Genoino começa 2013 com vaga garantida na Câmara


Renúncia de titular do mandato abre vaga de deputado para ex-presidente do PT, condenado no julgamento do mensalão por corrupção e lavagem de dinheiro

Jean-Philip StruckJosé GenoínoCondenado no mensalão, Genoino pode se tornar deputado na semana que vem (Minervino Junior)
Condenado no julgamento do mensalão a uma pena de seis anos e 11 meses em regime semiaberto por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o ex-presidente do PT José Genoino deve começar 2013 assumindo mandato de deputado federal na Câmara.  


Tudo por causa da saída do deputado federal petista Carlinhos Almeida, que protocolou nesta quinta-feira um pedido de renúncia que vai valer a partir do dia 1° de janeiro. Almeida vai deixar o mandato para assumir a prefeitura de São José dos Campos (SP). A partir dessa data, a Câmara vai consultar a lista de suplentes da coligação que inclui os candidatos a deputado federal do PT paulista. 
De acordo com a ordem, Genoino é o segundo da lista, mas deve conseguir a vaga porque o primeiro suplente, Vanderlei Siraque (PT), já assumiu como deputado federal na vaga deixada em 2011 por Aldo Rebelo (PC do B), atual ministro do Esporte.
Se tudo correr normalmente, Genoino deve ser convocado para entregar uma lista de documentos para assumir a vaga. Como a Câmara está em recesso até fevereiro, a posse do novo deputado não deve acontecer em plenário, mas no gabinete da Presidência da Casa, a partir do dia 2 de janeiro.   
Em 2010, Genoino obteve 92.362 votos no estado de São Paulo, insuficientes para garantir um mandato, ficando, assim, na suplência. O presidente do PT à época do escândalo do mensalão acabou sendo nomeado em 2011 como assessor especial do Ministério da Defesa, cargo do qual se desligou em outubro de 2012, após a sua condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF). 
A posse de Genoino vem sendo defendida pelo presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS). “É um direito que ele tem garantido pela Constituição Federal”, disse recentemente Maia. O advogado de Genoino, Luis Fernando Pacheco, foi procurado para comentar o assunto, mas não atendeu o telefone. 

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