Frase do dia

“O amor é tudo”
(Jesus Cristo)







sábado, 9 de junho de 2012

A Cidade e a Névoa - romance de Carlos Sepúlveda - 14º capítulo


          
  14    afinal, conseguiram OS dois alcançar a larga avenida que os conduzirá até a Praça da Matriz onde esperam obter mais notícias sobre aquele dia fatídico. José Inácio e o velho Antonio tateavam pelas paredes, esbarravam em postes e árvores, dois trôpegos bêbados e quase cegos, rompendo a cerração, como se o caminhar fosse uma faca só lâmina, cortando a névoa densa que se repartia em dois para logo em seguida recompor-se em sua integridade atrevida. Como cegos que vão para o abismo, como aqui já foi dito, os homens mais pareciam assombrações, porque seus corpos não eram delineados, eram antes duas massas incorpóreas, tateando com os braços à frente do corpo e quatro olhos inúteis tentando enxergar através da fumaça. Cegos, não eram, pois, muito menos algum Tirésias que sabia dizer coisas incômodas para quem se supõe a salvo das culpas, mas eram mesmo dois amigos solitários desafiando o desconhecido em nome da sobrevivência e da irritante sina da inquietude humana.
            Que poderiam fazer esses desgarrados no meio da neblina? Conversariam sobre as causas do estranho acontecimento, mas sem poderem expressar-se como se expressava, por exemplo, o comandante da base, isto é, com terminologia científica, utilizando palavras incompreensíveis,  que os deixariam apreensivos e mais apavorados ainda se pudessem ouvi-las e entendê-las. Também de nada lhes adiantaria os nomes em inglês com que o comandante ilustrava seu conhecimento. Anunciava estes pareceres por meio de bilhetes trocados nos limites da cidade, uma vez que todas as comunicações estavam interrompidas e as ruas pareciam um cemitério de pessoas vivas cujas vozes eram cada vez mais inaudíveis, conforme ia avançando a tarde. E se por ventura pudessem ouvir os termos em que foram lavradas as razões e as causas, também de muito pouco serviria pelo simples motivo de que, afinal de contas, o comandante não conseguia explicar o que sucedera com a atmosfera e nem quando levantaria o ruço. José Inácio e o velho Antonio tinham explicações mais modestas, sem os nomes complicados que o comandante usava. Suas explicações se baseavam nas histórias contadas na beira do cais, no passado, e na intuição escatológica, quer dizer: no sentimento que ambos compartilhavam de que se tratava de uma intervenção maligna, obviamente uma punição por tantos desmandos e pecados cometidos pelo povo. Mas tu achas mesmo que Deus pune a todos, que não tem gente que está sofrendo sem merecer? A pergunta de seu Antonio trazia de volta as cidades destruídas que na Bíblia se contavam, como Sodoma e Gomorra, e tantas outras com que o Padre Luis ameaça os hereges. É, seu Antonio, o senhor pode ter razão. Mas vai entender o querer de Nosso Senhor? Estas nuvens ainda estão claras porque o sol está de fora, mas logo mais, vamos ter as trevas, igual o pastor leu uma vez no culto deles lá, na igreja que minha mãe freqüenta. Num ponto concordavam: só havia uma causa para o estranho fenômeno, até agora inexplicável: a ira do Senhor estava entre o povo, por conta de nossos pecados, que são muitos. Explicação aceitável, porque sustentada pelos milênios passados, depois de tantas cidades terem sofrido o mesmo destino sem possível remorso. E quando Deus pune não quer saber se há inocentes, e se algum