Frase do dia

“O amor é tudo”
(Jesus Cristo)







sábado, 12 de maio de 2012

Dia das Mães


Dom Orani João Tempesta
O segundo domingo de maio é um dia dedicado a homenagear as mulheres que acolheram em sua vida a missão sublime de gerar ou acolher um filho para educar. Ser mãe é dom gratuito da bondade de Deus para cada mulher, e também a possibilidade de aceitar trabalhar pelo futuro da humanidade. Uma significativa expressão da fidelidade de Deus no sacramento do matrimônio, que torna o amor de um casal fecundo e multiplicador de vida. Esse dia nascido por motivações afetivas, mas muito explorado comercialmente nos dias atuais, pode ser agora uma oportunidade de valorizar a vida e a família. Principalmente, se refletimos sobre a missão importante da mãe (junto com o esposo) de educar seus filhos. 
Além de acolher ou procriar fisicamente, gerar um filho para a fé é um compromisso que sinaliza a relação de Deus com seu povo, que é sempre fecunda, capaz de multiplicar a vida, e se dá na plena confiança e entrega à providência divina. No contexto de um capitalismo selvagem, cada vez mais tenta-se destruir os valores verdadeiros da humanidade, ser mãe, o que, para além de uma responsabilidade e de um dom, significa manifestar um compromisso com a vida em todas as suas dimensões. Com as pressões atuais contra a dignidade da vida e a propaganda contra a geração de filhos, constatamos que isso é ferir em uma mulher o direito de ser mãe, ferindo também sua mais profunda dignidade e violando aquilo que de mais belo Deus concedeu a uma mulher: o direito de ser mãe e de contribuir assim com a criação, que continua a ser criada e recriada. "Cada criança que nasce é Deus que volta a sorrir para o mundo" diz a tradição popular.   
Homenagear as mães neste dia nos faz recordar a importância da família humana e também a figura de Maria, exemplo de mãe e educadora. Mulher forte e doce, mulher do silêncio, da presença e da esperança que não decepciona. Maria traz consigo as virtudes mais profundas, capazes de fazer de todas as mulheres verdadeiramente mães e mestras, como ela o foi. A humildade, a plena confiança em Deus, seu sim à acolhida do projeto divino em sua vida, conformando-se plenamente a ele, as lutas para proteger o filho, a coragem de lançá-lo no projeto do Pai antes mesmo de "chegar a sua hora", a força para acompanhar o filho no sofrimento e aos pés da cruz, acolher o filho morto ao ser retirado da cruz e contemplar, em seus braços, seu corpo sofrido por amor, a esperança de fazer continuar o projeto de construção do Reino junto com os discípulos amedrontados no Cenáculo, a alegria de ver o filho ressuscitado e Senhor para sempre. 
Mães de nosso tempo: pobres, mas incapazes de abandonar os filhos que geraram. Capazes de educar na dificuldade, nunca os deixando de lado. Mulheres de fé, que choram aos pés do Santíssimo Sacramento e da Virgem das Dores, implorando a Deus por seus filhos, escravos das drogas, da prostituição e de tantos outros vícios. Mães que percorrem o calvário com seus filhos, lutam para que não sejam mortos e imploram de Deus uma nova vida de cada um deles.Verdadeiras guerreiras, batalhando e lutando por sua prole, trabalham de sol a sol para estudar os filhos, fazê-los crescer bem e oferecer-lhes melhores condições de vida e novas possibilidades, que, elas mesmas, não puderam receber. Mulheres que choram as dores dos filhos, que sorriem e celebram suas vitórias. Mulheres de aço, mulheres como flores, singelas e frágeis. Amor traduzido em gestos concretos e na mais profunda oferta de vida. Capazes de tudo para garantir aos filhos uma vida de sucesso e de realização. 
As Sagradas Escrituras estão cheias dos testemunhos de mulheres, mães, que tudo fizeram para que seus filhos compreendessem e permanecessem no caminho do Senhor. Vale lembrar o desejo de Sara de ser mãe e sua confiança em Deus, que transformou sua impossibilidade e fez de Abraão pai de todas as nações (Gn 18,10); a história de Ana, mãe de Samuel, que deu à luz o filho primogênito (1Sm 1-2); a belíssima história da mãe e dos sete filhos que dão a vida mas não negam o Senhor (2Mc 7, 1-40); a busca da mulher cananeia pela cura de sua filha (Mt 15,21); a alegria de Isabel ao conceber João Batista (Lc 1,12-15) e Maria, modelo novo de maternidade e coragem (Lc 1,26-38). 
A figura materna tem nas Sagradas Escrituras um valor profundo que até mesmo a Revelação compara o amor de Deus com algumas características maternas: "... agora vou gritar como a mulher que dá à luz, vou gemer e suspirar" (cf.Is 42, 14); "Sião dizia: o Senhor me abandonou; o Senhor me esqueceu. Mas, pode a mãe esquecer o seu filho, ou a mulher a criança em suas entranhas? Ainda que ela esqueça, eu não esquecerei você" (cf. Is 49,15); "Como a mãe consola o seu filho, assim eu vou consolar vocês... (cf. Is 66,13). 
Na história do cristianismo, tantas mães se santificaram pensando e promovendo o bem para seus filhos. Recordemos Santa Mônica, que tanto rezou pela conversão do filho Agostinho, que se tornou um santo e doutor da Igreja, ou ainda, Santa Rita de Cássia, que rezou a Deus por seus filhos, que não queria vê-los manchados com a culpa do sangue e do ódio entre famílias rivais. 
A todas as mães queremos homenagear e rezar para que suas presenças sejam sempre sinal de vida e de fecundidade. Para que sinalizem o amor de Deus com suas vidas, principalmente em nossos tempos, onde o direito de ser mãe vem sendo substituído pelo horror do aborto que fere a dignidade de tantas mulheres iludidas por falsas ideologias. Rezemos também pelas mães que já se encontram junto com Maria na eternidade, na bem-aventurança eterna, para que recebam a recompensa de suas vidas doadas e entregues a Deus e à família. 
Que Maria, mãe e mestra, cubra todas as mães com seu sagrado manto de amor, humildade e dedicação. Que ela alcance de Deus para todas as mães as condições necessárias para educarem seus filhos com dignidade, na justiça, fraternidade e solidariedade. Que nenhuma mãe se esqueça de que a melhor herança que podem entregar a seus filhos é a fé. 
Maria, mãe de todos os povos, rogai por nós!
*Dom Orani João Tempesta, cisterciense, é arcebispo do Rio de Janeiro. 

