Sem acordo, servidores das agências reguladoras encerram greve


Os 2.527 servidores das agências reguladoras que estavam em greve vão retomar as atividades na próxima segunda-feira (3), informou nesta sexta o diretor jurídico do Sinagências (Sindicato Nacional dos Servidores das Agências Nacionais de Regulação), Nei Jobson.


Os funcionários decidiram encerrar o movimento grevista mesmo com a rejeição da proposta de reajuste oferecida pelo governo --15,8%, escalonado em três anos, a partir de 2015.
"Vamos voltar por consciência, porque tem muito trabalho represado. Não vale a pena continuar a greve, mas estamos extremamente decepcionados com o governo, que tentou enfiar a tabela goela abaixo, de forma definitiva e sem conversa", reclamou. Segundo o sindicato, 97,8% da categoria rejeitaram a proposta do governo na íntegra.
O Sinagências representa dez agências reguladoras. Dados do Ministério do Planejamento apontam que, das dez áreas com maior percentual de paralisação, oito eram nas agências reguladoras. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), teve maior adesão à greve, com 33% do quadro de funcionários parados.
Segundo o representante sindical, a proposta do governo apresentou distorções salariais. "A tabela destoou muito do aumento de 15,8%. Com as distorções nas remunerações, alguns servidores teriam aumento de 0,46% no primeiro ano. Achamos que as agências foram desprestigiadas pelo governo", disse. A categoria estava em greve desde o dia 16 de julho.
Com o fim da greve, a Anvisa decidiu alterar a resolução que trata da importação de produtos, de modo a agilizar a liberação de medicamentos e produtos para saúde que ficaram retidos durante a greve. Para atender à demanda dos locais com maior quantidade de produtos a serem liberados, serão mobilizados no mínimo, 45 servidores de outras unidades.
Por meio de nota, o órgão informou que, para reduzir mais rapidamente o estoque de importações retidas, as ações ocorrerão prioritariamente nos aeroportos de Guarulhos (Grande São Paulo); Viracopos, em Campinas (SP); Congonhas, na capital paulista; e Tom Jobim (galeão), no Rio. Também haverá trabalho extra nos portos de Itajaí (SC), Santos (SP) e Mauá (RJ).
da agencia brasil

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