Sindicato afirma que jornalista não pode ser tratado como material e cobra explicações do JT

Redação Comunique-se
Após o vazamento de um e-mail entre a equipe do comercial do Jornal da Tarde, que prevê o fim do impresso para o próximo 2 de novembro, o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo publicou nota que exige uma negociação com o grupo Estado. O texto afirma que a empresa trata os funcionários com descaso e como se fossem material que pode ser descartado a qualquer momento. "A empresa pisoteia em anos de serviço dedicado ao sucesso da publicação".
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Futuro do JT ainda é incerto
(Imagem: Reprodução)
Segundo as informações, o Sindicato tenta marcar uma reunião com o grupo Estado desde a semana passada, quando o suposto fim da publicação foi noticiado. Sem sucesso, a entidade protocolou na quarta-feira,  17, um ofício solicitando um "Termo de Compromisso Formal de Intenções". O documento solicita as seguintes medidas: "a manutenção de circulação do JT até 31/12/2012, pelo menos; o compromisso da direção do grupo em comunicar ao SJSP com prazo mínimo de 30 dias de antecedência, caso haja a intenção de efetuar o encerramento de qualquer veículo de comunicação do Grupo Estado de S. Paulo e a abertura de negociações com o SJSP para buscar alternativas que minimizem o impacto de qualquer mudança na empresa".



Para o Sindicato, é essencial que a situação seja debatida. "As empresas jornalísticas são boas para defender a 'liberdade de expressão' para seu público externo, mas, quando se trata das relações de trabalho, o que vemos são medidas secretas, entabuladas às escondidas, e a negativa em debater e negociar abertamente com os jornalistas e sua entidade representativa", disse.

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