Acuado pelos colegas e abandonado pela escola: mãe move ação contra colégio



O poder da generosidade
Livro de professor da Universidade de Harvard revoluciona a teoria da seleção natural de Darwin ao mostrar que o grupo pode alcançar muito mais sucesso quando atua de forma coletiva e em benefício dos outros
Rachel Costa

Ao cravar essa tese, defendida no recém-lançado “A Conquista Social da Terra” (W.W. Norton & Company, 2012), uma compilação de pouco mais de 300 páginas, Wilson pôs à prova o benefício de agir em causa própria, presente na seleção individual de Darwin. O americano não contraria a teoria darwinista, mas afirma que ela é insuficiente para se entender a evolução, que aconteceria em múltiplos níveis – o individual, como proposto por Darwin, e o de grupo. Afinal, se o mais importante era fazer com que seus genes seguissem adiante, por que muitas vezes o indivíduo era capaz de se sacrificar pelo outro? A luta constante pela sobrevivência realmente explicou muita coisa, mas não foi capaz de lançar luz sobre uma característica intrigante, observada pelo próprio Darwin: o comportamento altruísta – chave da teoria de Wilson. “A seleção individual é importante, mas não explica tudo”, disse à ISTOÉ o diretor do centro de bem-estar da Escola de Medicina da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, Robert Cloninger.
Ao cravar essa tese, defendida no recém-lançado “A Conquista Social da Terra” (W.W. Norton & Company, 2012), uma compilação de pouco mais de 300 páginas, Wilson pôs à prova o benefício de agir em causa própria, presente na seleção individual de Darwin. O americano não contraria a teoria darwinista, mas afirma que ela é insuficiente para se entender a evolução, que aconteceria em múltiplos níveis – o individual, como proposto por Darwin, e o de grupo. Afinal, se o mais importante era fazer com que seus genes seguissem adiante, por que muitas vezes o indivíduo era capaz de se sacrificar pelo outro? A luta constante pela sobrevivência realmente explicou muita coisa, mas não foi capaz de lançar luz sobre uma característica intrigante, observada pelo próprio Darwin: o comportamento altruísta – chave da teoria de Wilson. “A seleção individual é importante, mas não explica tudo”, disse à ISTOÉ o diretor do centro de bem-estar da Escola de Medicina da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, Robert Cloninger.
“A Conquista Social da Terra” surgiu para se fazer repensar a importância da cooperação, em especial entre os seres humanos. Afinal, se o sacrifício por um parente para a proteção dos genes, propalado pela seleção por parentesco, faz sentido em comunidades de abelhas e de formigas, falta-lhe complexidade para abarcar o ser humano, muitas vezes capaz de se sacrificar por razões bem mais subjetivas, como crenças e ideais. “Nos seres humanos há três aspectos que devem ser levados em conta para explicar a evolução: o corpo físico, os pensamentos e a psique”, afirma Robert Cloninger. “Darwin foca seu trabalho na evolução do corpo, por isso a explicação fica incompleta.” Por ter consciência, a pessoa é capaz de julgar se irá agir a favor ou contra o outro, podendo, inclusive, basear essa decisão em atos que esse mesmo sujeito praticou no passado. Alguém que sempre age de modo egoísta, por exemplo, pode ser rejeitado pelo restante do grupo. “As manifestações de generosidade nos seres humanos são diferentes e mais variadas que as observadas em outros animais”, disse à ISTOÉ o biólogo Michael Wade, que pesquisa evolução e comportamento na Universidade de Indiana, nos Estados Unidos. Wade publicou, no fim de abril, um estudo mostrando que, embora o altruísmo esteja presente em várias espécies, o mecanismo pelo qual ele se dá varia. “Existem diferentes tipos de altruísmo, para diferentes ambientes. É o ambiente que determina como ajudar seu vizinho.”
“A Conquista Social da Terra” surgiu para se fazer repensar a importância da cooperação, em especial entre os seres humanos. Afinal, se o sacrifício por um parente para a proteção dos genes, propalado pela seleção por parentesco, faz sentido em comunidades de abelhas e de formigas, falta-lhe complexidade para abarcar o ser humano, muitas vezes capaz de se sacrificar por razões bem mais subjetivas, como crenças e ideais. “Nos seres humanos há três aspectos que devem ser levados em conta para explicar a evolução: o corpo físico, os pensamentos e a psique”, afirma Robert Cloninger. “Darwin foca seu trabalho na evolução do corpo, por isso a explicação fica incompleta.” Por ter consciência, a pessoa é capaz de julgar se irá agir a favor ou contra o outro, podendo, inclusive, basear essa decisão em atos que esse mesmo sujeito praticou no passado. Alguém que sempre age de modo egoísta, por exemplo, pode ser rejeitado pelo restante do grupo. “As manifestações de generosidade nos seres humanos são diferentes e mais variadas que as observadas em outros animais”, disse à ISTOÉ o biólogo Michael Wade, que pesquisa evolução e comportamento na Universidade de Indiana, nos Estados Unidos. Wade publicou, no fim de abril, um estudo mostrando que, embora o altruísmo esteja presente em várias espécies, o mecanismo pelo qual ele se dá varia. “Existem diferentes tipos de altruísmo, para diferentes ambientes. É o ambiente que determina como ajudar seu vizinho.”
