Em Petrópolis, saúde sofre com superlotação. São Gonçalo e Cabo Frio também enfrentam problemas


Outro problema na cidade é a coleta de lixo deficiente

Lixo acumulado perto do Quitadinha: outra queixa dos moradores
Foto: Fabio Rossi / O Globo
Lixo acumulado perto do Quitadinha: outra queixa dos moradores Fabio Rossi / O Globo

Problemas na prestação de serviços básicos também afligem o turístico município de Petrópolis, na Região Serrana, onde o prefeito Paulo Mustrangi (PT) não se reelegeu. O Hospital municipal Alcides Carneiro, um dos principais da cidade, em Corrêas, por exemplo, vem sofrendo com a superlotação. Funcionários da unidade contaram na última terça-feira que o posto de urgência estava fechado para novos pacientes há dias.
RAFAEL GALDO

Do lado de fora da unidade, na rua de acesso ao hospital, o lixo é o problema, assim como em vários bairros da cidade, como constataram repórteres do GLOBO. Perto do Palácio Quitandinha, lixeiras transbordavam terça-feira passada. Já na Estrada da Saudade, lixo e entulho se acumulavam.— Um doente que chegar aqui terá de ser levado para o Centro, a 13 quilômetros, porque a urgência está lotada. Além disso, a quantidade de material para atender os pacientes é restrita, na iminência de faltar. E o almoço dos funcionários tem sido arroz, feijão e ovo cozido — contou um funcionário, sem se identificar.
— Nossas casas estão sendo invadidas por ratos — reclamou Elaine Serrano, moradora do Monte Florido.
Prefeitura: demanda cresceu
Sobre o problema com a coleta de lixo, a prefeitura disse que rompeu o contrato com a Locanty, devido à deficiência dos serviços prestados. Por isso, ela mesma assumiu o serviço, que diz está normalizado. Já a Secretaria municipal de Saúde informou que, nos últimos meses, houve um aumento significativo na procura por atendimentos de urgência. E, quando há superlotação, os atendimentos são suspensos, para não prejudicar a qualidade do serviço.
Após o pleito, obras ficam paradas em São Gonçalo
Em São Gonçalo, onde Adolpho Konder (PDT), candidato da atual prefeita, Aparecida Panisset (PDT), foi derrotado, a principal reclamação é em relação a obras que pararam no meio do caminho. Um exemplo é o pórtico numa das principais entradas da cidade, no bairro Porto da Pedra. A estrutura de concreto armado, praticamente pronta, continua inacabada. E o projeto de paisagismo no entorno ainda é só uma intenção.
Enquanto isso, o que recepciona os visitantes do município são tapumes e uma placa indicando que a intervenção, executada pela prefeitura, tem verba federal.
— Assim que passaram as eleições, as obras pararam de vez. Na minha opinião, foi a típica obra para encantar os olhos das pessoas antes da votação. O município não está abandonado. A Aparecida (Panisset) ainda é a prefeita da nossa cidade. Ela deveria concluir essa obra — afirmou o técnico de enfermagem Sérgio Abner, morador do bairro Porto da Pedra.
Posto de saúde foi demolido
O pórtico pode não fazer tanta falta assim à população do município. Mas esse não é o caso de outra intervenção, no bairro vizinho, Boa Vista: ali, são as obras de um posto de saúde, na Rua Veríssimo de Souza, que estão paralisadas. Os moradores contam que já havia uma unidade de saúde no local, que funcionava numa casa antiga, com problemas estruturais. O posto, então, foi demolido. E um novo começou a ser construído. Mas na última quarta-feira à tarde, por exemplo, não havia nem sinal de obra em andamento no terreno.
— Há algumas semanas, havia apenas quatro pessoas trabalhando. Nos últimos dias, não vi mais ninguém. Agora, o posto de saúde mais próximo fica a quilômetros daqui, no bairro Coroado — contou Maria José Nunes, dona de uma loja próxima.
Embora as reclamações persistam, a prefeitura de São Gonçalo afirmou que as obras estão sendo realizadas normalmente.
Obras paradas também são um problema em Cabo Frio, na Região dos Lagos, onde o prefeito Marquinho Mendes (PSDB) não elegeu seu candidato, Janio Mendes (PDT).
— Passou o pleito, e as obras da Praça do Peró seguem em ritmo lento. Esta semana, houve dias em que só duas pessoas trabalhavam. Também estão atrasadas as obras da Praça Porto Rocha, no Centro — disse o corretor de imóveis Jorge Murillo de Oliveira.
Procurada, a prefeitura de Cabo Frio não respondeu.


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