Haddad: Serra 'instrumentaliza pastores' para atacar kit gay'


Com a expectativa de receber ataques de religiosos devido às cartilhas anti-homofobia que seriam distribuídas nas escolas durante sua gestão no Ministério da Educação, o candidato do PT à prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, se adiantou ao tema, O petista afirmou que o adversário José Serra (PSDB) "instrumentaliza as religiões" e prometeu não entrar nesse debate.


Ricardo Santos
"O Serra instrumentaliza as religiões. Fez isso para atacar a Dilma (contra quem disputou as eleições presidenciais de 2010), e eu entendo que ele fará o mesmo para me atacar. A minha família está muito indignada em relação a esses ataques, com a atitude do Serra de instrumentalizar pastores para me atacar na honra. Mas é o estilo dele. Ele já foi derrotado em 2010 em função desse comportamento, entendia que ele tinha aprendido a lição, pelo jeito Serra não aprende nunca. É o velho Serra de sempre", atacou Haddad.
De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, o pastor evangélico Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, que se aliou ao tucano José Serra, prometeu usar o chamado "kit gay" para "arrebentar" o petista. A distribuição da cartilha anti-homofobia em escolas peloMinistério da Educação em 2011, foi suspensa após forte reação da bancada evangélica no Congresso.
Enem
A campanha tucana deve abordar ainda as falhas que ocorreram no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) na gestão de Haddad, quando questões da prova vazaram e o exame foi cancelado e adiado ano de 2009. Segundo o jornal O Estado de São Paulo, os tucanos devem levar às ruas cerca de 500 militantes para atacar a capacidade de gestão do petista.
"Eles (PSDB) são contra o ProUni, eles são contra o Enem, eles são contra a expansão das universidades federais, enfim, eles sempre se posicionaram de maneira contrária a essas reformas que deram acesso à população de baixa renda à universidade", afirmou Haddad, acrescentando que os tucanos "nunca promoveram ações para permitir a ampliação do acesso à população de baixa renda à universidade. É a cabeça deles. Eu respeito, mas discordo."
Alianças
Para o segundo turno, o PT já acertou apoio com o PMDB, aliado na esfera federal, mas até o início da tarde desta quarta-feira não havia batido o martelo com o PRB, do candidato Celso Russomanno. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, apesar de o PRB também ser da base de governo da presidente Dilma Rousseff, estaria cobrando um ministério em troca do apoio na capital paulistana.
Sobre o assunto, Haddad falou que quem trata disso é o presidente nacional Rui Falcão. "Eu só estabeleci as diretrizes, que é trazer para São Paulo a boa gestão que a presidenta Dilma está fazendo", disse. Além disso, Haddad afirmou que a aliança com o PMDB não teve contrapartida de cargos na esfera municipal, apenas de inclusão de propostas, mas acrescentou que "está anunciado desde janeiro" que ele vai pretende fazer um governo de coalizão.
A respeito da adesão do PDT, do candidato Paulinho da Força, à candidatura de Serra, como forma de protesto ao governo Dilma, Haddad não se alongou. "Sei lá. Eu não entendi. Eu conheço o Brizola Neto, meu amigo, certamente me apoiaria aqui em São Paulo se fosse morador da cidade, e é do ministério da Dilma, e eu não consegui entender, então não vou comentar", disse.

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