Polícia investiga se falso profeta do PI dava sangue de rato como remédio

A Polícia Civil do Piauí investiga se o autointitulado "profeta" Luís Pereira matava ratos, extraía o sangue dos roedores e preparava uma substância que era dada aos seus seguidores para supostamente curá-los de doenças.
Luís, que está desempregado, foi preso no fim da tarde de sexta-feira (12) sob suspeita de estelionato. Ele reuniu cerca de 120 seguidores alegando que o mundo acabaria às 16h de ontem.


Segundo a polícia, 15 minutos antes do horário em que a profecia deveria se concretizar, a "arca" --duas casas simples cercadas por varas de dois metros de altura, na periferia de Teresina--, onde Pereira e seus seguidores estavam, começou a ser apedrejada. A Polícia Militar usou spray de pimenta e bombas de efeito moral para conter a população.
Agora o responsável pelas investigações, Joattan Gonçalves, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente do Piauí, quer confirmar a informação repassada por um dos seguidores. "A testemunha diz que a esposa tomou [a substância] e que nos últimos quatro anos duas pessoas morreram por ter tomado", disse o delegado à Folha.
Na quinta-feira (11), a polícia esteve na "arca" para buscar cerca de 30 crianças que estavam no local e encontrou veneno de rato. O resultado das investigações deve sair nos próximos dez dias.
As crianças foram encaminhadas a abrigos pelo Conselho Tutelar da cidade.
Segundo o delegado, Pereira deve ser indiciado sob suspeita de estelionato porque convencia os seguidores a vender tudo o que tinham e repassar o dinheiro para ele.
O falso profeta contou à polícia que um anjo havia aparecido e informado a ele data e hora do fim do mundo.
Nayra Macedo/Portal da Clube
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