Frase do dia

“O amor é tudo”
(Jesus Cristo)







sábado, 5 de maio de 2012

Em Arraial do Cabo, o resgate de trinta golfinhos, na Prainha ganha repercussão internacional


A ação dos sete garis da Prefeitura de Arraial do Cabo, que no dia 05 de março deste ano salvou trinta golfinhos que corriam o risco de ficar encalhados na Prainha, ganhou repercussão internacional. Na próxima quinta-feira, 10, a Câmara Municipal fará uma homenagem aos “Heróis da Prainha” com uma placa comemorativa de moção de aplausos. A festa, que vai contar com a participação da comunidade local, acontece às 17h. O evento faz parte da programação das comemorações do 27º aniversário da cidade.
O vídeo do salvamento dos golfinhos feito por um turista dinamarquês  teve  mais de 3 milhões de hits no  Youtube, e apareceu em dezenas de noticiários internacionais, atraindo comentários elogiosos do mundo todo, tanto para Arraial do Cabo, quanto para o Brasil.

Em Cabo Frio, Lar Esperança vai realizar o BAZARTE - DIA DAS MÂES

Botafogo anuncia contratação de Vitor Junior


Meio-campista não vinha sendo aproveitado no Corinthians

Vitor Junior é o novo reforço do Botafogo / AgifVitor Junior é o novo reforço do BotafogoAgif
O Botafogo anunciou na tarde deste sábado, através de seu site oficial, o acerto por empréstimo do meia Vitor Júnior, que pertence ao Corinthians. O jogador tem 25 anos e fica no Glorioso até o fim do ano, com opção de compra ao fim do contrato.

O atleta já vinha treinando no clube desde segunda-feira e só restava a divulgação oficial do vínculo entre as partes. O técnico Oswaldo de Oliveira já conta com o jogador para o jogo de volta da oitava de final da Copa do Brasil contra o Vitória, quarta-feira, no Engenhão.

Crack em Búzios


E a  "Pedra Louca" sai das grandes concentrações urbanas do pais e chega na maioria dos municípios de interior do Brasil  atingindo todas as classes sociais sem distinção.  Na Região dos Lagos já chegou e se espalha. As autoridades ainda estão em estado de letargia, talvez esperando o fogo crescer para depois começar a “remediar”, porque se não se cortar o mal agora, depois só restará isso a ser feito.
Este fim de semana na bucólica Barra de São João presenciei policiais prenderem três rapazes que fumavam a pedra desgraçada em meio as pessoas. Um dos rapazes não conseguia levantar-se do chão.  
Já  noticiamo, na terceira edição do Jornal A RAZA ( ainda era com S ), a apreensão  de 295 pedras dessa droga barata e de auto poder de destruição em Búzios, assim como já foi noticiado casos em Cabo Frio e São Pedro da Aldeia. Aos governos tacanhas e atrasados de nossa região é preciso alertar que o Crack não é  mais droga de moradores de rua. Ela agora é usada pelos  jovens de classe média, media alta e classe alta. 
Vou dar um aviso que incomoda a muitos cabeças de vento que vivem em uma Búzios mítica. Essa Búzios Vila de Pescadores, acabou. Não existe mais. Acordem! Temos um (s) grave (s) Probelma (s) Social (s) a resolver.

Victor Viana @VianaBuzios

Corrupção: Garotinho volta a atacar Cabral


Agora, o principal adversário do governador do Rio tenta ligar seu nome ao escândalo de corrupção que resultou na Operação Castelo de Areia

Deputado Anthony Garotinho PR/RJ
Deputado Anthony Garotinho PR/RJ (Leonardo Prado/Agência Câmara)
O ex-governador e senador Anthony Garotinho (PR) desferiu, neste sábado, mais um golpe contra o governador Sérgio Cabral. Desta vez, utilizou seu blog para tentar ligar o nome de Cabral à Operação Castelo de Areia, de 2009, que investigou lavagem de dinheiro e pagamento de propinas pela construtora Camargo Corrêa. A operação foi considerada ilegal e teve as escutas anuladas pelo Supremo Tribunal de Justiça, que trancou a ação. No entanto, Garotinho afirma ter em mãos o relatório completo da Polícia Federal, que utiliza para mais um ataque ao governador.