houvesse, é possível que Ele suspendesse a pena. Mesmo isto já ocorreu, quando Lhe disseram que havia pelo menos um inocente numa cidade a ser punida. Não adiantou, o fato é que todos se tornaram culpados. Foi assim nas cidades que viraram cinzas. A gente só não tem o cheiro de enxofre, mas só por enquanto, isto ajuizou José Inácio que de religião provava todas, de todas tirava seu pitéu. Queria se garantir de todas as maneiras de tratar com Deus: as rezas no latinório do Padre Luis, a fúria evangélica do pastor Luciano, a benzedeira que uma vez lhe curara de uma espinha de peixe no pé, os atabaques do candomblé na ponta do caís, onde as putas iam pedir proteção aos orixás, porque o trabalho delas é o prazer dos homens, mas só elas sabem quanto isto lhes custa. Já seu Antonio, português de boa cepa, não admitia as licenciosidades do amigo; censurava-lhe a irreverência e dizia que bem podia ser estas religiões falsas a causa da ira de Deus e do nevoeiro. Que para ele, só havia a igreja de seus pais e dos pais de seus pais, cuja cruz se estampava nas caravelas que inventaram este país e que até por esta cidade andaram. .Não acredito nisso, seu Antonio. Deus não vai punir uma cidade inteira porque tem gente passando de uma religião para outra...A gente só quer se garantir com um lugar aquecido para quando o inverno chegar. Não dizem que a morte é fria como o inverno? Então, a morte bem pode ser um lugar como este que estamos vendo.
            Seu Antonio permaneceu quieto, interrompendo a caminhada vacilante. Olhos para cima, provavelmente com nostalgia do azul, ajuizou solene: Seu José Inácio, isto são mistérios que estão longe de nosso bico. Como todo mundo sabe, nós só vamos pagar a conta mais amarga, que é como sempre foi: os pecados são dos que têm, mas as  penas ficam para quem nada tem.  Já não se disse, na minha terra, que nós somos a vida dos outros e morte de nossas próprias vidas? Pois então.
            E em silêncio, de mãos cerradas, chegaram à praça da matriz, cujo relógio marcava dez horas, desde sempre, ou desde quando o nevoeiro começara.
            Esperavam encontrar uma multidão, reunida em busca de alguma explicação, mas tudo estava já deserto. Permaneceram no centro da praça, de frente para a Igreja, que ainda estava fechada, mas podiam-se ouvir vozes lá dentro. Vozes sussurrantes, recitando vagamente palavras ritmadas, como um estranho coral. Tateantecaultelosos, os dois empurraram a porta principal. Não conseguiram abrir, estava emperrada. Buscaram então a porta lateral, por onde entraram devagar, arregalando os olhos para poderem enxergar por entre as brumas e as lágrimas ardentes que seus olhos marejavam, não de emoção ou temor, mas por conta da acidez da névoa. Se o coração acelerava, foi por conta do medo, do misterioso temor do que iam, por ventura, encontrar ou ver.
            Os dois andarilhos ficaram fascinados e paralisados de temor e reverência.Viram a assembleia no instante em que o celebrante, Padre Luis, flutuava pelo meio da nave central, a dois metros do chão, braços abertos, rosto curvado sobre o peito, crucificado em pleno ar , enquanto as beatas, esparramadas no chão úmido, clamavam em êxtase Aleluia, Aleluia  em meio a uma estranha melodia.
            José Inácio e seu Antonio ajoelharam-se, persignaram-se, de olhos acesos, rostos pálidos, corpos paralisados ante a cena inacreditável. Viram os prodígios no dia dos prodígios.