A Casa da Cultura Digital é um exemplo de modelo de sucesso para a organização de empresas tendo como base o altruísmo. Para o americano Steve Denning, autor de vários livros sobre liderança empresarial, a teoria da evolução em grupo defendida pelo cientista ajuda a entender essa e outras fórmulas vitoriosas. Outro exemplo seria o modo como a americana Apple organiza suas equipes de trabalho, mantidas em separado e muitas vezes proibidas de dialogar entre si. Para muitos, essa decisão representa uma perda, na medida em que dificulta o compartilhamento de ideias gestadas pelos times. Denning, porém, lança outro olhar a partir do livro de Wilson. Se a colaboração se dá entre o próprio grupo, mas não para outros grupos – que muitas vezes são entendidos como o inimigo contra o qual se deve lutar –, caberia refletir sobre o seguinte ponto: “Os ganhos ao se suprimir a concorrência interna entre as equipes não compensariam as perdas de não deixá-las dialogar?”, escreveu, em um artigo recém-publicado no site da revista americana “Forbes”.
A Casa da Cultura Digital é um exemplo de modelo de sucesso para a organização de empresas tendo como base o altruísmo. Para o americano Steve Denning, autor de vários livros sobre liderança empresarial, a teoria da evolução em grupo defendida pelo cientista ajuda a entender essa e outras fórmulas vitoriosas. Outro exemplo seria o modo como a americana Apple organiza suas equipes de trabalho, mantidas em separado e muitas vezes proibidas de dialogar entre si. Para muitos, essa decisão representa uma perda, na medida em que dificulta o compartilhamento de ideias gestadas pelos times. Denning, porém, lança outro olhar a partir do livro de Wilson. Se a colaboração se dá entre o próprio grupo, mas não para outros grupos – que muitas vezes são entendidos como o inimigo contra o qual se deve lutar –, caberia refletir sobre o seguinte ponto: “Os ganhos ao se suprimir a concorrência interna entre as equipes não compensariam as perdas de não deixá-las dialogar?”, escreveu, em um artigo recém-publicado no site da revista americana “Forbes”.
A generosidade presente no ato das três amigas do Rio de Janeiro também pode ser explicada pela ação da ocitocina, um neurotransmissor muito comum durante a amamentação e que age sobre a capacidade de empatia do indivíduo. “Em experimentos, tem-se visto que os altos níveis de ocitocina durante a lactação deixam tanto a mãe mais cuidadosa com a prole quanto mais agressiva com quem é de fora”, diz Moll. Comportamento que em muito lembra aquele descrito por Wilson para explicar a colaboração entre o próprio grupo, mas não necessariamente com indivíduos de outras comunidades.
A generosidade presente no ato das três amigas do Rio de Janeiro também pode ser explicada pela ação da ocitocina, um neurotransmissor muito comum durante a amamentação e que age sobre a capacidade de empatia do indivíduo. “Em experimentos, tem-se visto que os altos níveis de ocitocina durante a lactação deixam tanto a mãe mais cuidadosa com a prole quanto mais agressiva com quem é de fora”, diz Moll. Comportamento que em muito lembra aquele descrito por Wilson para explicar a colaboração entre o próprio grupo, mas não necessariamente com indivíduos de outras comunidades.
Especificamente no exemplo japonês está outro entendimento para o altruísmo, distinto da biologia evolucionista, na qual o conceito é aplicado para explicar a capacidade de um indivíduo abdicar de se reproduzir em prol de outro. Aqui, o altruísmo é apreendido como uma capacidade intrínseca do ser humano de ajudar o próximo, e que pode ser desenvolvida. “Como se fosse uma bagagem dos bebês que pode ser estimulada ao longo da infância e depois”, diz Maria Lúcia. Por isso, muitos defendem a possibilidade de fortalecer esses laços entre as pessoas.
Especificamente no exemplo japonês está outro entendimento para o altruísmo, distinto da biologia evolucionista, na qual o conceito é aplicado para explicar a capacidade de um indivíduo abdicar de se reproduzir em prol de outro. Aqui, o altruísmo é apreendido como uma capacidade intrínseca do ser humano de ajudar o próximo, e que pode ser desenvolvida. “Como se fosse uma bagagem dos bebês que pode ser estimulada ao longo da infância e depois”, diz Maria Lúcia. Por isso, muitos defendem a possibilidade de fortalecer esses laços entre as pessoas.
