Britto diz que ministro da Justiça deve agir para mudar condições de presídios


O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Carlos Ayres Britto, disse que as declarações do ministro da Justiça José Eduardo Cardozo sobre a precariedade do sistema penitenciário do país obrigam o ministro a tomar medidas concretas em relação ao problema.
Sergio Lima/Folhapress
Ministro Ayres Britto no plenário do STF
Ministro Ayres Britto no plenário do STF
Em entrevista coletiva após a sessão de julgamento do mensalão, Britto afirmou que "o problema das deficiências do sistema penitenciário é planetário, não é brasileiro".
"Agora, o Brasil está aquém de países mais avançados, de economia mais evoluída e de democracia mais consolidada. Vale a declaração dele [Cardozo] como uma chamada geral, uma advertência, e que o obriga a contribuir decisivamente para a humanização dos nossos presídios, para a adoção de medidas concretas", apontou.
Para o magistrado do STF, Cardozo não fez referência às condenações no processo do mensalão.


"Acho que o ministro se pronunciou com a mais pura das intenções. Ele é humanista, constitucionalista, um homem mentalmente arejado, sentimental, vanguardeiro no plano do arejamento dos costumes. Ele deve ter falado que nossos presídios vivem atulhados, não têm condições minimamente desejáveis de salubridade e de higiene. Quero quer que ele fez um pronunciamento sem relação com a ação penal 470 [mensalão], falou genericamente, e não para se contrapor ao julgamento", disse.
da folha de são paulo

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