A Cidade e a Névoa - Romance de Carlos Sepúlveda - 8° capítulo


9    sentado à cabeceira da vasta mesa, como convém aos poderosos, visivelmente irritado, Sua Excelência solicitou maiores informações. Coube ao secretário de Governo e responsável pela segurança, com a solenidade cautelosa que estava a exigir a situação, expor, com a brevidade possível, a situação. Em resumo, fomos tomados por umas nuvens espessas, umas nuvens brancas que ardem quando se respira dentro delas, por isso mesmo as janelas devem permanecer fechadas e o povo recolhido em suas casas. O senhor prefeito quando veio para cá deve ter visto que só se chega aqui com os faróis dos carros bem acesos e assim mesmo dirigindo com muito cuidado Apesar disto, não foi registrado nenhum incidente. Parece que o povo preferiu trancar-se em casa. O rosto de prefeito deixou transparecer impaciência; um suspiro e um discreto crispar de dedos, um leve assovio de lábios semicerrados e olhos idem foram o suficiente para o secretário acelerar o relato, com mais objetividade e brevidade para não ofender a paciência do ilustre ouvinte. Pois, como ia dizendo, senhor prefeito, não temos informes precisos. Só conseguimos saber que ninguém entra nem sai da cidade, pelo menos desde as seis e quarenta e oito que é quanto marcam os relógios de todas as casas, menos o da matriz, que esse parece não ter parado e funciona regularmente, pelo menos até agora.  O prefeito contraditou: Mas afinal, alguém pode me informar o que se passa? Que tipo de coisa aconteceu de ontem para hoje, foi como Sua Excelência reagiu ao relato, sem esperar resposta plausível.Embora se saiba que a surpresa de uma excelência deve ser sempre tomada como hipérbole ou véspera de uma inamovível irritação que pode custar a cabeça de alguém. Mas isto é sempre a mesma coisa desde que o mundo é mundo.
            As informações, no entanto, prosseguiam em cascatas de más novidades, alarmantes todas. De todos os lados, surgiam histórias semelhantes, conforme chegavam à prefeitura pela voz dos informantes: pessoas envoltas em névoa, tateando pelas ruas; os postos de saúde e os hospitais repletos de mulheres; velhos e crianças com dificuldades respiratórias; os ônibus já não circulavam, os telefones, mudos; e ninguém entrava ou saia da cidade, embora nenhuma lei impedisse a circulação. Em resumo (como apreciava Sua Excelência), nem mesmo a base militar, instalada na cidade vizinha, conseguia saber com precisão o que ocorrera. Na verdade, a única coisa que se sabia com certeza era que o fenômeno se restringia a este município, a esta cidade, nenhuma outra região se apresentava com problema semelhante, muito ao contrário: o sol brilhava e o dia era esplêndido por todo o resto do país. A situação que se apresentava era absolutamente única, incompreensível e assustadora. E nem adiantava usar máscaras de oxigênio, como alguém sugeriu, porque a acidez da névoa corroia, em poucos minutos, os tubos de borracha; e a vítima sucumbia em míseros segundos.
            A cada minuto, mesmo sem os telefones operando, as autoridades constituídas procuravam pelo menos dar a entender que tudo estava sob controle, não obstante a imprecisão das orientações. Estavam em um teatro que exigia dos atores toda seriedade para enfrentar a gravidade do momento. Era preciso evitar alguma perturbação da ordem e, para isto, as forças policiais foram convocadas, como puderam, para um plano de emergência, que se mostraria frágil, caso fosse realmente necessário, até porque não havia plano de emergência algum para uma situação como esta. Como sempre afirmou a oposição, este governo era incompetente, incapaz e corrupto, portanto um desastre, portanto muito abaixo