A nova teoria de evolução colocou a comunidade científica em polvorosa, mas está longe de ser unanimidade. Wilson comprou uma briga ao contestar a validade das tentativas mais bem aceitas pelos cientistas contemporâneos para explicar a presença do altruísmo nas espécies, as teorias de seleção por parentesco e a do gene egoísta (leia quadro) – ambas fundadas na ideia de que o altruísmo, no fim, não passaria de uma estratégia egoísta para se passar adiante os genes do indivíduo. Em entrevista à ISTOÉ, Carl Zimmer diz que falta a Wilson testar a hipótese que apresenta. Nigel Barber, nome de peso na biopsicologia e autor de “Bondade em um Mundo Cruel: as Origens do Altruísmo” (tradução livre), também critica o trabalho. “Insistir na ideia de seleção de grupo é fazer pseudociência.” Para o cientista, ainda prevalece o conceito de seleção por parentesco. Ainda não se sabe se a teoria de Wilson entrará para a história como uma revolução à teoria da seleção natural. Mas ela combina muito mais com o conceito de humanidade.
A nova teoria de evolução colocou a comunidade científica em polvorosa, mas está longe de ser unanimidade. Wilson comprou uma briga ao contestar a validade das tentativas mais bem aceitas pelos cientistas contemporâneos para explicar a presença do altruísmo nas espécies, as teorias de seleção por parentesco e a do gene egoísta (leia quadro) – ambas fundadas na ideia de que o altruísmo, no fim, não passaria de uma estratégia egoísta para se passar adiante os genes do indivíduo. Em entrevista à ISTOÉ, Carl Zimmer diz que falta a Wilson testar a hipótese que apresenta. Nigel Barber, nome de peso na biopsicologia e autor de “Bondade em um Mundo Cruel: as Origens do Altruísmo” (tradução livre), também critica o trabalho. “Insistir na ideia de seleção de grupo é fazer pseudociência.” Para o cientista, ainda prevalece o conceito de seleção por parentesco. Ainda não se sabe se a teoria de Wilson entrará para a história como uma revolução à teoria da seleção natural. Mas ela combina muito mais com o conceito de humanidade.
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Encontrar explicações convincentes para a origem e a evolução da vida sempre foi uma obsessão para os cientistas. Tanto que, quando Charles Darwin criou a teoria da seleção natural, na segunda metade do século XIX, parecia ter encontrado a solução para o intrincado quebra-cabeça da evolução da vida no planeta Terra. A competição constante, embora muitas vezes silenciosa, entre os indivíduos, teria preservado as melhores linhagens, afirmava o naturalista britânico. Assim, um ser vivo com uma mutação favorável para a sobrevivência da espécie teria mais chances de sobreviver e espalhar essa característica para as futuras gerações. Após consecutivas linhagens, a tendência seria de que todos os indivíduos fossem descendentes daquele com a boa mutação, e que quem não a possuísse desaparecesse. Ao fim, sobreviveriam os mais fortes, como interpretou o filósofo Herbert Spencer, no início do século XX – ideia erroneamente atribuída a Darwin. Um século e meio depois, um biólogo americano agita a comunidade científica internacional ao ousar complementar a teoria da seleção darwinista. Segundo Edward Wilson, da Universidade de Harvard, considerado o pai da sociobiologia, ganhador de dois prêmios Pulitzer na categoria de não ficção e um dos mais respeitados acadêmicos da atualidade, o processo evolutivo é mais bem-sucedido em sociedades nas quais os indivíduos colaboram uns com os outros para um objetivo comum. Assim, grupos de pessoas, empresas e até países que agem pensando em benefício dos outros e de forma coletiva alcançam mais sucesso, segundo o americano. 
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A nova teoria da evolução de Wilson arrebatou não só a comunidade científica como as mais importantes publicações internacionais. Os jornais “The New York Times”, “The Wall Street Journal” e “The Washington Post” e as revistas “Newsweek” e “New Yorker” são apenas algumas das publicações que dedicaram páginas e páginas à chegada da nova obra às prateleiras – sem contar as prestigiadas revistas científicas “Nature” e “Scientific American”. O trabalho do acadêmico de Harvard foi baseado nas espécies sociais, tais quais vários tipos de abelhas, formigas e nós, humanos. As espécies sociais são 3% do total dos animais do planeta, mas representam 50% de sua biomassa. Para Wilson, só esse dado já seria suficiente para explicar o sucesso desses grupos e constatar que a colaboração entre os indivíduos conta pontos positivos na evolução. Algo semelhante já havia sido observado pelo próprio Darwin no livro “A Evolução das Espécies”. Tentando explicar o altruísmo, o naturalista britânico percebeu que, se esse comportamento aparentemente não oferecia vantagem direta para o indivíduo, parecia ser capaz de garantir um benefício ao grupo. Porém ainda não era claro por que ser altruísta se o egoísmo parecia mais benéfico. “Os animais não precisam competir sempre”, disse à ISTOÉ o professor de antropologia da Universidade de Washington Robert Sussman, autor do livro “Origens da Cooperação e do Altruísmo” (2009). “Quando a cooperação representa uma vantagem para o grupo, os genes que a promovem são lançados à próxima geração, favorecendo esse grupo em relação aos outros”, afirmou Wilson em uma entrevista ao ensaísta científico Carl Zimmer. “Assim, a seleção ocorre no nível do grupo, embora não deixe de acontecer no nível individual.” 
