Regime de cotas nas universidades é ampliado a partir do ano que vem



A presença de jovens negros, pardos e índios nas universidades tende a praticamente duplicar nos próximos anos, devido ao sistema de cotas
O Brasil inicia, no ano que vem, uma das mais importantes mudanças no perfil de calouros para as universidades públicas e, nos próximos quatro anos, o número de cotistas nas escolas superiores tende quase triplicar. A evolução é devido a uma lei federal que exige a reserva, até 2016, de 50% das suas vagas para formados em escolas públicas, no mínimo.


Mais de 42 mil vagas estão reservadas para os estudantes das escolas públicas entre as 224 mil vagas disponíveis nas universidades federais, em 2013. A maior vantagem para esses estudantes, no entanto, é a disputa apenas entre si, durante os processos de seleção disponíveis no próximo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Sem as cotas, essas vagas seriam ocupadas, em sua maioria, por estudantes de escolas privadas, que dispõem de um ensino de melhor qualidade desde a tenra idade.
Segundo as regras federais, grupos específicos de alunos da rede pública serão beneficiados, como aqueles oriundos de famílias com baixa renda, que tentem a ocupar metade das vagas reservadas. Há, ainda, vagas reservadas para pretos, pardos e indígenas. A distribuição das vagas para esses alunos depende da proporção das populações minoritárias no Estado em que prestam os exames seletivos, de acordo com o Censo do IBGE.
Esta regra permaneceu em debate durante 13 anos no Congresso e somente foi sancionada este ano, pela presidente Dilma. Já em 2013, as instituições precisarão reservar 12,5% das vagas para estudantes da escola pública. 

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