do imenso desafio que se fazia presente. Já ninguém esperava um acontecimento deste porte, de modo que, sem uma resposta que pudesse tranqüilizar a população, o governo optou pelo silêncio; o povo, pelo boato, e a oposição, pela denegação. Pelo silêncio, para evitar qualquer declaração desastrosa e, para enfrentar a boataria, era importante difundir a idéia de que o fenômeno climático que ocorria poderia ser passageiro, fruto do descontrole climático que passaria em breve e que precisávamos de tranquilidade.. Mas o boato, com a força da imaginação e a liberdade de julgamento, sem nenhum compromisso com a ciência ou os saberes instituídos, preferiu apostar numa interferência divina, um castigo, que somente com orações poderia ser debelado, conforme sustentavam os opositores, este governo é a maldição do anticristo. A custa de breves recados transmitidos oralmente, convocou-se o povo para as orações, nos templos de todas as religiões, com o beneplácito da prefeitura que mantinha certo controle sobre alguns líderes religiosos, à custa, claro, de benefícios financeiros, sempre negados com indignação e ameaça de excomunhão ou expurgo ou interdito ou anátema a quem ousasse levantar esta leviandade, embora o conforto com que viviam os beneficiários do governo fosse evidente. Neste ponto, o poder  é sempre muito eficiente, como, aliás, acontece a toda hora no país e quiçá no mundo, que isto de política é sempre um murmurar de coisas indignas e de troca de uns tantos favores, mesmo entre religiosos contidos em sua fé, mas não tanto. É uma regra atemporal, que vale para todas as latitudes conhecidas, quiçá desconhecidas também. Isto de políticas é sempre o fel da desumanidade misturado com cinismo, e um certo talento para fazer-se um santo em busca da salvação das almas penadas. Olha que este nevoeiro está mais dentro das pessoas que fora delas!
            No entanto, a vida estava paralisada já havia mais de cinco horas, conforme mostrava o relógio da matriz, cujos ponteiros só eram visíveis para quem subia ao topo de torre e de lá pudesse tatear os ditos ponteiros, deduzindo-lhes as horas. Tarefa, aliás, que coube ao Manuelzinho, menino de prováveis quatorze anos inexatos, franzino e ágil, que subiu até o topo da matriz, na torre do relógio, e de lá de cima berrava as horas para quem, no meio do nevoeiro, pudesse e quisesse ouvir e com isso ganhou destaque nas histórias que se contarão depois. Desse modo, tornou-se personagem importante no enredo deste dia, que seria contado pelos anos vindouros, até quando fosse ele um velho matreiro, sentado na praça, ganhando uns trocados dos turistas que apreciavam ouvir estas lendas, com toda certeza inventadas por um velho doido, mas simpático. E que cidade não tem seus velhos loucos e patuscos? Ora, quem acreditaria numa cidade afogada por um nevoeiro? Só por invenções da loucura. Só não sabiam eles que a loucura é apenas outra maneira de ter razão, ou de se antecipar à própria razão. Mas sabemos nós que os loucos e somente os loucos dizem a verdade.
            Isso antes de os relógios pararem definitivamente, mesmo o relógio da torre que, às dez horas e vinte e três minutos, cessou de girar, situação que o povo imediatamente considerou mais uma prova  da maldição que caíra sobre o município.
            Terminada a reunião, reuniram-se os senhores secretários com o prefeito, em seu gabinete, para, secretamente, considerarem a situação “periclitante”, conforme mencionou Sua Excelência, já com certo fastio, porém alguma inquietação, sabedor que era da responsabilidade dele solucionar o problema provavelmente insolúvel.