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Trabalhar em conjunto para um fim comum e, com isso, prosperar é também agir com altruísmo. Numa bucólica vila encravada em pleno centro da capital paulista, cerca de 100 pessoas colaboram umas com as outras no âmbito profissional. São produtores culturais, fotógrafos, jornalistas e programadores que formam a Casa da Cultura Digital, onde várias pequenas empresas promovem um intercâmbio de trabalho e cooperam mutuamente. Num ambiente em que não há espaço para a competição e as despesas são divididas, o negócio cresce. 
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Na neurociência, por exemplo, especialistas tentam identificar os mecanismo cerebrais acionados quando se é generoso. “Seres humanos são capazes de se sacrificar por um desconhecido completo ou por um ideal. Isso não é visto em outras espécies”, afirma o neurocientista brasileiro Jorge Moll, do instituto D’Or, no Rio de Janeiro. O pesquisador é conhecido no meio acadêmico por seus estudos sobre a resposta cerebral às ações altruístas. Ele e sua equipe mostraram, por meio de exames de ressonância magnética, que ao se praticar ações altruístas são acionadas as mesmas áreas do cérebro ligadas à recompensa. Como se, ao se doar dinheiro, por exemplo, a sensação percebida fosse a mesma de quando se ganha dinheiro. “Para o cérebro, o que temos é um sentimento de recompensa, assim vale perder para ajudar o outro.” As amigas Flávia Constant, Paula Saldanha e Letícia Verona decidiram se unir e agir por pessoas que elas não conheciam diante da tragédia que matou mais de 900 pessoas na região serrana do Rio de Janeiro. Elas não moravam no local nem perderam amigos ou parentes, mas, imbuídas de altruísmo, arregaçaram as mangas e financiaram a construção de quatro casas no distrito de Vieira, em Teresópolis, porque acharam que não podiam ficar alheias à catástrofe. “Não tinha como não ajudar”, diz Letícia.
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Nos seres humanos, os modos como um grupo se relaciona com o outro estão ainda sujeitos a fortes influências culturais. “No plano das sociedades, temos características de individualismo e coletivismo e, no plano individual, temos indivíduos mais voltados para a autonomia ou mais interdependentes”, diz a pesquisadora Maria Lucia Seidl-de-Moura, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Ela e seu grupo têm buscado compreender o modo como esses elementos são organizados para o desenvolvimento das sociedades. “Não se pode falar que as mais altruístas sejam mais evoluídas, mas é possível perceber que essa característica está mais presente em algumas organizações sociais que em outras”, diz, citando o exemplo do Japão, onde a estrutura social aposta no coletivo e os indivíduos se desenvolvem sob uma cultura de interdependência. Essa capacidade colaborativa se torna evidente em situações como a vivida na ilha após o terremoto de 11 de março de 2011, que exigiu a união do povo para a reconstrução do país. Outros países famosos pela capacidade de se organizar e agir coletivamente em prol da comunidade, quase de forma profissional, para assim alcançarem o bem comum e progredirem, são os Estados Unidos e as sociedades nórdicas, como a Noruega. 
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Um exemplo é o trabalho “Ativando empatias”, iniciado no Canadá e que começa a ser implementado no Brasil pela organização internacional Ashoka. “Mapeamos no Brasil em torno de 15 empreendedores sociais para implementar a ação no País”, diz Mônica de Roure, diretora da Ashoka Brasil. A iniciativa, pensada para em um primeiro momento acontecer em escolas, entende o olhar para o outro como uma espécie de antídoto capaz de barrar um fenômeno cada vez mais comum: a violência perpetrada nos casos de bullying. E também como motor para o desenvolvimento comunitário. “Hoje temos claro que nosso sucesso depende do sucesso do outro. Não adianta, por exemplo, eu trabalhar em uma empresa saudável se ela está em uma comunidade doente. É preciso ter um olhar global para seguirmos adiante”, afirma Rogério Arns, superintendente do Instituto Camargo Corrêa e filho da criadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns. 
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Microsoft remodela ferramenta de busca que terá elementos do Facebook e outras redes


