Ex-deputada acompanha julgamento de atirador que quase lhe tirou a vida

Jared Loughner foi sentenciado a seis prisões perpétuas mais 140 anos de detenção

Ilustração do julgamento de Jared Loughner (centro), atirador que quase tirou a vida da ex-deputada democrata Gabrielle Giffords
Foto: Reuters
Ilustração do julgamento de Jared Loughner (centro), atirador que quase tirou a vida da ex-deputada democrata Gabrielle Giffords Reuters

Ilustração do julgamento de Jared Loughner (centro), atirador que quase tirou a vida da ex-deputada democrata Gabrielle GiffordsREUTERS
ARIZONA, EUA - Quase dois anos após sofrer um atentado que quase lhe tirou a vida, a ex-deputada pelo estado do Arizona Gabrielle Giffords compareceu ao julgamento do atirador Jared Loughner. Por ter matado seis pessoas e ferido outras 13, incluindo Gabrielle, em janeiro de 2011, o jovem de 24 anos foi sentenciado a seis prisões perpétuas (uma por cada assassinato) e mais 140 anos de detenção.


No início do interrogatório, o juiz Larry Burns perguntou ao réu se ele de fato havia dito que faria um sinal caso quisesse falar. Em voz baixa, Loughner respondeu “Sim, é verdade”. Com exceção deste momento, o jovem permaneceu em silêncio durante todo o julgamento ao lado de sua advogada. Gabrielle, que sofreu um grave ferimento na região do cérebro responsável pela fala, esteve sentada ao lado do marido, o astronauta aposentado Mark Kelly.
- Você pode ter colocado uma bala na cabeça da minha mulher, mas não causou nenhum arranhão no compromisso dela de tornar o mundo um lugar melhor - disse o marido da ex-deputada ao réu. - A não ser que você estivesse fora de si naquele dia, por conta de alguma doença psiquiátrica, você deve ser responsabilizado. Você terá muitas décadas para pensar sobre o que fez. De agora em diante, eu e Gabby nunca mais vamos pensar em você.
O julgamento também foi acompanhado pelos pais do reú, Amy e Randy Loughner, além do ex-assessor de Gabrielle, Ron Barber. Barber também foi ferido no atentado ocorrido no dia 8 de janeiro de 2011, em Tucson. Em agosto deste ano, Loughner foi considerado culpado sob 19 acusações, incluindo homicídio e tentativa de homicídio. O jovem admitiu ter comparecido ao evento “O Congresso em seu bairro” armado com uma pistola e 60 pentes de balas, com a intenção de matar a então deputada e os participantes do evento. À época, Gabrielle vivia um momento de ascensão dentro do Partido Democrata.
Algumas hipóteses quanto às motivações do crime chegaram a ser levantadas. Mas, segundo a psicóloga Christina Pietz, o réu demonstrou arrependimento, principalmente pela morte da menina de nove anos. Gabrielle Giffords renunciou à sua cadeira no Congresso para se recuperar do atentado. Seu ex-assessor, Ron Barber, que venceu uma eleição convocada especialmente para preencher a vaga, cumpriu seu mandato até o fim.


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