Em Búzios, elefante-marinho recupera forças e volta ao mar


Elefante-marinho foi apelidado de Obama pelos turistas de Búzios. (Foto: Sérgio Quissak/Divulgação)
Por Paulo Roberto Araújo (pra@oglobo.com.br) | Agência O Globo –
Apelidado carinhosamente de Obama, o elefante-marinho que foi a atração dos turistas nata terça-feira na Praia da Azedinha, em Búzios, recuperou suas forças e voltou ao mar por volta das 7h desta quarta-feira. Poucos minutos depois, ele foi visto, ao que tudo indica em busca de sardinhas, nadando na praia da Tartaruga, também em Búzios.


O biólogo Salvatore Siciliano, do Grupo de Estudos de Mamíferos Marinhos da Região dos Lagos (GEMM-Lagos), acha pouco provável que o elefante-marinho fique por muito tempo nas praias de Búzios:
- Esse tipo de animal marinho procura praias sossegadas, onde não haja barulho e confusão, embora um elefante-marinho tenha frequentado, durante três anos, no início da década passada, a Praia Grande, em Arraial do Cabo - recordou o biólogo.
O elefante-marinho de Búzios está sendo monitorado por técnicos da CTA Meio Ambiente, uma empresa capixaba contratada pela Petrobras para acompanhar animais marinhos que aparecem no litoral da Região dos Lagos e no Norte Fluminense. O serviço é uma condicionante ambiental, mediada pelo Ibama, no licenciamento de novas plataformas de exploração de petróleo. A empresa faz o mesmo serviço que é executado pelo GEMM-Lagos, formado por pesquisadores da Fiocruz:
- A Fiocruz está questionando este modelo junto ao Ibama e ao Instituto Chico Mendes (ICM-Bio). O GEMM-Lagos já faz este trabalho há anos. Na prática, o governo federal está gastando duas vezes, através da Petrobras e da Fiocruz, para execução do mesmo trabalho. A empresa que faz o monitoramento só deve satisfações à própria Petrobras e ao Ibama. Estão desmantelando tudo que construímos nos últimos anos no monitoramento ambiental nas praias da Região dos Lagos e do Norte Fluminense - reclamou Siciliano.

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