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A Microsoft revelou na quinta-feira o novo design de sua ferramenta de busca na Internet Bing, introduzindo elementos do Facebook e de outras redes sociais, enquanto tenta disputar fortemente participação de mercado com o líder Google.
A Microsoft já acumulou perdas de mais de UU$6 bilhões em sua unidade online desde o lançamento do Bing, há três anos, mas ainda tenta deixar sua marca sobre o domínio do Google no lucrativo mercado de links patrocinados.
Em seu mais recente esforço para aumentar o uso do Bing, a Microsoft está introduzindo um novo design de tela de três colunas.

Revista elege Dilma como segunda mãe mais poderosa do mundo


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A presidenta Dilma Rousseff foi eleita pela revista Forbes a segunda mãe mais poderosa do mundo, apenas atrás da secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton.
A lista foi divulgada na quinta-feira pela proximidade do Dia das Mães, comemorado no domingo. Segundo a revista, a escolha foi feita com base em escolha anterior das 100 mulheres mais poderosas do mundo, na qual Dilma ficou em terceiro lugar.
As mães se destacam nas áreas de governo, negócios, entretenimento e filantropia, informou a Forbes.
Dilma ficou à frente de nomes como o de Christine Lagarde, diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), que ocupa o sexto lugar, e da primeira dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, na sétima posição.

Facebook muda sua política e explica como maneja informações de usuários

Mudança irá indicar o modo como utilizam as informações dos usuários

O Facebook anunciou nesta sexta-feira que realizará uma atualização de sua política de dados para explicar de uma forma "mais transparente e fácil de entender" como administra as informações de seus usuários.
O Escritório do Comissário de Proteção de Dados da Irlanda, que regula sua filial europeia, cobrou uma melhora em sua política de uso de dados para passar a indicar, de maneira pormenorizada, o modo em que utilizam a informação de cada usuário, informa a rede social em seu site oficial.

RJ: governador terá de devolver R$2 mil

Sérgio Cabral utilizou o valor durante uma viagem de dois dias a Paris no final de maio de 2011
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho (PMDB), terá de devolver aos cofres do Estado R$ 2 mil recebidos indevidamente para uso numa missão oficial de dois dias a Paris no final de maio de 2011, segundo a Folha de S.Paulo deste sábado.
O valor foi depositado na conta do governador, mas as despesas foram pagas pelo cartão corporativo do governo, criado no mesmo ano.

Traficante mais procurado do Rio é morto

Jadson Marques / R7
O traficante Matemático, um dos criminosos mais procurados do Rio, foi morto na madrugada deste sábado (12) no Complexo da Coreia, zona oeste do Rio.

O traficante Márcio José Sabino Pereira, o Matemático, um dos criminosos mais procurados do Rio de Janeiro, foi morto na madrugada deste sábado (12) no Complexo da Coreia, em Senador Camará, na zona oeste do Rio.
Corpo do traficante foi encontrado dentro de Gol preto próximo a um dos acessos à favela Vila Aliança