            Da janela do gabinete, podia-se ver a massa da branca nuvem envolvendo toda a praça. Já não se podia enxergar o topo das árvores, porém os milhares de vultos humanos, deslizando no meio da névoa, iam ocupando os arredores do prédio e, como se obedecessem a um comando invisível, acercavam-se uns dos outros em surdas conversações na tentativa de compreender o incompreensível. Alguns rezavam, ajoelhados, nos degraus da Matriz, outros se abraçavam comovidamente; poder-se-ia dizer, se fosse o caso, que se tratava de uma cena de cinema antigo e romântico, tal o afeto com que se encerravam uns nos braços dos outros. Alguns ainda, impacientes, andavam de um lado para o outro, tensos, anunciando algum desastre inevitável ou terrível desgraça. Nem a pequena auréola solar que se esforçava por trazer um pouco de luminosidade pálida e branca fora capaz de infundir naquelas pessoas alguma esperança.
            Visto assim, de longe, aqueles vultos humanos, de mãos dadas, corpo com corpo, abraçados e protegidos pelo peso de seus corpos, pareciam traduzir o amor fraterno como um sentimento que nos é capaz de unir e tornar suportável o sofrimento, por mais incompreensível. A ironia permite dizer que poderiam ser, afinal, felizes por se amarem tanto, não fosse isto o resultado de um temor devastador. Afinal, é do medo e do terror que aprendemos a vida. Aquele povo tinha de viver com sua própria vontade e, se possível, com sua perdida alegria.
            Não se ouvia tanto falar em fim do mundo? Não eram pregações dos pastores, também do padre Luis, cujas vozes erguiam-se corajosas, avisando os fiéis da iminência do apocalipse, da destruição da cidade, como acontecera a tantas outras, dito no Velho Testamento? Não eram as escatologias coisas desse mundo? O nevoeiro estranho e silencioso bem poderia ser o começo da profecia que enchia de terror os sonhos daqueles sofridos moradores.
            O povo nas ruas, nas praças, nas avenidas ainda não era tão numeroso, porém era suficiente para demonstrar a inquietação de suas almas. Quantas coisas ficariam pelo caminho se estivesse o mundo por se acabar? Quantas histórias interrompidas, amores não declarados, mentiras por esclarecer, verdades por dizer, filhos sem futuro, destinos brutalmente negados não em fogo ou em água, como já acontecera, mas numa prosaica, estúpida névoa branca que não deixava respirar direito, a arder nos olhos. Nem sequer podia-se ter o consolo da uma explicação racional. Ah, sim, a vida é sempre fantástica quando se tem de enfrentar o improvável.
            Ai que aquilo que somos (e somos o que não somos, e o que nos é negado), está sempre adiante de nós mesmos, sempre nos esperando para ser. E agora já não poderemos mais ser, porque este lugar, onde está quem somos, não mais existirá, e não se pode ser algo sem um lugar. Pode-se chamar a isto de vida? Ou de morte?
            A que estranhos mistérios pode conduzir um simples nevoeiro numa cidade qualquer! Quantos desafios a enfrentar para se saber o que é, justamente partindo da escuridão de uma névoa.
            Os dias deverão se arrastar lentamente, na fluidez da bruma. Nada parecia indicar o fim do nevoeiro, se seria naquela noite ( quando chegasse) ou talvez no fim da tarde. Seria, de todo modo, aterrador viver na escuridão da noite cercado pela névoa, com medo, com fome, sem poder vislumbrar as ruas e as esquinas. Havia de ser horrível perder-se no mundo abafado, escuro, sem poder ouvir uma notícia, uma nota, um alento, só o mar, desfolhando-se em ondas, na praia.
            Mas havia de ter uma razão, um lugar de onde tudo isto vinha, um lugar talvez não tão longe daqui. Talvez tão próximo que sequer podíamos ver.
Um romance de Carlos Sepúlveda. 
Leia um capítulo a cada semana em: 

