Greve na PF continua e servidores organizam marcha no centro do Rio para terça-feira

Categoria quer reunir outros funcionários federais em protesto na avenida Rio Branco

Jadson Marques/Arquivo R7
greve PF
Policiais durante manifestação no Galeão, no início do movimento

Com a negativa dos servidores da Polícia Federal em voltar ao trabalho, após não aceitarem a proposta de 15,8% do governo feita nesta sexta-feira (17), a categoria organiza uma manifestação no centro do Rio de Janeiro para a próxima terça-feira (21).
O Sintrasef (Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Federal do Estado do Rio) convoca filiados e a sociedade civil para participarem do protesto, que vai acontecer da avenida Rio Branco até a igreja da Candelária. De acordo com a entidade, a manifestação é uma “resposta ao governo que prometeu apresentar a proposta de reajustes em reuniões gerais e setoriais entre os dias 13 e 17 de agosto, o que não aconteceu”.
Na segunda-feira (20), às 14h, o Sintrasef vai reunir o Fórum Estadual de Entidades para a organização da marcha. O encontro será na sede do sindicato, na avenida 13 de Maio.



Na semana que passou, todas as manifestações se concentraram em Brasília e as categorias de servidores federais fizeram acampamentos e manifestações em seus respectivos ministérios. No dia 15 de agosto, uma marcha ocupou a Esplanada e reuniu, segundo os organizadores, 15 mil servidores de todo Brasil. 

Os servidores da Polícia Federal anunciaram nesta sexta que a greve, independente do proposta do governo. A informação é do diretor de estratégia sindical, Paulo Paes. Segundo ele, os diretores da Fenapef (Federação Nacional do Policiais Federais) fizeram uma videoconferência no início da tarde e decidiram manter o movimento.
O governo federal propôs um reajuste de 15,8%, a ser concedido ao longo de três anos, aos delegados e peritos da PF. Ao contrário de agentes, escrivães e papiloscopistas, eles não paralisaram as atividades, mas estão mobilizados, e parte da categoria já aprovou indicativo de greve.
Na última quinta-feira (16), o ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Napoleão Nunes Maia Filho, concedeu uma liminar pedida pela AGU (Advogacia-Geral da União) para considerar ilegal a operação-padrão da PF sob pena de multa diária de R$ 200 mil em caso de infração. A mobilização de agentes da PF em aeroportos, entre eles o Galeão, intensificou a checagem de documentos e bagagens em protesto, o que provocou filas enormes e atraso nos voos.

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