A Cidade e a Névoa - Romance de Carlos Sepúlveda - 10º capítulo


10    quando padre luis despertou do sono místico, com um tremor no corpo e na alma, sequer pressentira a presença silenciosa das fiéis beatas que, aos poucos, iam ocupando os bancos da nave central, sem coragem de se aproximarem do sacerdote, reverenciado em pleno êxtase. Entraram cerimoniosamente, pisando de leve, para não perturbar a concentração, ou deveria dizer, o profundo misticismo do padre. Miravam, com olhos de alarmante incredulidade, o rosto aceso do sacerdote, parecendo seus trajes iluminados, brilhantes, como uma transfiguração extática. Uma suposta aura flutuava sobre sua cabeça, pelo menos é o que disseram as mulheres que juraram ter visto a luz flutuante sobre a sua cabeça. Ajoelhado, com o rosto voltado para cima, para a imagem do Senhor morto na cruz, Padre Luis parecia flutuar; e as crônicas da cidade haviam de registrar que, naquele dia tão absurdo, o corpo franzino do sacerdote efetivamente flutuou por sobre o altar; todas as beatas juraram ter visto e testemunhariam a quem quer que se dispusesse a ouvi-las.
            A maioria da Assembleia era composta de mulheres, cujos maridos, namorados, irmãos, pais ou alguém impronunciável estavam na labuta ou tentando chegar a ela, ou mesmo buscando mais informações que esclarecessem o mistério da névoa. Essas mulheres, a quem pertence a tarefa de orar, surpreendidas pelo êxtase místico do celebrante, ficaram a contemplar a cena como se fora um capítulo vivo do Novo Testamento, ou do Velho, que, para essa gente, não havia diferença, tudo era a voz sagrada. Nenhuma das beatas pronunciou qualquer palavra, nem era preciso, a cena falava por si mesma e todas mantinham a respiração suspensa, o corpo em ausência como se ali não estivessem, e logo depois estivessem, como uma intermitência que, por suposto, antecede a presença de Deus. Pois já não disse um poeta que Deus é um grande intervalo? E que se não é possível vê-Lo, senão se pode pressenti-lo.
            Padre Luis levantou-se penosamente, ainda vacilante em suas pernas dormentes, e pronunciou, solene, as palavras que abriam a cerimônia, embora não parecesse ser a voz dele, que era rouca e mais que chegava a cada um como fosse dita à beira do ouvido de cada uma das mulheres: louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.E as beatas, não mais do que duas dúzias, responderam emocionadas, quase em segredo: para sempre seja louvado. De braços abertos, como estava o Senhor, no alto, às suas costas, Padre Luis não conseguia pronunciar o restante do introito, sua voz tornou-se áspera e aguda, recusava-se a articular na garganta estreita e áspera uma frase completa, embora sua memória soubesse exatamente o que deveria ser dito. Então, neste dia estranho, com a névoa mais densa ainda dentro da Igreja de modo que apenas a silhueta do celebrante podia ser efetivamente vislumbrada, as beatas viram e juram que viram o sangue escorrendo da testa do padre enquanto seus olhos choravam as mesmas lágrimas de sangue que choraram tantos homens e mulheres antes de seus holocaustos. Dos trêmulos lábios, puderam as mulheres ouvir em seus ouvidos, e apenas para seus ouvidos, as palavras do padre: cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo rogai por nós, pecadores
            Antes do desmaio -- um baque surdo no chão frio do altar-- sua voz esganiçada proclamou, numa língua incompreensível para aquele povo, a ladainha: Redimisti nos domine, deus veritatis ,com a espuma descendo dos lábios cerrados e as mãos crispadas como garras de  uma ave de rapina. Por não saberem bem o que dissessem, a igreja toda reverberou Amen., anunciando o temor de todos, embora um frio percorresse a espinha e ninguém soubesse exatamente onde estava o fim desta cena.
            Eis senão quando, Padre Luis flutuou, de um lado para o outro, bem no meio da nave central da igreja. O corpo ao comprido, braços abertos em cruz, rosto pendente sobre o ombro esquerdo, uma figura de El Greco deslizava em meio à névoa sem que nada ou ninguém o sustentasse. Era apenas a flutuação oca de um corpo magro, pálidas faces, boca escancarada, um homem tentando respirar, que já não estava mais submetido à gravidade, mas ao imponderável.
            As beatas ajoelharam-se e toda a Igreja esparramou-se contrita pelo chão frio e úmido. 
            Era impossível saber as horas, nem lugar, nem quando, muito menos por quê. Quando tudo isto virar palavras repetidas nas bocas de cada um, possivelmente dirão que é mentira ou alguma piedosa crendice desse povo analfabeto que vive inventando lenda para distrair o turista, mas nós sabemos que foi tudo verdade, a mais lúcida verdade naquele meio-dia de triste agonia e não incomum desespero. Os prodígios aconteciam ante os olhos de todos, sem explicação, como convém aos prodígios.
            Uma canção de imprecisos versos espalhou-se pela igreja, um canto profundo e triste que podia comover até as pedras frias que vestiam os muros do convento onde fora construída a igreja.
            Enquanto flutuava, seguindo o ritmo do cântico, o corpo magro do Padre Luis prosseguia desafiando a gravidade, anunciava o prodígio e enchia de terror aquele povo simples, crédulo, que talvez não merecesse viver um enigma tão indecifrável. Ou talvez fosse tudo parte de uma trama que nossa razão ( pobre de nós) jamais poderia compreender. Tanto melhor, porque assim pode ser contada em um romance, afinal é para isto que servem os romances, não é mesmo? Para dar sentido ao sem sentido da realidade.
 Um romance de Carlos Sepúlveda. 
Leia um capítulo a cada semana em: 

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Cabo Frio tem o maior índice de apreensões de drogas da região dos Lagos


A cidade de Cabo Frio, na região dos Lagos do Estado do Rio de Janeiro, é o município com o maior número de apreensões de drogas da região. Segundo dados do Instituto de Segurança Pública do Estado, quase 50% das ocorrências são do município.
A região dos Lagos também apresenta aumento significativo nas apreensões de material entorpecente. Desde de 2009, o número dobrou na área. Foram 2.400 ocorrências relacionadas ao tráfico. Somente no primeiro trimestre foram 108 apreensões.

“Tapa na cara” e microfone quebrado são as novas confusões envolvendo o ‘CQC’ e políticos


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Felipe Andreoli e Mauricio Meirelles tiveram problemas com políticos nessa terça-feira 
(Imagens: Divulgação/CQC)
Equipes de reportagens do ‘CQC’ mais uma vez se envolveram em confusões com políticos. Na tarde de terça-feira, 8, o repórter Mauricio Meirelles informou em seu perfil no Twitter que seu microfone foi quebrado por João Claudio Derosso (recém-desfiliado do PSDB), vereador de Curitiba.  No mesmo dia, também por meio da rede social, Felipe Andreoli informou que levou “tapa na cara” do deputado federal Marcio Reinaldo Moreira (PP-MG).