 Um romance de Carlos Sepúlveda. 
Leia um capítulo a cada semana em: 


Bom dia! O resumo das principais notícias dos jornais deste sábado, 9 de junho.






 


 
O Globo
Manchete: Atraso em obras faz governo mudar prioridades para Copa
Projetos retirados de lista modernizariam transportes em grandes cidades

Das 51 obras de mobilidade urbana acertadas com a Fifa, 23 não saíram do papel até agora. Para compensar os atrasos, integrantes do governo federal cogitam fazer uma manobra retirando várias dessas obras da Matriz de Responsabilidades da Copa — que estabelece os compromissos de União, estados e municípios. O anúncio será feito em outubro, no próximo balanço do evento. Entre as obras com mais chance de serem retiradas da matriz estão sete que nem sequer têm projeto. Entre elas, o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de Brasília, o monotrilho de Manaus, além de obras viárias em Curitiba e Porto Alegre. Os empreendimentos que saírem da matriz serão mantidos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) ou no PAC da Mobilidade das Grandes Cidades, para assegurar a liberação de recursos e benefícios fiscais, mas sem tanta pressão no cumprimento de prazos. (Págs. 1 e 21)

UNE recebe indenização, mas não renova sede
Um ano e meio depois de receber indenização de R$ 30 milhões do governo federal para construir nova sede, a UNE não tirou o projeto do prédio — de autoria de Oscar Niemeyer — do papel. O Ministério do Esporte pediu à entidade devolução de R$ 250 mil repassados em um convênio. O Ministério Público do TCU aponta irregularidades em seis convênios do governo federal com a UNE. (Págs. 1 e 3)
Ministro do STF: petistas exercem 'jus esperneandis'
O presidente do STF, Ayres Britto, e o ministro Marco Aurélio reagiram ao secretário de Comunicação do PT, deputado André Vargas (PR), para quem a Corte cedeu a pressões ao marcar o julgamento do mensalão para perto das eleições. “É o 'jus esperneandis'”, disse Marco Aurélio. (Págs. 1 e 9)
Cruzeiro do Sul tinha recursos de fundos de pensão
Fundos de pensão de estatais, de estados e de municípios investiram R$ 1,523 bi no Banco Cruzeiro do Sul. A instituição está sob intervenção do Banco Central há uma semana por suspeita de fraudes e irregularidades. (Págs. 1 e 22)
Chacina na Síria deixa rastros sem corpos
Um dia após serem barrados por forças do governo sírio, observadores da ONU não encontraram os corpos das 78 vítimas de um massacre ao chegarem à aldeia de al-Qubeir. Mas viram indícios da matança. (Págs. 1 e 29)
Emissário do Comperj é alvo de polêmica
Ambientalistas entraram com ação civil pública no MP estadual contra a construção de um duto, cuja licença está em análise no Inea. Ele lançaria rejeitos do Complexo Petroquímico na Praia de Itaipuaçu, em Maricá, a apenas 2km da orla. (Págs. 1 e 12)
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Folha de S. Paulo
Manchete: Espanha deve ser o quarto europeu a ser resgatado
Recuperação dos bancos exige uma injeção de capital que o país, sozinho, não obtém sem pagar juros altos

A Espanha deve ser o quarto país europeu a receber auxílio financeiro internacional. Ontem, sob a desconfiança do mercado, o governo mudou o discurso e acenou com a possibilidade de um plano de resgate.

Esse auxílio à quarta maior economia da zona do euro, que pode ser confirmado hoje, viria após ajuda dos europeus a Irlanda, Portugal e Grécia e evidenciaria o agravamento da crise econômica no continente. (Págs. 1 e Mundo A12)

Construtora troca terceirizado por mão de obra fixa
Com o aquecimento do mercado imobiliário, construtoras estão aumentando a contratação de funcionários próprios e diminuindo a terceirização. O atraso na entrega de obras e o crescimento de ações trabalhistas também contribuem para esse movimento. (Págs. 1 e Mercado B1)
Brasil dá asilo a senador boliviano adversário de Evo (Págs. 1 e Mundo A13)


Sociólogo Flávio Pierucci morre de infarto aos 67
0 sociólogo Antônio Flávio Pierucci, professor da USP, morreu ontem em São Paulo, aos 67 anos, vítima de infarto. Pierucci destacou-se no estudo das mudanças religiosas e do voto conservador em SP. (Págs 1 e Poder, A10)
Editoriais
Leia “Data marcada”, sobre o julgamento do mensalão, e “Mais e melhores médicos”, acerca de criação de vagas em cursos de medicina. (Págs. 1 e Opinião A2)

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Bom dia! O resumo das principais notícias dos jornais desta sexta-feira, 8 de junho.

