morales é acusado de engravidar filha adolescente de ministra



O líder opositor boliviano Samuel Doria Medina reafirmou em um programa de TV que o presidente Evo Morales engravidou uma filha menor de idade da ministra Nemesia Achacollo, em um escândalo que anima a Bolívia.
Doria Medina denunciou inicialmente no Twitter que Morales seria "pai com uma menor e que isto tinha implicações". "Perguntem à mãe dela: Nemesia Achacollo".
Na quarta-feira, o ex-candidato à presidência e líder da Unidade Nacional (UN) confirmou na televisão que Evo Morales engravidou a filha da ministra Achacollo, mas que não lhe cabe apresentar as provas, e sim, à Justiça.

A acusação gerou uma severa reação de Achacollo, ministra do Desenvolvimento Rural e Terras: "Não peço que se desculpe ou ao menos que se retrate (...), mas lhe advirto que neste país há leis e que existe a Justiça. Farei tudo ao meu alcance para que esta infâmia não fique impune".
"O que vai ser da minha filha, que está em casa atemorizada?", perguntou Achacollo entre soluços ao lado de colegas do gabinete e membros do Congresso.
"O senhor Doria Medina: que fez a acusação, a infâmia, agora deve apresentar provas", disse Achacollo, que também é secretária executiva da Federação Nacional de Mulheres Camponesas da Bolívia.
Doria Medina "está querendo prejudicar a imagem do nosso presidente e para tal utiliza as mulheres, as crianças, mas estou aqui para enfrentá-lo, com as organizações sociais e as ministras aqui presentes".
O vice-presidente Alvaro García entrou na polêmica ao afirmar que "se o senhor Doria Medina fosse honesto, apresentaria as provas imediatamente ou pediria desculpas, se possível de joelhos, à senhora e a sua filha.
Morales, que não comentou o assunto, é pai de duas adolescentes que residem com suas respectivas mães, em Oruro (oeste) e Cochabamba (centro).
DA FRANCE PRESSE

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