Estagiária que injetou café com leite em idosa é indiciada por homicídio culposo

Polícia Civil ainda investiga outros possíveis culpados pelo caso, que aconteceu no PAM de São João de Meriti

A estagiária que injetou café com leite na corrente sanguínea de uma idosa internada no Posto de Assistência Médica (PAM) de São João de Meriti, Rejane Moreira Telles, de 23 anos, foi indiciada por homicídio culposo. Segundo nota da assessoria de imprensa da Polícia Civil, em depoimento na delegacia, a jovem admitiu o erro de ter administrado o alimento no acesso venoso e não na sonda nasogástrica. Ela reconheceu, ainda, que não chamou o supervisor da escola. Palmerina Pires Ribeiro, de 80 anos, morreu no domingo.



A jovem indiciada informou, ainda, que recebeu a ordem de administrar o café com leite na sonda nasogástrica da técnica de enfermagem do PAM, que não a acompanhou no procedimento. Segundo o depoimento prestado na quarta-feira pela estagiária, a supervisora permaneceu sentada numa sala falando ao celular.Rejane afirmou que estava na companhia de outra aluna, que não conhecia até o momento, quando administrou duas seringas de 20ml cheias de café com leite no acesso venoso da paciente. Esta segunda estagiária foi chamada para prestar depoimento na delegacia nesta quinta-feira. Rejane estava no seu terceiro dia de estágio, e a outra, em seu primeiro dia.

As investigações continuam para identificar possíveis outros responsáveis pela morte da idosa.
Coren entra na Justiça Federal
O Conselho Regional de Enfermagem do Rio de Janeiro (Coren-RJ) entrou na Justiça Federal pedindo que a Santa Casa de Misericórdia de Barra Mansa e o PAM de São João de Meriti sejam obrigados a apresentar os documentos referentes aos casos das idosas que morreram, nas duas unidades, após receberem alimento na veia.
Em Barra Mansa, o órgão apura a morte, no dia 7 deste mês, da aposentada Ilda Vitor Maciel, de 88 anos. Segundo parentes da idosa, uma enfermeira teria injetado sopa na veia da paciente, em vez de injetar o alimento na sonda nasogástrica.
A idosa morreu 12 horas após o procedimento. O caso está sendo investigado também pelo delegado titular da 90ª DP (Barra Mansa), Ronaldo Aparecido de Brito.
“O hospital deveria ter entregado na segunda-feira, dia 15 deste mês, a documentação completa solicitada pela fiscalização do Coren-RJ ( livro de ordens e ocorrências, prontuário da paciente e escala de horários). Porém, o departamento jurídico da Santa Casa de Misericórdia de Barra Mansa reteve o prontuário, peça-chave para a análise cuidadosa dos fatos ocorridos durante o plantão daquele domingo quando, segundo a família de Ilda Vitor Maciel, uma profissional de enfermagem teria injetado na paciente alimento enteral por via venosa” diz o conselho em nota.
Ainda de acordo com o Coren, a Santa Casa teria informado apenas o nome da enfermeira que está sendo investigada.


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