No Rio, torcida organizada Jovem Fla é proibida de assistir jogos nos estádios


Punição foi pedida na semana passada pela chefe da Polícia Civil
Uanderson Fernandes / Ag. O Dia
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Torcedores da Jovem Flá estão suspensos de participar de jogos em estádios no Estado do Rio

A torcida Jovem Fla também está suspensa de assistir aos jogos nos estádios do Estado do Rio de Janeiro. De acordo com o promotor de Justiça, Pedro Rubim Borges Fortes, da 4ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva e Defesa do Consumidor e do Contribuinte, a punição acontece por causa da violência nos jogos de futebol. 

Na semana passada a chefe de Polícia Civil, Martha Rocha, enviou uma representação à Procuradoria Geral de Justiça para que a torcida organizada Jovem Fla fosse suspensa ou que seus integrantes fossem impedidos de entrar em estádios de futebol no Estado. 


Por meio de nota, a Polícia Civil justificou a medida, que acontece após a morte do torcedor do Vasco Diego Martins Leal, de 30 anos, no último dia 19, durante uma briga entre torcidas rivais. 

“O pedido visa afastar estes torcedores dos jogos, já que há fortes indícios da participação de integrantes da torcida organizada do Flamengo no homicídio. A chefe de Polícia acredita que a medida, que já foi adotada também contra a torcida Força Jovem do Vasco, poderá evitar confrontos futuros entre as torcidas organizadas”.

Young Flu
A torcida organizada Young Flu, do Fluminense, confirmou na tarde desta terça-feira (28) o afastamento de quatro integrantes do grupo. Eles são suspeitos de envolvimento em uma confusão ocorrida no sábado (25), quando dois vascaínos foram agredidos e roubados. Ao todo 23 pessoas foram detidas, mas apenas quatro fariam parte da torcida organizada.
A Torcida Força Jovem do Vasco também já foi suspensa dos jogos na semana passada, quando o Ministério Público um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) que bane por seis meses dos estádios de futebol a torcida. A suspensão ocorre por causa da morte de Bruno de Santa Ana Saturnino, torcedor do Flamengo assassinado em maio deste ano. Ao concordar com a medida, a torcida organizada evitou o ajuizamento de uma Ação Civil Pública que poderia resultar no banimento por até três anos, de acordo com o Estatuto do Torcedor.

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