Trabalhadores dos Correios conquistam 6,5% no TST e encerram greve


Os trabalhadores dos Correios de todo o Brasil decidiram em assembleias realizadas na noite da última quinta-feira (27) pelo fim da greve. A decisão se deu após o julgamento do dissídio coletivo dos Correios pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST).
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Ecetistas de SP aprovam o fim da greve da categoria iniciada em 19/09


Os 110 mil trabalhadores retornam ao trabalho nesta sexta-feira (28) após oito dias de paralisação e a conquista de um reajuste salarial de 6,5%, índice superior ao oferecido pela ECT, de 5,2%. O reajuste vale também para benefícios como vale-alimentação, retroativos a agosto, além da não-terceirização do plano de saúde e do pagamento do vale-alimentação extra, no mês de dezembro.
Para Elias Cesário, O Diviza, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos a decisão da justiça foi uma vitória. “Tivemos um reajuste acima do que a empresa estava oferecendo, nós dos Sindicatos Unificados fomos reconhecidos pelo TST e fomos nós, inclusive, que pautamos a negociação com nossa proposta", declarou Diviza.
O Sinctect-SP integra os Sindicato Unificados dos Correios que é composto ainda pelos sindicatos do Rio de Janeiro, Tocantins e Bauru. Atualmente, os Unificados representam ao todo 40 mil trabalhadores, ou seja, 65% do fluxo postal no Brasil.
Intransigência da ECT
A categoria lutava por 5,2% reposição, 5% de aumento real, aumento de R$ 100 linear para todos os funcionários, manutenção do convênio nos moldes atuais, vale-refeição de R$ 25,00 para R$ 27,00 e o vale-cesta de R$ 140,00 para R$ 160,00.
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O dissídio foi julgado pelo TST devido à constante intransigência dos Correios nas negociações com os sindicatos, após cinco propostas de negociação rejeitadas pela empresa.
Durante a audiência, o Ministério Público do Trabalho (MPT) chegou a propor reajuste de 8%, considerando o lucro líquido dos Correios em 2011 (R$ 883 milhões). Contudo, a ECT se manteve irredutível com sua proposta de 5,2% alegando ser a única compatível com sua receita.
Apesar da discordância no índice de reajuste, o entrave no processo de negociação estava no plano de saúde dos trabalhadores, expostos a uma cansativa rotina de trabalho e à violência crescente nas cidades.
Avanço
A sentença do TST prevê a manutenção do plano de saúde dos trabalhadores em sua condição atual, com a determinação de que seja constituída comissão paritária - composta por representantes da empresa e dos empregados - para discutir eventuais alterações ou revisões na cláusula que trata do tema.
Outro ponto importante da sentença foi a determinação para que a empresa priorize a entrega domiciliar no horário matutino, uma importante reivindicação dos trabalhadores em razão de problemas de saúde causados pelo calor intenso em grande parte do país. Ficou determinado que a empresa deverá realizar projetos pilotos em três localidades, com entrega matutina uma vez por dia, para avaliar a possibilidade de alterar o procedimento.
“Conseguimos manter o plano de saúde para os novos trabalhadores contratados e todos os demais pontos conquistados no acordo de 2011 ficam valendo para este ano. Também manteve o vale-peru, um talão extra de vale-refeição a mais no final do ano. E isso vale para todos os trabalhadores dos Correios, inclusive, nós sindicatos unificados”, explicou Diviza.

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