Rio tem Marcha da Maconha


Centenas de pessoas se concentram no Arpoador, na Zona Sul do Rio.
Muitos levaram faixas e máscaras com formato da folha de maconha.
Centenas de pessoas participam, na tarde deste sábado (5), da Marcha da Maconha no Rio. A concentração acontece no Arpoador, Zona Sul, de onde o grupo segue atrás de um bloco rumo ao Coqueirão. No local, haverá apresentação de DJs e MCs. Muitos dos manifestantes levaram faixas e máscaras em formato de folha de maconha (Foto: Aline Pollilo/G1)Centenas de pessoas participam, na tarde deste sábado (5), da Marcha da Maconha no Rio. A concentração acontece no Arpoador, Zona Sul, de onde o grupo segue atrás de um bloco rumo ao Coqueirão. No local, haverá apresentação de DJs e MCs. Muitos dos manifestantes levaram faixas e máscaras em formato de folha de maconha (Foto: Aline Pollilo/G1)
Autorizadas após decisão do STF, as marchas que acontecem em várias capitais pede que o porte e plantação da maconha para uso próprio deixe de ser crime (Foto: Aline Pollilo/G1)Liberadas após decisão do STF, as marchas que acontecem em várias capitais pedem que o porte e plantação da maconha para uso próprio deixe de ser crime. Antes do ato, os organizadores pediram aos participantes que não fumassem a erva. Segundo Renato 5, integrante do movimento, o evento serve para abrir com a sociedade o debate sobre uso medicinal da maconha  (Foto: Aline Pollilo/G1)

Corrupção: Uma CPI para investigar a farra entre o público e o privado


Comissão criada para mapear o crescimento da construtora Delta e seus negócios nebulosos com políticos em todo o país tem a chance de fazer a maior faxina desde o escândalo do mensalão

Daniel Pereira, Otávio Cabral e Rodrigo Rangel
INTERESSES - Alvo da CPI, Fernando Cavendish, dono da construtora Delta (no centro), é amigo e cliente de muitos políticos. Na festa ao lado, em Paris, ele acompanhava o governador Sérgio Cabral, do Rio, onde fatura bilhões em obras
INTERESSES - Alvo da CPI, Fernando Cavendish, dono da construtora Delta (no centro), é amigo e cliente de muitos políticos. Na festa ao lado, em Paris, ele acompanhava o governador Sérgio Cabral, do Rio, onde fatura bilhões em obras
A CPI para investigar as relações do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlos Cachoeira, com políticos e empresas que têm contratos com a administração pública saiu do papel em alta velocidade. A gravidade dos fatos levantados pela Polícia Federal e pelo Ministério Público — o pagamento de propina a autoridades, a troca de favores entre a máfia do jogo e parlamentares e a assinatura de contratos públicos azeitados à base de tráfico de influência — produziu um fato raríssimo: a instalação da CPI contou com o apoio de governistas e oposicionistas. O Congresso deu mostras de disposição para fiscalizar a aplicação dos recursos públicos, uma de suas mais nobres missões. Se nasceu sem dores, a CPI começou a caminhar com dificuldades. Aprovado na quarta-feira passada, o plano de trabalho da comissão apenas tangencia o epicentro das irregularidades apontadas pelos policiais federais e pelos procuradores. A CPI decidiu ouvir os coadjuvantes das malfeitorias, mas, por enquanto, vacila em chamar para depor deputados e governadores suspeitos de manter relações promíscuas com Cachoeira e a empreiteira Delta, um colosso da construção civil com obras contratadas por governos do PT, do PSDB e do PMDB.
A desenvoltura multipartidária da Delta explica o começo claudicante da CPI que nasceu com o potencial de fazer uma faxina pública como não se via desde que o escândalo do mensalão foi destrinchado, em 2005, com o indiciamento de cerca de uma centena de pessoas. O deputado petista Odair Cunha, relator da CPI, tentou limitar geograficamente as investigações sobre a Delta e suas obras no Centro-Oeste. O ex-diretor da empreiteira para aquela região, Cláudio Abreu, está preso. O plenário da comissão, no entanto, arrancou do relator a promessa de investigar a atuação da Delta em todo o território nacional. Está pronto para votação o requerimento de convocação do dono da Delta, Fernando Cavendish, e de diretores regionais da empresa.

