Deficientes físicos conquistam ouro e posição de melhor do estado

Rio de Janeiro, Goiás, Paraíba e Maranhão foram os quatro estados que tiveram surdos e portadores de síndrome de down como os melhores de suas delegações
Cadeirantes participam da Olimpíada do Conhecimento (Foto: José Paulo Lacerda)
A 7ª Olimpíada do Conhecimento e os eventos paralelos, como o WorldSkills Americas e o 4° Torneio de Robótica do SESI-SP, mostraram aos 250 mil visitantes o nível de excelência da educação profissional que o SENAI tem apresentado ao mercado de trabalho. 
As provas foram elaboradas com base no dia a dia do profissional e os estudantes foram avaliados em diversas capacidades. As pessoas com deficiência física, em quantidade representativa nesta edição, mostraram aos demais competidores que são capazes de exercer qualquer função igualitariamente.


O exemplo desta capacidade é que quatro jovens com deficiência foram eleitos os melhores de seus estados. Foram eles: Luís Eduardo Calçado, do Rio de Janeiro, e Ilayane de Jesus Silva, de Goiás, que competiram na categoria costura para surdos; Talita Bezerra, da Paraíba, e Mariana Nascimento, do Maranhão, competiram na ocupação panificação.
“É preciso que as pessoas vejam que não há nada de diferente em um surdo, cego, cadeirante ou com Síndrome de Down. A única alteração que realizamos para a competição foi em relação aos cadeirantes, que tiveram as alturas dos carros e da mesa adaptada às cadeiras de roda”, destaca o professor José Leitão, do Departamento Nacional do SENAI.
Sob a mesma óptica, o diretor de relações externas, Roberto Spada, frisou sobre a responsabilidade que o SENAI tem sobre o assunto. “O Brasil está evoluindo numa série de aspectos sociais e a inclusão de portadores de deficiências físicas é uma delas. A competição não demonstra apenas aquilo que o SENAI vem fazendo, mas também o potencial que estas pessoas têm: de superação. Eles são exemplos de que o limite existe apenas na nossa cabeça e não nas potencialidades do homem”, conclui.
As categorias incluídas foram costura para surdos, mecânica de automóveis para cadeirantes, tecnologia da informação para cegos e panificação para pessoas com Síndrome de Down. Dos 638 competidores da Olimpíada, 36 apresentavam alguma deficiência.   

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