Brasil tem média de mais de um candidato barrado por município


Simplesmente impressionante, mas mais do que isto, assustador esse número de 6.535 recursos de registros de candidaturas para as eleições deste domingo que chegou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), conforme o balanço divulgado pela Corte. Dos mais de seis mil, praticamente 2/3 são relativos a enquadramewnto e aplicação da Lei da Ficha Limpa.


Pessoal, dá a mídia de mais de um recurso por município brasileiro, já que o país não chega a ter nem seis mil municípios! Até esta 5ª feira, de acordo com a totalização divulgada pelo TSE, ele julgou 2.835 recursos com decisões favoráveis e/ou desfavoráveis aos candidatos.
Chama a atenção, também, o número de municípios para os quais foram destacadas tropas federais para acompanhar o pleito neste domingo.Cerca de 400 cidades brasileiras – um índice pouco inferior a 10% do número de municípios – terão efetivos federais cuidando da segurança na eleição, conforme balanço que eu vi na GloboNews divulgado pela presidente do TSE, ministra Carmen Lúcia.
PSDB, o partido campeão de ficha suja
Como ela disse, há alguma coisa que não está funcionando bem com a Federação brasileira, na medida em que há Estados em que a Justiça Eleitoral foi obrigada a requerer tropas para 80% de seus municípios.
Não nos esqueçamos que nesta questão da Ficha Limpa, de candidatos alvo de recursos de impugnação de suas candidaturas por irregularidades diversas, o partido campeão é o PSDB dos velhos tucanos que posam o tempo todo de vestais, de Catões da política nacional.
O PSDB é assim, o partido mais ficha suja do país. O PT, pelo último levantamento divulgado, ocupava um longínquo 8º lugar nesse triste ranking.
Dramático, também, nessa história é que em relação aos 2.985 casos de recursos impetrados com base na Lei da Ficha Limpa, 678 recursos já foram julgados de forma individual pelo ministros (decisões monocráticas). Mas, estão pendentes porque há recursos contra as decisões monocráticas. Há outros 155 recursos da Lei da Ficha Limpa já com decisão definitiva do TSE.
Não poderia ser candidato, se eleito, poderá não tomar posse
O candidato que não conseguiu uma decisão definitiva em relação a seu registro de candidatura participa normalmente da eleição amanhã, mas só assumirá, se for eleito, depois de uma decisão definitiva da justiça em seu favor. A ministra-presidente Carmen Lúcia disse esperar que até dezembro, antes da diplomação e posse dos eleitos, os 6.535 que chegaram à Corte tenham o julgamento definitivo.
Vivemos, assim, no país, também na área da Justiça Eleitoral uma situação de extrema gravidade, configurada nesses julgamentos pós-eleições. O eleitor pode estar votando amanhã num postulante que não poderia ser candidato e, se eleito, não poderá tomar posse.
Se o julgamento definitivo lhe for desfavorável, o empossado será o 2º colocado nas urnas. Como vocês vêem, também aí temos a necessidade de reformas urgentes para fazer frente a essa nova realidade nacional.
do correio do brasil

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