Sérgio Lima/ Folhapress
De olho no Mensalã - Petistas incentivaram a convocação do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, apenas para tentar constrangê-lo
De olho no Mensalão - Petistas incentivaram a convocação do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, apenas para tentar constrangê-lo
"A base governista foi derrotada. Vamos investigar os aditivos nos contratos da Delta com o Dnit, principalmente aqueles assinados em períodos eleitorais", avisa o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS). Quando isso será feito — e se realmente será feito, devido às ligações também multipartidárias de Cavendish — ainda não está definido. A comissão ouvirá neste mês os depoimentos de delegados e procuradores envolvidos na investigação, seguidos de Cachoeira e seus comparsas presos. O único político com depoimento marcado é o senador goiano Demóstenes Torres, o, por enquanto, mais notório membro do esquema de Cachoeira. O Senado abriu um processo por quebra de decoro contra ele, que pode comparecer à comissão já na condição de parlamentar cassado (leia a reportagem aqui). Ou seja: tem-se definida apenas a primeira fase da investigação, que tratará de temas e personagens cujos feitos e malfeitos são de conhecimento público. Nada além disso. Segundo o presidente da CPI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), a segunda fase aumentará a temperatura dos trabalhos. Nela, será travada a "grande batalha" pela convocação das autoridades de maior calibre. "O vazamento das informações impede a costura de acordões para abafar a investigação ou poupar autoridades", diz Vital.
Além de Fernando Cavendish, os governadores Sérgio Cabral (PMDB-RJ), Marconi Perillo (PSDB-GO) e Agnelo Queiroz (PT-DF) e pelo menos cinco deputados federais ainda não foram convocados para prestar esclarecimentos. Sobre muitos deles há uma fartura de indícios de envolvimento com o esquema. Por enquanto, a CPI vai se concentrar no que já foi revelado. Mas não há garantia de que o universo da apuração fique restrito. O plano de trabalho de Odair Cunha deixa brechas para investir sobre qualquer tema: políticos, procuradores, empreiteiras e até a imprensa. Não está fechada, portanto, a porta aberta pelo PT para desqualificar o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, defensor da condenação dos mensaleiros no Supremo Tribunal Federal, e a parte da imprensa que, segundo o ex-presidente Lula, ajudou a montar a "farsa do mensalão". "Todas as pessoas que foram corrompidas ou cooptadas pela organização criminosa têm de ser investigadas. Não haverá blindagem nem proteção a quem quer que seja", disse Odair.
Clique para ver o infográfico
Hoje, há pelo menos duas ofensivas em marcha para pôr cabresto na CPI. A presidente Dilma Rousseff não quer que a comissão seja usada com os fins estritamente políticos planejados pela falconaria petista. Ela tem dito que teme que a comissão domine a agenda política, paralise o Congresso e prejudique ações do governo. Além disso, afirma não ter receio de que as investigações atinjam seu governo e lembra que, se atingirem, não se furtará a demitir os envolvidos com culpa provada — aliás, como vem agindo desde o início do mandato, o que é um dos motivos de sua expressiva aprovação popular.
A Delta tem contratos com governos de todas as cores. Algumas dessas relações já foram reveladas, o que deixou na berlinda políticos de primeira grandeza do PT, PMDB, PSDB e DEM. O campo já era fértil para um acordo velado, que vinha sendo costurado às sombras. Mas a entrada de Sérgio Cabral no palco das investigações tornou as negociações para abafar o escândalo político mais explícitas. Há dez dias, o blog do deputado Anthony Garotinho (PR-RJ), adversário político de Cabral, publica fotos e vídeos de viagens do governador, sua mulher e seus secretários mais próximos com