José Reinaldo: 21 de setembro, Dia Mundial da Paz


Em 21 de setembro comemora-se o Dia Mundial da Paz. Criado em 1981 por decisão da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, representa um chamamento aos povos e nações ao cessar-fogo, ao fim das hostilidades, ao estabelecimento do diálogo construtivo, à abertura de caminhos diplomáticos, políticos, pacíficos para criar um ambiente de convivência harmônica pelo bem de toda a humanidade.


Por José Reinaldo Carvalho, no Blog da Resistência
Ao proclamar o Dia Mundial da Paz, as Nações Unidas levaram em conta a finalidade precípua para a qual foram constituídas – a coexistência pacífica entre nações soberanas, num mundo de equilíbrio, e respeito mútuo entre os Estados nacionais, independentemente das dimensões territoriais, da pujança econômica e do poderio de cada país.
É uma data a ser celebrada por todos os povos, os que se empenham pela afirmação da sua soberania e dos seus direitos e clamam pela paz, a liberdade, a justiça.
O Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz), entidade que em nosso país representa o Conselho Mundial da Paz, soma-se a estas celebrações, convicto de que a garantia da paz é indispensável à própria sobrevivência da humanidade.
Mas a afirmação da paz não é algo simbólico nem protocolar.
Nesta data vamos às ruas cumprir o nosso dever de alertar as pessoas para o fato de que a paz nunca esteve tão distante, o mundo vive graves impasses e a humanidade encontra-se sob pesadas ameaças.
As potências imperialistas, no afã de dominar o mundo aumentam as ameaças e desencadeiam conflitos, fazem guerras contra países soberanos e desenvolvem de maneira desenfreada a militarização, multiplicando suas bases em territórios de países soberanos e aumentando seus arsenais de armas de destruição em massa. Não raras vezes, praticam o terrorismo de Estado e cometem genocídio.
Infelizmente, no mundo de hoje, aumentam os conflitos políticos, as contradições entre as próprias potências imperialistas, a concorrência por mercados e zonas de influência, a rivalidade pelo domínio do mundo. Tudo isso resulta em ameaças à paz e à segurança internacional.
Atualmente, está em curso uma escalada de pressões, ingerências e ameaças de agressão contra a Síria. Configura-se o cenário para uma intervenção militar no país. As potências imperialistas financiam e armam hordas de mercenários oriundos de outros países, com o objetivo de disseminar o terror e desestabilizar o país.
Mais uma vez, as forças imperialistas pretendem justificar sua escalada, que pode levar a uma nova guerra no Oriente Médio com falsos pretextos, assim como formulam falsas teorias de relações internacionais. Agora, está em voga novos conceitos falso, o do “Direito de proteger”, e o da “Responsabilidade de proteger”, com o que se pretende dar ares de justiça e de ação coletiva da chamada “comunidade internacional” a medidas que violam a carta da ONU e o conjunto dos regulamentos, normas e convenções que conformam o Direito Internacional. Na verdade, estamos diante de mais uma ofensiva contra legítimos direitos democráticos e nacionais, a soberania e a autodeterminação das nações e povos.
Na celebração deste Dia Mundial da Paz, fazemos um apelo especial: “Tirem as mãos da Síria”. Em solidariedade a esse povo martirizado por uma brutal ofensiva dos que o querem dividir e submeter, apelamos a uma ampla mobilização para que não se concretize a agressão imperialista.
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