O Globo

Manchete: TCU investiga convênios da UNE com o governo federal
Ministério Público encontra notas frias e despesas com bebidas alcoólicas
Investigação do Ministério Público encontrou indícios de irregularidades graves em convênios do governo federal com a União Nacional de Estudantes (UNE). Nas prestações de contas de um contrato com o Ministério da Cultura, foram descobertos gastos com a compra de bebidas alcoólicas, como cachaça, uísque, vodca, cerveja e vinho. Marinus Marsico, procurador do MP junto ao Tribunal de Contas da União, que também identificou o uso de notas frias, considerou o fato lamentável, “especialmente pela história de luta” da entidade. A investigação também atingiu a União Municipal dos Estudantes Secundaristas (UMES), de São Paulo. Juntas, as duas entidades receberam dos cofres públicos R$ 12 milhões entre 2006 e 2010. Os convênios sob suspeita somam R$ 8 milhões. (Págs. 1 e 3)

Espanha é rebaixada e crise na UE se agrava
Diante da elevada dívida e da crise bancária da Espanha, a agência de classificação de risco Fitch rebaixou o país em três níveis, de “A” para “BBB” (o mesmo do Brasil), indicando ainda nova redução. Após encontro com o premier britânico, David Cameron, a chanceler alemã, Angela Merkel, disse que usará todos os instrumentos para deter a crise. Na China, o BC surpreendeu e cortou juros para estimular o crescimento. (Págs. 1 e 23 a 25)
Fotolegenda: Grécia
Deputado neonazista agride colega comunista, na TV. Em Luxemburgo, países europeus fazem acordo para tentar impor restrição à livre circulação nas fronteiras. (Págs. 1 e 32)
Annan: plano da ONU para a crise Síria fracassou
Após monitores serem impedidos a tiros de chegar a um vilarejo sírio onde 80 civis foram mortos na quarta-feira, o enviado especial da ONU e da Liga Árabe, Kofi Annan, admitiu o fracasso de seu plano de paz. Ele quer novas ações e, entre elas, estaria a participação do Irã nas negociações, o que é rejeitado pela França. Para o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, o regime sírio perdeu sua humanidade. (Págs. 1 e 31)
PT critica data do julgamento do mensalão
O secretário nacional do PT, André Vargas, criticou o STF pela data escolhida para o julgamento do mensalão, que coincide com a campanha eleitoral. “Não imaginávamos que segmentos do Supremo seriam tão suscetíveis assim” a pressões, afirmou. (Págs. 1 e 4)
Remessas de multinacionais entram na mira
Com o agravamento da crise global, o governo vai monitorar com lupa a remessa de lucros das multinacionais instaladas no país. As montadoras sofrerão acompanhamento mais intenso, diante de incentivos fiscais que vêm recebendo do governo. (Págs. 1 e 28)

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Deputado bate em mulheres e corre o risco de parar na prisão


neonazista

O deputado neonazista Kasidiaris, que bateu em mulher, pode ser levado a qualquer momento para uma cadeia grega comum, com outros presidiários
Deputado neonazista do partido Amanhecer Dourado, o grego Ilias Kasidiaris bateu em duas mulheres e precisou ser contido por seguranças de um canal de TV, onde ocorria um debate pré-eleitoral. Na noite passada, Kasidiaris agrediu duas deputadas de esquerda, ao vivo, pela rede Ant1. O ato causou indignação nacional e o defensor da causa de Adolf Hitler poderá parar na cadeia, nas próximas horas. As próximas eleições legislativas estão marcadas para o dia 17 de junho.
Na discussão, Kasidiaris se irritou quando a deputada Rena Dourou, da Syriza (Coligação da Esquerda Radical) mencionou um processo judicial em que ele é acusado de assalto a mão armada. A ação havia sido reaberta nesta quarta-feira, mas foi adiada para o dia 11 de unho, uma semana antes da eleição. Após gritar muito, Kasidiaris levantou-se, passou a insultar a deputada Rena, chamando-a para a briga, e jogou água em seu rosto. Revoltada, outra deputada, Liana Kanelli, do KKE (Partido Comunista da Grécia) levantou-se protestando, tentando impedi-lo com um maço de papel. Kasidiaris a empurrou, e depois a agrediu com três socos. Nesse meio tempo, o apresentador do programa, Giorgios Papadakis, tentava detê-lo, sem sucesso. Kasidiaris foi conduzido por seguranças a um estúdio a portas fechadas, mas conseguiu fugir.