Fernando Cavendish a Paris e Mônaco. Em hotéis e restaurantes de luxo, o grupo comemora aniversários, noivados, casamentos e conquistas políticas e comerciais. Cabral, considerado um estranho no ninho do PMDB, teve de procurar a cúpula do partido na semana passada para pedir socorro. Em conversas com o presidente do Senado, José Sarney, e com os líderes Renan Calheiros e Henrique Eduardo Alves, ele disse não estar preocupado com uma investigação policial, pois os vídeos não comprovam irregularidades. Mas deixou claro que teme o estrago político que uma exibição desse material, seguida de um depoimento à CPI, possa provocar. "Preciso da ajuda do partido. Se eu tiver de depor na CPI, não será bom para ninguém", ponderou Cabral. A cúpula do PMDB aproveitou o pedido do governador para tentar negociar um armistício com o PT e o PSDB.
Nas conversas, já surgiu até uma manobra jurídica para empastelar as investigações. A tese que será levantada é a de que uma CPI do Congresso não tem poder legal para investigar governadores. Os foros para esse tipo de apuração seriam as assembleias legislativas, não por acaso controladas pelos governadores. É pouco provável que uma argumentação tão frágil prospere se a CPI tiver mesmo disposição de elucidar os fatos denunciados. Muito provavelmente, o fator de diminuição do escopo da CPI virá não da Justiça, mas da política. O senador José Sarney já recomendou ao PT que "controle os radicais", argumentando que "ninguém tem a ganhar se essa CPI começar a sair do controle". O recado tem endereço certo: a turma que vê na CPI uma chance única de desmoralizar o julgamento do mensalão. A primeira ofensiva desse grupo foi dada na sessão da semana passada, com a tentativa de convocação do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, para depor na CPI. Sob o argumento de que ele deve explicar por que retardou a abertura de uma investigação contra Demóstenes Torres, os petistas querem colocá-lo no banco dos réus da CPI para tentar desmoralizá-lo. A imprensa é outro alvo que, na estratégia dos radicais, precisa sair chamuscada da CPI. O presidente do PT, Rui Falcão, deixou mais uma vez clara essa convicção na sexta-feira quando, em discurso feito em São Paulo, voltou a defender o projeto de regulamentação dos meios de comunicação, um eufemismo para a tentativa de controlar a imprensa idealizado pelo ex-ministro da Comunicação Social Franklin Martins. Para Falcão, "a mídia é um poder que está conjugado ao sistema bancário e financeiro" e "produz matérias e comentários não para polarizar o país, mas para atacar o PT e nossas lideranças".
O cenário inicial da CPI do Cachoeira é muito semelhante ao da CPI dos Correios, instalada em 2005 a partir da gravação na qual Maurício Marinho, diretor da estatal, cobrava 3 000 reais de propina, o que deu origem à descoberta de novos fatos envolvendo dinheiro público e compra de apoios pelo governo. Aquela CPI nasceu com o intuito de blindar os aliados do governo e era controlada por parlamentares fiéis ao Palácio do Planalto. Exatamente como agora. Também tinha o mesmo prazo de atuação: 180 dias. Mas, logo no início dos trabalhos, depoimentos bombásticos, como o do deputado Roberto Jefferson e o do marqueteiro Duda Mendonça, incendiaram a comissão e provocaram uma indignação popular que impediu qualquer tipo de acordo. A atual comissão também tem fios desencapados e personagens que podem contar muita coisa. Cachoeira e Cavendish, por exemplo. Com uma matéria-prima mais modesta do que a produzida pelas operações da PF, a CPI dos Correios produziu a denúncia do mensalão, a cassação de José Dirceu e Roberto Jefferson e a renúncia de meia dúzia de políticos, além de tisnar a imagem imaculada de virgem ética do PT. A CPI do Cachoeira, com seu farto material, tem potencial ainda maior. Basta que não se torne refém de arranjos políticos.

