Em Búzios, após ficar detido por um dia, Ruy Borba fala com exclusividade ao PH


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Tranquilo, ex-secretário afirma que “juíza teria agido com ódio” ao tentar cunhar-lhe maus antecedentes, sem levar em conta seu legado social e educacional em Búzios
O ex-secretário de Planejamento, Ruy Borba, que teve prisão preventiva decretada na manhã de quarta-feira (10) pela juíza de Iguaba, Maira Oliveira, deixou no inicio da noite de quinta-feira (11), o pavilhão PO de Bangú no Rio de Janeiro. A juíza decretara a prisão preventiva na véspera por entender que houve descumprimento de Decisão que determinava o afastamento de Borba da secretaria de Planejamento e Orçamento do Município. Em sua decisão Dra. Maira  acatou o pedido feito pelo Ministério Público porque entendeu que Borba não teria se afastado, de fato, do cargo. A controvérsia que gerou a ordem de afastamento das funções públicas teve origem num processo de licitação para os serviços de varrição e capina no município, certame este, ocorrido em 2009, cujo resultado, segundo Borba, ‘teria gerado ganhos para o Município, já que a proposta da firma vencedora apresentou preço 25% menor do que o valor referencial’, garantiu.
Borba destacou também que não foi apontado nenhum prejuízo aos cofres públicos e que as empresas que saíram perdedoras da licitação não entraram com recurso para anular o certame.

Outro fato que também chamou atenção foi a ausência do nome da empresa vencedora na promoção ministerial do MPRJ, autor da denuncia. 
- Tenho que Justiça é para restabelecer o equilíbrio nas relações. Nesse conceito fica também implícito que magistrado, que aplica a Justiça também seja uma pessoa equilibrada, além é claro de ter conhecimento do seu mister. Parece-me não ser o caso dessa juíza que espia as coisas em Búzios, e sai a produzir despachos que indicam falta de conhecimento e equilíbrio. Qualquer um de nós, se por imperícia, negligência, causarmos danos a terceiros, vamos responder, mas não é assim com magistrados mal preparados. Desta forma, resta-nos o recurso republicano, em 2ª Instância junto ao Tribunal de Justiça. Foi o que fizemos, e obtivemos uma cassação dessa decisão absurda da magistrada Maira - informou Ruy Borba, já em sua casa, ao PH na noite de quinta-feira (11)
Para Borba, o absurdo da decisão pela prisão preventiva, decorre do tipo penal, que ainda não foi julgado, e que, julgado culpado, a pena poderia ser convertida em alternativa, não se justificando em absoluto prisão no seu curso.
Ainda para o ex-secretário, ‘nem mesmo o afastamento do cargo caberia’, mas este está sendo tratado em outro Habeas Corpus’, e a desembargadora Suimei Cavalieri é a juíza preventa na 3ª. Câmara Criminal do TJ.
- A liminar da desembargadora declara como ‘evidente constrangimento ilegal’ o ato da juíza de Iguaba, que determinara o recolhimento ao cárcere. Mas o que me surpreendeu foi a jogada em dobradinha da outra juíza substituta, Alessandra Araújo, ao monitorar o trabalho de Polícia. Ela está obsessiva em cunhar no meu currículo maus antecedentes. Acontece que de antecedentes eu tenho o maior projeto social e educacional em Búzios, um legado que deixo a Búzios, enquanto ela fica na medida de uma pequena burguesa - declarou Borba, que ainda contou que, para ele, o ‘espetáculo fora planejado por ambas, em minúcias, até pela mobilização de uma equipe de policiais que trabalham no MP’, disse.
- A grande mídia tomou conhecimento do mandado de prisão no dia anterior a minha intimação, e mais uma vez lembrei-me da despedida do ministro César Peluzo do STF ao dizer que o juiz não deve ser motivado pelo ódio, que, a meu ver, infelizmente é o que move a senhora Araújo - declarou mais uma vez Ruy Borba.


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