Governo prepara cartilha para orientar mulheres sobre aborto

Orientações têm como objetivo garantir que procedimento seja feito com segurança
O Ministério da Saúde e um grupo de especialistas se reúnem na segunda-feira para discutir um programa para aconselhamento de mulheres que decidiram abortar. Formada por médicos, antropólogos, juristas e cientistas sociais, a comissão vai sugerir a formulação de uma cartilha, com orientações para que o procedimento seja feito com segurança. O material deverá conter alertas sobre sintomas que podem sugerir complicações no procedimento, como febre e sangramento.

Garoto de dois anos acordou no próprio velório


A Polícia Civil do Pará investiga a partir da próxima segunda-feira, 10, o caso de um garoto de dois anos que teria acordado durante seu próprio velório na Ilha de Cotijuba, em Belém, no último sábado, 2.

'Madagascar 3', o melhor da série, estreia nesta quinta


Terceiro filme tem cenas que já nasceram clássicas, como a perseguição de carros em 3D

Personagens perdem-se na Europa - AP
No primeiro filme da série Madagascar, os animais, presos no zoo de Nova York, sonhavam com a volta às origens. OK, desconte o fato de que são figuras de animação, mas o tema da alienação urbana é universal. As pessoas podem se identificar com ele. Há 50 anos, em O Eclipse, Michelangelo Antonioni mostrou sua protagonista, Vittoria (Monica Vitti), numa dança africana desenfreada, tentando reencontrar o primitivo. No segundo filme da série, os animais, depois de experimentar o gosto da savana, querem voltar para casa - para o zoo. De ...E o Vento Levou a E.T. ePrometheus - que ainda vai estrear -, o retorno ao lar é um dos temas por excelência de Hollywood. No 3, iniciada a jornada de volta, Alex, Marty, Gloria e Melman perdem-se na Europa.

Tem exagero no blush!


Veja dicas para não errar a mão na hora de passar o produto

Por Debora Lublisnki
garota de blush

Ele virou mania, mas tem muita mulher errando a mão na hora de passar o blush. “Em vez de dar aquela aparência saudável, o visual fica caricato – parece até festa junina!”, fala Penélope Beolchi, maquiadora de São Paulo. Como acertar, então?Siga as orientações da expert:
Encontre a cor certa
Para achar o tom que dá o corado ideal para você, belisque as bochechas e procure por um blush de uma
cor parecida com a que a sua pele ganhou.
Controle a quantidade
Antes de encostar o pincel no rosto, dê uma batidinha nele para remover o excesso do pó. Depois, aplique
o blush perto da orelha e vá em direção ao centro do rosto.
Conserte o erro
Procure fazer a maquiagem num lugar com boa iluminação. Se, mesmo assim, o blush fi cou carregado,
aplique pó facial por cima dele, apagando-o, e repita a operação com mais moderação.

Maricá sedia finais do Campeonato Brasileiro de Showbol

Flamengo, São Paulo, Vasco e Santos são os classificados A cidade de Maricá será palco das semifinais e da grande final do Campeonato Brasileiro de Showbol. Flamengo, São Paulo, Vasco e Santos vão disputar o título nacional de 201. No próximo sábado, 09/06, a partir das 9h, serão realizadas as semifinais e, no domingo, dia 10/06, a grande final com os vencedores dos jogos do dia anterior.

Cabo Frio e Búzios esperam receber mais de 200 mil visitantes


Embora o mês de junho seja considerado baixa temporada para a Região dos Lagos (RJ), o feriado de Corpus Christi é a esperança para aquecer a economia dessas cidades. Em Cabo Frio, por exemplo, será a Feira Forte e o Festival da Sardinha que ajudarão a incrementar o turismo, com uma expectativa de atrair mais de 150 mil visitantes. Já o charmoso balneário Búzios tem uma programação que inclui a festa de Santo Antônio e show do cantor de pagode Rodriguinho, e espera receber cerca de 80 mil pessoas.

Operação Corpus Christi nas estradas do Rio já está em andamento


O Departamento de Estradas de Rodagem (DER-RJ) e o Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv) iniciaram nesta quarta-feira a Operação Corpus Christi. O objetivo é organizar e oferecer mais segurança nas estradas utilizadas como rotas turísticas, principalmente nas vias estaduais em direção à Região dos Lagos, Região Serrana, Costa Verde e Região Norte. 

Música inédita de Michael Jackson é divulgada


Canção foi gravada para o álbum "Bad, de 1987, mas não entrou na coletânea
Michael Jackson está entre os mortos que mais faturam / Carl de Souza/AFPMichael Jackson está entre os mortos que mais faturamCarl de Souza/AFP
A faixa inédita "Don't Be Messin' Round", de Michael Jackson, foi divulgada ao público nesta quarta-feira, dia 06. A música é o lado B ou uma leitura diferenciada de "I just can't Stop Loving You", canção já lançada no álbum "Bad", de 1987.

O rei do pop gravou "Don't Be Messing' Round" na mesma época que o disco, mas não a utilizou. Ela aparecerá em uma edição comemorativa do álbum "Bad", que será lançada no próximo dia 18 de setembro. 

PAPA REALIZA MISSA DE CORPUS CHRISTI


ROMA, 7 JUN (ANSA) – O papa Bento XVI destacou hoje os aspectos eucarísticos e comemorativos do Corpus Christi, durante uma missa realizada na Basílica de São João de Latrão por ocasião da data.  

“Esta noite gostaria de meditar com vocês sobre dois aspectos, relacionados entre si, sobre o Mistério eucarístico, o culto da Eucaristia e a sua sacralidade”, afirmou o Pontíficie. 
   
Segundo ele, é errado contrapor a celebração e a adoração, “como se estivessem concorrendo uma com a outra”. “É justamente o contrário, o culto do Santíssimo Sacramento constitui o ‘ambiente’ espiritual dentro do qual a comunidade pode celebrar” verdadeiramente a Eucaristia, disse. 
   
“Somente se for precedida, acompanhada e seguida por essa atitude interior de fé e de adoração, a ação litúrgica poderá expressar seu pleno significado e valor”, concluiu Joseph Ratzinger. 
   
Bento XVI participará agora de uma procissão, na presença do prefeito de Roma, Gianni Alemanno, pela via Merulana, até a Basílica de Santa Maria Maior. (ANSA)


Fiéis preparam tapete de sal para celebrar Corpus Christi no centro do Rio

Comemorações incluem missas e procissões
Bia Alves/FOTOARENA/AE
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Centenas de fiéis deram início à confecção do tapete de sal na avenida do Chile, centro do Rio de Janeiro, para celebrar o feriado religioso de Corpus Christi, na manhã desta quinta-feira (7).
As comemorações incluem, ainda, missas e procissões. O corredor de tapetes começa na Catedral de São Sebastião e termina próximo à rua Senador Dantas.
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ALAIR CORRÊA EM TAMOIOS


Por  Katyuscia Chaparral
Estivemos ontem a noite presentes na missa realizada na paróquia Nossa Senhora de Fátima em Unamar-Tamoios, que foi celebrada pelo Padre Fausto em comemoração aos 70 anos de idade completados no dia 04 de junho, do ex-prefeito de Cabo Frio, Alair Corrêa.
A missa foi linda! E contou com a presença de vários amigos e familiares do Alair, inclusive do Pedrão, que também fez aniversario recentemente, completando 69 anos de idade no dia 01 de junho, e era só alegria junto com o amigo de décadas,  Alair Corrêa.
O mesmo esteve durante toda a celebração sentado ao lado de sua esposa “Dona Zete”, que é católica e ficou visivelmente emocionada com os louvores cantados durante toda a missa.
No final, o Padre Fausto com toda a sua doce simplicidade, acompanhou os hinos tocando com o seu violão, o Alair então deixava transparente mais uma vez toda a sua alegria transbordante, difícil e sem necessidade de ser disfarçada, afinal, o mesmo estava feliz e radiante, abraçando emocionadamente a todos, com um brilho no olhar que traduzia bem a sua paixão pela vida, a sua paixão por viver.
Enfim, foi uma celebração rápida , porem, linda em sua simplicidade e verdadeira na sua essência!
Um Forte Abraço a Todos,
katyuscia Chaparral.
FOTOS DA MISSA

Quais são os principais erros de negócios digitais?

Especialista fala sobre os dez equívocos que as startups mais cometemHomem com a mão no rosto
Quais são os principais erros de negócios digitais?Respondido por Fernando de La Riva, especialista em negócios digitaisMontar um negócio de sucesso é uma arte. Quebrar um, por outro lado, é um processo fácil e repetível, que normalmente tem erros comuns a vários projetos.
Startups são instituições humanas que querem resolver problemas relevantes em ambientes de grande incerteza, e não existem garantias de felicidade. Mas com um pouco de aprendizado você pode evitar uma trajetória muito conturbada para atingir seus objetivos como empreendedor. Veja dez dos principais erros das startups digitais.


Órgãos públicos demonstram despreparo para Lei de Acesso

A maior parte dos órgãos públicos não se mostrou preparada, nesse primeiro momento, para cumprir integralmente a nova Lei de Acesso à Informação, que entrou em vigor no mês passado, informa reportagem da Folha publicada nesta quinta-feira.

2/A QUESTÃO DO SER


Diário de Alexandria 

            Não fui convidado a abrir este evento na condição de especialista em administração de empresas, antes como um interessado em filosofia, ou, talvez mais propriamente, como um intelectual e ensaísta preocupado com os destinos de nossa condição humana, isto é, com seu infindável e indecifrável enigma, que não tenho a menor pretensão em resolver, muito menos em entender. Sou apenas um modesto profissional de letras cuja vida tem sido destinada a decifrar este formidável desafio: o que é pensar? Qual o sentido da condição humana?
            Feita esta necessária ressalva, começo minha fala.
            Confesso que sempre me intrigou o problema levantado pelo marxismo acerca do trabalho como diferença ontológica e, neste caso, como alienação, conforme a tradição fundada no Iluminismo, desde Rousseau, e que constitui o tema deste terceiro fórum de recursos humanos da Faculdade da Região dos Lagos. Aqui peço licença para resenhar, ainda que esquematicamente, esta questão, supondo que esteja me dirigindo a não filósofos.
            Foi justamente o pensamento Iluminista, ao longo do século XVIII, radicalmente comprometido com o desenvolvimento do conceito de sociedade, sob a égide do pragmatismo, que levantou, pela primeira vez, a hipótese de que as relações homem/ natureza deviam ser discutidas no mundo da imanência e não mais exclusivamente na transcendência ontoteológica, isto é, que o homem enreda-se numa luta sem trégua entre o espírito e a natureza, sendo a emancipação todo o esforço da cultura para livrar-se da humanização como exercício da biologia ou da seleção natural, que fazem do homem apenas um animal. Ser homem humano tem sido, sob este ponto de vista, exercer um progressivo domínio sobre a natureza, para o que der e vier, para o Bem ou para o Mal, mas prevalecendo o Espírito como possibilidade utópica.
            Coube a este mesmo Rousseau, em pleno século XVIII, enfatizar a bondade natural do homem e a alienação desta mesma bondade natural, quando submetida ao jogo das falsificações da cidade, isto é, do social. O homem é naturalmente bom, a sociedade o corrompe, portanto cabe ao homem recolher-se em sua natureza de summum bene para recusar o jogo falsificado da vida social, do cortesão, indiciado como inautêntico e desnaturalizado.
            Estava criado um dos fundamentos da teoria da alienação, princípio inequívoco do romantismo sociológico que iria desempenhar um papel fundamental na modernidade, incluindo até o movimento hippie, carregado deste mesmo romantismo. Também com a modernidade, emergiu a sensação do no man’s land, isto é, a terra de ninguém, imagem de que a literatura se ocupou e vem se ocupando desde o século XVI.
            Menos de um século depois dos Iluministas, Karl Marx, herdeiro confesso daquelas tendências, desenvolveria as bases do marxismo na idéia da exploração do trabalho humano, por via da mais-valia, onde o proletário perderia sua vida no círculo horrível do trabalho alienado. Explorada até o limite de suas forças, a classe operária seria imolada no altar do lucro sem escrúpulos no marco do capitalismo liberal. Sem dúvida, uma percepção fundadora de muitas revoluções, sacrifícios e equívocos, mas uma reflexão datada, porque ganhou consistência no contexto da primeira revolução industrial. Uma crítica basicamente correta, porém enclausurada em seu momento.