Senador cita artigo de jornalista para alertar sobre ataques à liberdade de imprensa


Na última quinta-feira (3), o artigo "Por que matar jornalistas?" do jornalista Eugênio Bucci publicado no jornal O Estado de S. Paulo, foi usado pelo senador Eduardo Suplicy (PT-SP) para alertar sobre a liberdade de imprensa no Brasil. 
Crédito:Agência Brasil
Senador fez alerta sobre liberdade de imprensa no Brasil em discurso em Brasília
Segundo o portal Cenário MT, o senador lamentou os assassinatos de profissionais da imprensa no país que já somam quatro neste ano, sendo o mais recente o de Décio Sá, em abril, no Maranhão.
"Para proteger a vida de seus funcionários os jornais passam a internalizar o medo. Não há como evitar. Se os jornais não podem cobrir, o cidadão não pode saber o que se passa em sua cidade, em seu país. Com impunidade garantida, os criminosos escapam ilesos", disse Suplicy citando o artigo de Bucci.

...a minha primeira vez ...



Primeira vez!!!

Gente, quem me conhece bemmmmmm sabe que no fundo eu sou tímida.... Pois é minha gente, não parece mais SOU!!! Então, que algumas pessoas me pediram pra eu postar uns looks meus, mais a vergonha não deixa,kkkkkkk; mas hj resolvi ter a minha primeira vez aqui no blog..... Depois de falar de diversos looks hj é o meu que tá em pauta (ai meu Deus!!!)...

Ontem foi o niver de uma amiga minha ( aê Mari, parabénsss!!!), e fomos almoçar tds para comemorar; o clima aqui tá meio friozinho, então eu escolhi um blazer  cinza e uma calça jeans rasgada ( que eu tô in love total por ela), mais chega de bláblá e vamos ao look.



Ô vergonha!!!
Para dar uma descontraída no blazer, coloquei essa calça rasgada ( adoro misturar peças clássicas com outra bem descontraída) ela tem uma estampa de onça por dentro do rasgado,e para dá um "up", coloquei regata azul e bolsinha vermelha, enfim, não é nenhum look mirabolante, massss,eu gostei do resultado final.


Gente, quem tirou as fotos foi o maridão, então era pedir muitoooo pra ela tirar o sapato tb!!!!kkkkk 
 E aí, gostaram???

bjs,bjs


blazer renner: 49,90  regata: C&A: 19,90 calça Happily Modas: 110,00  bolsa Sonho dos pés: 79,90  colar Mercatto:22,00

Quem sou eu

Minha foto
Uma garota que como tantas outras adora moda e tudo que gira em torno dela.A idéia do blog é mostrar como é possível se vestir bem gastando menos( longe de mim querer ditar alguma tendência, essa não é a intenção do blog)compartilhando com vcs minhas experiências e dilemas de uma mãe tentando continuar fashion por menos..rsrs bjs bjs

Governo define aumento da gasolina


O preço vai aumentar na bomba
Oficialmente, o governo não confirmará nem sob tortura, mas o reajuste do preço dos combustíveis está previsto para acontecer em 90 dias.
Por Lauro Jardim

Kid Abelha, Gusttavo Lima e Lulu Santos são algumas das atrações do Viradão Carioca neste sábado

Palcos são no Arpoador, em Bangu, na Quinta da Boa Vista e em Copacabana

Divulgação
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Lula Santos está entre as atrações do Viradão Carioca


A quarta edição do Viradão Carioca acontece neste fim de semana no Rio de Janeiro. Mais de 45 atrações totalmente gratuitas irão se apresentar até domingo (6) em quatro grandes palcos ao ar livre, localizados no Arpoador, em Bangu, na Quinta da Boa Vista e em Copacabana.
O palco Arpoador, na zona sul, contará com apresentações voltadas à música popular brasileira e ao pop rock nacional. Já a Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, zona norte, terá uma programação eclética, que irá do funk ao axé, passando pelo rock e sertanejo. Haverá também shows infantis para animar a criançada. A Praça das Juras, em Bangu, zona oeste, receberá a programação mais extensa. Na praia de Copacabana, zona sul, haverá apresentações de humoristas.
Veja a programação com os horários: