Jimi Hendrix completaria 70 anos nesta terça-feira



























Se estivesse vivo, o lendário guitarrista Jimi Hendrix (-1970) faria 70 anos nesta terça-feira (27). Depois de começar a carreira musical tocando na banda de músicos como Little Richard, Hendrix atingiu o estrelato em 1966. Em sua carreira meteórica, que acabou em 1970, o guitarrista lançou apenas três discos de estúdio (Are You Experienced, 1967, Axis: Bold as Love, também de 1967, e Electric Ladyland, de 1968) e um registro ao vivo (Band of Gypsys, de 1970). Mas deixou uma enorme quantidade de material inédito, entre gravações de estúdios e de shows.
Blog Mente Aberta escolheu cinco tópicos para mostrar por que Jimi Hendrix é considerado um dos maiores guitarristas da história e continua influenciando músicos até hoje.
Apresentações ao vivo
Hendrix era um gigante nos palcos. Exímio improvisador, podia transformar uma música de três minutos em uma longa jam, em que mostrava toda a sua habilidade com a guitarra. Brincava com o público e sabia fazer performances memoráveis e literalmente incendiárias, como a do festival de Monterey, de 1967, em que colocou fogo em sua guitarra. Vale a pena ouvir o disco duplo Live at fillmore, que compila performances registradas na virada de 1969 para 1970 (algumas delas aparecem em Band of Gypsys), eHendrix in the West, com músicas retiradas de vários shows do guitarrista, além do registro de sua apresentação em Woodstock.
Experimentalismo
Hendrix usava pedais de efeito para criar timbres diferentes e foi pioneiro no uso da tecnologia estéreo em gravações de rock. Ajudou a popularizar o pedal de wah-wah e a distorção de guitarra, além de explorar microfonias provocadas por amplificadores (como na introdução de “Purple haze” e em suas apresentações ao vivo). É possível perceber sua vontade de expandir as possibilidade sonoras do instrumento tanto em suas gravações ao vivo quanto em seus shows.
Perfeccionismo em estúdio
O guitarrista tinha uma visão clara do que queria quando entrava em estúdio e fazia de tudo para reproduzir os sons que ouvia em sua cabeça. Gravava diversas tomadas de cada música, até ficar satisfeito com os resultados. Vale ouvir os três álbuns de estúdio lançados enquanto o guitarrista estava vivo, além de discos póstumos, como First rays of the new rising sun, lançado originalmente em 1997, e o recenteValleys of neptune, de 2010, para ver como ele era um mestre nas gravações.
Influência do blues
A maior influência de Hendrix era o blues. Seu apreço pelo gênero fica claro na quantidade de covers e composições próprias, como “Red House”, obrigatória em seus shows, e “Hear My Train A-Coming”, que aparecem em seus discos. Os diversos blues gravados por Hendrix foram compilados em Blues, lançado originalmente em 1994 e relançado em 2011.
Covers
Hendrix gravou versões impressionantes de músicas escritas por outros compositores. Seu primeiro grande sucesso, por exemplo, foi “Hey Joe”, escrita por Billy Roberts e regrava pelo guitarrista em 1966. Interpretou canções dos Beatles, como “Day tripper” e “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”, e de Bob Dylan, especialmente “Like a rolling stone”. Outra música de Dylan, “All along the watchtower”, chama a atenção pela interpretação pesada e pelo hipnótico solo, considerado por revistas como a NME e aGuitarWorld um dos melhores de todos os tempos.
(Foto: Hendrix durante sua apresentação no festival da ilha de Wight, em 1970 – Evening Standard/Getty Images)
André Sollitto

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