Em meio à demissões de jornalistas, presidente do “El País” fala sobre futuro do jornalismo


Luiz Gustavo Pacete
Sinônimo de qualidade jornalística e referência como jornal de língua hispânica, o espanhol El País não ficou imune à grave crise econômica que vive a Europa e em especial a Espanha. Na semana passada, o Grupo Prisa, holding que opera o periódico, anunciou a demissão de 1/3 de seus jornalistas. Entre os principais motivos para a medida estão a queda de receita publicitária e os desafios relacionados aos novos modelos de negócios e a migração dos leitores para o ambiente digital.
Luiz Gustavo Pacete
Painel O Futuro do Jornalismo

Ao anunciar as medidas, a diretoria do jornal pediu o empenho e a colaboração dos funcionários para que continuem fazendo um jornal de qualidade, porém com menos recursos. Juan Luis Cebrián, presidente do Grupo Prisa, virou alvo de uma série de criticas e protestos após o anúncio dos cortes. Entre as acusações contra Cebrián, esta o enriquecimento às custas do jornal.  Na semana passada, os jornalistas locais do periódico se negaram a assinar matérias como forma de protesto contra as demissões. 

Em meio ao momento turbulento que vive sua publicação, Cebrián veio a São Paulo para participar da 68ª Assembleia Geral da SIP e discutir o modelo sustentável para o jornalismo do futuro. No mesmo painel estará presente Rosental Calmon Alves da Universidade do Texas. Ambos falam sobre a fragmentação de verbas publicitárias e o desafio de manter as reportagens investigativas em meio à redução de orçamentos e verbas.
Acompanhe a cobertura completa da 68º Assembleia da SIP no Portal IMPRENSA.

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