Em Búzios, projeto Rio 2016 foi inaugurado na Vila Verde e em breve será na Baia Formosa



O projeto Rio 2016 do Governo do Estado em parceria com a Prefeitura de Búzios, foi lançado nessa sexta Feira – 07- na quadra de Vila Verde, na Rasa. O projeto tem a participação de jovens, crianças e melhor idade. O prefeito Mirinho Braga e seu vice Alexandre Martins participaram da entrega dos uniformes e bolas promovidos pelo vereador Leandro Pereira.  O projeto visa oferecer oportunidade da pratica orientada de esportes e exercícios físicos. São 50 vagas para futsal, 50 para ginastica e mais 50 vagas para vôlei. Já conta com 70 inscritos. 

Em Campos, polícia recupera mercadorias roubadas na Região dos Lagos

No bairro do Fundão, em Guarus, foram encontrados mais de uma tonelada em mercadorias, entre elas, eletroeletrônicos, roupas e calçados.
A Policia Civil recuperou, nesta sexta-feira (11), em Campos, mercadorias roubadas na Região dos Lagos. O material estava na casa de um policial reformado; a mulher dele foi presa. No bairro do Fundão, em Guarus, foram encontrados mais uma tonelada em mercadorias, entre elas, eletroeletrônicos, roupas e calçados. Uma mulher foi presa e encaminhada à Delegacia de Guarus. A polícia chegou ao local porque uma das caixas com mercadorias tinha um rastreador. A mulher presa deve ser encaminhada ainda nesta sexta (11) para o Presídio Feminino de Campos. Outros envolvidos estão sendo procurados.

Comissão do Senado aprova punição de empresas corruptas

As que estiverem envolvidas em desvio de verba pública serão responsabilizadas penalmente
A comissão do Senado que está elaborando o texto do novo Código Penal aprovou nesta sexta-feira a proposta que determina que empresas envolvidas com corrupção contra a administração pública sejam responsabilizadas penalmente. Atualmente, apenas os representantes da empresa envolvidos no ato ilícito são punidos penalmente. Além disso, em caso de condutas que lesem o meio ambiente, elas também poderão ser punidas, de acordo com a proposta.
Além de multas, as penalidades nesses casos poderão variar de prestação de serviço comunitário à interrupção temporária ou mesmo encerramento definitivo das atividades, além da proibição de contratar com órgãos públicos e instituições financeiras oficiais, entre outras.

São Pedro da Aldeia terá Música na Praça Especial Dia das Mães neste sábado


Quem curte música popular brasileira de qualidade não pode perder o Projeto Música na Praça neste sábado (12), às 22h, na Praça Doutor Plínio de Assis Tavares, conhecida como Praça do Canhão, em São Pedro da Aldeia. O projeto, realizado pela Prefeitura, será uma homenagem ao Dia das Mães. A atração da noite será o grupo MPB de Raiz, com a participação de Adelson Alves. O evento faz parte das comemorações de aniversário de fundação do município, que no dia 16 de maio completa 395 anos.

Revista é condenada a publicar direito de resposta a jornalista; editora pode recorrer


Na quinta-feira (10), o jornalista e blogueiro Luís Nassif recebeu da Justiça o direito de resposta na Veja por texto publicado na coluna de Diogo Mainardi, em 2008. Caso não cumpra a decisão, a Editora Abril estará sujeita a multa de R$ 500 mil reais.
Segundo o jornalista, foram quatro anos tentando o julgamento do caso. "Isso não é certo. Porque a reparação depende do prazo, em uma semana tem que haver o Direito de Resposta. Essa demora prejudica um direito presente na Constituição", diz. 
À IMPRENSA, Nassif afirmou que tem certeza que a editora irá recorrer, visto que a decisão é em 1ª instância. Procurada, a assessoria da Abril disse que não comentará o caso.
Nassif recebeu de seu advogado Marcel Leonardi cópia da sentença do juiz Gustavo Dall'olio, da Vara Civel de Pinheiros.  Leia a íntegra.
Jéssica Oliveira*
* Com supervisão de Vanessa Gonçalves

Itaú anuncia nova redução de juros no crédito

Compra parcelada com juros no cartão sofreu reduções de até 72%

O Itaú anunciou nesta sexta-feira (11) nova redução de juros para pessoas físicas e pequenas empresas, em linhas como capital de giro, cartão de crédito e cheque especial. 
Em alguns seguimentos, os cortes superaram 70% e o banco promete novos ajustes em seus juros na medida em que a taxa básica da economia, a Selic, se reduza. 
O execultivo Roberto Setubal disse em nota à imprensa que "continuaremos ajustando (as taxas do banco) à medida que a taxa básica de juros caia. Temos um volume de crédito disponível para clientes pessoa física, micro e pequenas empresas que ultrapassa os R$ 200 bilhões e vamos continuar expandindo a oferta de crédito para acelerar e fortalecer o crescimento da economia".