Troca de farpas de Dilma e FHC esquenta o clima entre petistas e tucanos

Tatto (E), do PT, e Dias, do PSDB, trocam alfinetadas para defender posições de Dilma e de Fernando Henrique (Monique Renne/CB/D.A Press - 11/6/12)
Em mais um capítulo da troca de farpas entre Dilma e FHC, adversários partidários avaliam que as divergências estão ligadas ao mensalão e às eleições municipais
João Valadares

A presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso estão amuados e o relacionamento político entre os dois não é mais como era antigamente. O julgamento do mensalão, as disputas municipais — com ênfase na batalha pela prefeitura de São Paulo — e o debate conceitual entre concessões e privatizações marcaram uma semana que se iniciou com um artigo de Fernando Henrique Cardoso, prosseguiu com uma nota da presidente e terminou com um pronunciamento em cadeia de rádio e televisão. Em todos eles, farpas, divergências e um rompimento que não se sabe se será eterno.

Na noite de quinta-feira, em pronunciamento de rádio e televisão para celebrar a Independência do Brasil, Dilma anunciou a redução dos preços da energia elétrica para consumidores residenciais e empresários. Mas não deixou de alfinetar os tucanos. “Ao contrário do antigo e questionável modelo de privatização de ferrovias, que torrou patrimônio público para pagar dívida, e ainda terminou por gerar monopólios, privilégios, frete elevado e baixa eficiência, o nosso sistema de concessão vai reforçar o poder regulador do Estado para garantir qualidade, acabar com os monopólios e assegurar o mais baixo custo de frete possível”, disse a presidente.

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