Revista afirma que “defender os direitos dos homossexuais” é motivo para candidata não ser votada

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A revista Free São Paulo é uma publicação do Grupo MG Com (Imagem: Divulgação)
Reportagem de capa da edição desta semana da revista Free São Paulo, distribuída na quinta-feira, 6,  na capital paulista e no ABC, traz dez motivos para que seis candidatos à prefeitura de São Paulo não sejam votados. Fernando Haddad (PT), Gabriel Chalita (PMDB), Celso Russomanno (PRB), Paulinho da Força (PDT), José Serra (PSDB) e Soninha Francine (PPS) tiveram os pontos negativos listados. 




Atual quinta colocada nas últimas pesquisas de intenções de voto, Soninha, única mulher na lista produzida pela publicação, não deve ser eleita, segundo o impresso, porque "sempre se mostrou defensora dos direitos dos homossexuais". A definição da Free SP com a candidata, demonstrando preconceito aos homoafetivos, fez com que a revista fosse alvo de críticas nas redes sociais; 

No Twitter e na página da Free São Paulo no Facebook, leitores reclamaram do conteúdo da matéria e acusam a revista de ser “preconceituosa”, “irresponsável” e até mesmo “homofóbica”. Ao Comunique-se, o diretor de redação da publicação, Ernesto Zanon, afirma que não se trata de um juízo de valores emitido pela revista, mas sim de um levantamento de fatos colhidos junto à mídia. 

“No caso específico da Soninha, o fato de defender os diretos dos homossexuais pode representar um motivo para certos grupos religiosos não votem nela, mas também pode ser um ponto positivo para outros grupos”, explica. Zanon ainda diz que a revista não teme nenhum tipo de processo por entidades ligadas aos direitos humanos. 

A publicação tem tiragem de 100 mil exemplares e é distribuída em estações da CPTM e do Metrô de São Paulo todas as quintas-feiras.



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