Votação de MP que altera Código Florestal é adiada

Senador diz que decisão é um 'freio de arrumação'; novo encontro deve acontecer no fim do mês
A comissão mista formada por senadores e deputados para analisar a Medida Provisória que altera o Código Florestal adiou para o fim do mês o encontro que tratará dos destaques e votará alguns pontos do texto. A reunião ocorreria nesta quinta-feira, 9, mas foi remarcada para o dia 28 de agosto.



A discussão da MP foi retomada durante a semana. Na quarta, quatro alterações foram aprovadas - a que acaba com a necessidade de preservação permanente nos rios não perenes, a que suprime o conceito de área abandonada; a que retira a limitação para aplicação de pousio nas propriedades rurais e a acrescenta a definição de crédito de carbono ao novo Código Florestal.
Em votação que precisou ser desempatada pelo voto do presidente da comissão, foi rejeitada emenda de autoria do deputado Valdir Colatto (PMDB-PR) propondo a supressão do conceito de "áreas úmidas".
O senador Jorge Viana (PT-AC) explicou a decisão do presidente da comissão, o deputado Bohn Gass (PT-RS), dizendo que se trata de "uma espécie de freio de arrumação". Segundo ele, o governo federal teme retrocesso nos acordos já firmados em torno do novo Código Florestal.
"Está havendo uma ação para danificar a medida provisória da presidente Dilma Rousseff. Decisões que já haviam sito tomadas no Senado, na Câmara e na medida provisória agora estão sendo modificadas e isso é muito grave para o País. Vai se fazer uma espécie de freio de arrumação e o governo resolveu endurecer", afirmou o senador.
Com informações da Agência Senado e da Agência Câmara

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