Young Flu afasta os cinco afiliados que agrediram torcedores vascaínos



Diretoria identificou agressores e, se for comprovada culpa, vai expulsá-los.
Outros 18 suspeitos são considerados apenas 'simpatizantes' da torcida.
A Polícia Civil criou na segunda-feira o Núcleo de Combate e Prevenção às Ações de Torcidas, com o objetivo de evitar confusões entre torcedores rivais e tumultos em eventos de grande porte no Rio de Janeiro. Em coletiva, a chefe de Polícia Civil, delegada Martha Rocha, explicou que será adotado um protocolo de ação em conjunto com todas as delegacias do estado.


A torcida organizada Young Flu identificou os 23 torcedores envolvidos nas agressões a torcedores vascaínos no último sábado (25) e decidiu afastar os cinco que são afiliados ao grêmio. Os outros 18, no entanto, não estão no quadro de sócios e, por isso, são considerados apenas "simpatizantes", de acordo com o presidente da torcida, Carlos Henrique.
Na reunião de diretoria realizada na noite desta segunda-feira (27), os integrantes decidiram esperar a decisão da Justiça do Rio para definir o futuro dos cinco membros. "Comprovando a culpa, serão imediatamente expulsos", explicou Carlos Henrique.
Na segunda-feira (27), a Justiça negou sete pedidos de relaxamento de prisão do grupo de 23 torcedores do Fluminense, acusado de espancar e assaltar dois vascaínos antes do jogo no Engenhão, na tarde de sábado. Segundo a Justiça, outros quatro pedidos de liberdade foram impetrados pela defesa dos torcedores, mas ainda não foram julgados.
Segundo a decisão do juiz Marcelo Anátocles, “há prova da existência do crime e indícios suficientes de autoria que evidenciam flagrante”. O juiz decretou a prisão preventiva de 21 torcedores e outros dois menores foram detidos. Eles foram autuados por lesão corporal, formação de quadrilha e corrupção de menores. Três torcedores ainda vão responder por roubo, por terem levado pertences dos vascaínos, de 16 e 17 anos.
Os integrantes da Young Flu foram levados no domingo (26) para o presídio de Bangu 2, na Zona Oeste da cidade.
Repressão às torcidas organizadas
Martha Rocha adiantou que pensa em conversar com os dirigentes dos maiores clubes do Rio e com a federação, para impedir a venda exclusiva ou doação de ingressos dos jogos para os integrantes de torcida organizada que estejam envolvidos em algum ato criminoso.
do G1

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