Reajuste de combustíveis certamente virá, diz Graça Foster


A presidente da Petrobrás, no entanto, afirmou que ainda não há data definida para que isso aconteça, e ressaltou programa de redução de custos   


Mônica Ciarelli e Sergio Torres, da Agência Estado
RIO - A presidente da Petrobrás, Graça Foster, voltou a falar sobre um novo reajuste de combustíveis como uma possibilidade concreta, porém ainda sem definição de data de vigência ou de porcentuais. "O reajuste de combustíveis certamente virá, mas quando ainda não tem data", disse ela, em entrevista à saída de evento no qual foi homenageada, no Copacabana Palace.
Indagada sobre o aumento do porcentual de etanol na gasolina, outra opção que vem sendo levantada para elevar a rentabilidade da empresa, ela preferiu não se estender sobre o assunto. "O etanol é consequência da gasolina", resumiu, lembrando que esta é uma decisão do governo, embora tenha reafirmado que a medida poderia beneficiar a Petrobrás por reduzir a necessidade de importação de gasolina.Ela ressaltou que, além do reajuste nos produtos vendidos pela companhia, a estatal trabalha em um amplo programa de redução de custos para garantir maior eficiência e melhorar as margens da empresa. "Trabalhamos para melhorar a rentabilidade", disse a executiva. "A discussão sobre o preço dos combustíveis é um exercício diário da Petrobrás."


Refinarias Premium
A executiva negou que esteja em estudos pela estatal a retirada definitiva dos projetos das refinarias Premium I e II, que serão sediadas no Ceará e no Maranhão. Essa possibilidade foi levantada por fontes à Agência Estado, caso o governo não promovesse até o início de 2012 um novo reajuste de gasolina e diesel capaz de financiar os investimentos da companhia. "Isso não procede. Não vamos cortar. Não procede mesmo, até porque a Petrobrás precisa das refinarias. Gostaríamos que elas já estivessem operando", afirmou, depois de participar de homenagem promovida pela Lide-Rio, no Copacabana Palace.
Graça admitiu a possibilidade de a Petrobrás negociar parcerias para a construção das duas refinarias. Entretanto, ressaltou que uma associação não teria principal objetivo a redução do investimento direto da Petrobrás, mas sim a tecnologia que o novo parceiro pudesse agregar ao projeto. Ela citou como exemplo uma eventual participação de empresas chinesas com expertise neste segmento. "O Cosenza, já conversou com alguns", disse ela, referindo-se a reuniões feitas pelo diretor de Abastecimento, José Carlos Cosenza, com possíveis parceiros.
Crescimento
Graça afirmou ser "tolo" imaginar que a estatal não tem importância para o crescimento econômico do Brasil. Para uma plateia de empresários no Rio, a executiva disse não se sentir com poder à frente da Petrobrás, mas com uma grande responsabilidade de comandar uma companhia que emprega muita gente e que chegará a 2020 com uma produção de 4,6 milhões de barris de petróleo por dia.
"Me sinto com responsabilidade com o setor, com os acionistas, responsabilidade com o meu País", afirmou.

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