Trabalhadores do Campo, das Águas e das Florestas marcham em Brasília e entregam declaração final ao governo


Cerca de 10 mil trabalhadores, trabalhadoras e povos do campo, das águas e das florestas marcharam na manhã de ontem (22), do Parque da Cidade até a Esplanada dos Ministério, em Brasília. Como ato de encerramento do “Encontro Unitários dos Trabalhadores, Trabalhadoras e Povos do Campo, das Águas e das Florestas”, que começou na última segunda-feira (20).
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Ao chegar à Praça dos Três Poderes os militantes, de todo o país que lutam por reforma agrária, território, igualdade, dignidade, dentre outras reivindicações que visam a melhoria da qualidade de vida e trabalho no meio rural, ocuparam a praça e construíram barracos, com o objetivo de chamar a atenção da presidenta Dilma para a lentidão da reforma agrária no país, entre outras pautas.


Em meio a manifestação, Carlos Rogério Nunes, secretário de Políticas Sociais, da CTB, destacou como fatores importantes da manifestação a unidade dos movimentos sociais e a defesa da reforma agrária – bandeira que uniu as entidades de camponeses, quilombolas, indígenas, atingidos pelas barragens, etc.
E mostrando unidade na luta cerca de 15 mulheres, representantes dos vários movimentos que fazem parte desse momento de unidade das lutas do campo, foram recebidas pelo ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, ao qual foi entregue a Declaração Final do Encontro Unitário.
gilberto carvalho
O documento ressalta a importância da agricultura familiar e livre de agrotóxicos para garantir uma alimentação saudável para a população brasileira, além de pautas sobre a necessidade de ações mais efetivas do governo para acabar com a violência no campo, contra trabalhadores, trabalhadoras, comunidade tradicionais e indígenas.
A declaração destaca ainda a necessidade urgente da reforma agrária como política essencial para um desenvolvimento justo, o respeito às mulheres e a superação da divisão sexual de trabalho, além da garantia da educação no campo e a democratização dos meios de comunicação.
Diante dos desafios que seguem, o Encontro Unitário conseguiu estabelecer a unidade entre os movimentos sociais que continuará. Para isso, os movimentos sociais vão priorizar um plano de ação local nos estados. O secretário de política agrária da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Willian Clementino, diz que “continuaremos a pautar a luta por reforma agrária e pelo direito ao território, desenvolvimento rural e produção de alimentos saudáveis”.
Portal CTB com Blog do Encontro Unitário e Portal Vermelho

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