            Um passo a mais e surgiria a tese da reificação, da Entfremdung, como a ela se referiria Lukács, numa leitura aguda de Marx, já no século XX. O homem passaria a valer pelo seu poder de compra, como uma coisa, uma tese que George Simmel, em seu A filosofia do dinheiro, levaria às últimas conseqüências.
            Então, segundo as teses marxistas, o trabalho humano, ao invés de emancipar o homem de sua condição meramente animal, seria usado como forma de acelerar a acumulação primitiva do capital, desenhando um mundo sem piedade, onde os donos do capital não fazem outra coisa senão explorar o trabalhador até o limite de sua exaustão. Pena que o Estado soviético, justamente imaginado e fundado para dar conta desta injustiça, tenha se tornado o paradigma da mais torpe exploração do homem pelo homem que a história recente jamais registrou.
            Não demorou muito e Max Weber, nos anos 1920, nos descreve um mundo desencantado, um mundo pleno de Entzauberung, vazio de sentido, desencantado, movido apenas pela lógica implacável da racionalidade do capital, jogando todas as suas fichas em sujeitos autônomos, desobrigados da res-publica, vivendo da virtude de levar vantagem sobre os outros.
            Todo este mundo cinzento e pessimista encontrou eco nas literaturas de Kafka, de Musil, de Becket, entre tantos outros, como, por exemplo, no romance de Graciliano Ramos, Angúsita, com a saga de Luis da Silva, no Brasil dos anos 30/40.
            O arremate se dá na Escola de Frankfurt, especialmente com o pessimismo cultural de Adorno e a pluridimensionalidade de Walter Benjamin, que jamais abdicou do caráter transcendente das figuras de seu pensamento, isto em plena Alemanha nazista.
            Para resumir: até os anos 1960, no pensamento dominante, ainda ecoava o marxismo com sua impiedosa crítica ao trabalho alienado, esquecendo-se de um pequeno detalhe que faria toda a diferença: a interação, com sua economia simbólica.
            Não nos esqueçamos da discriminação feita por Hanna Arendt entre labor e trabalho, no livro A condição humana.
            São dois longos séculos de reflexão aguerrida contra o trabalho alienado. São teorias que oscilam entre uma visão salvífica, religiosamente regeneradora do indivíduo, contra o status quo da realidade pura e simples do capitalismo. É isto, por exemplo, que opõe a esquerda marxista e revolucionária à direita conservadora abertamente agressiva.
            Nenhuma das duas tinha razão. A questão de fundo nunca fora devidamente enfrentada, nem por marxistas nem por liberais, a questão passava por outras realidades, muito mais sofisticadas e complexas. Foi preciso a queda de um muro, símbolo deste mundo dualista e dicotomizado, para que recuperássemos a capacidade de pensar a complexidade, livre dos preconceitos redutores que nos imobilizavam e até hoje imobilizam. Quero dizer com este nós, filósofos e cientistas sociais que se recusam a abandonar velhos hábitos mentais.
            Desde os anos 1990, sobretudo depois da terrível frustração do comunismo de Estado, da revelação dos crimes de lesa-ideologia cometidos pelo regime autoritário da ditadura soviética, que, finalmente, recuperamos a possibilidade de pensar, sem a tutela dos alinhamentos partidários, sem a camisa de força das ideologias pré-concebidas, sem os dogmas, sem a guerra-fria intelectual que nos congelava.
            Aprendemos, graças a Habermas, a pensar o trabalho como interação, como construção das subjetividades e, pasmem, o próprio capitalismo pós-industrial vem elaborando teorias acerca do trabalho como ócio criativo, isto é, como disponibilidade do sujeito para potencializar suas vocações, valorizar suas inclinações pessoais e, last but not least, agir conforme suas tendências individuais, suas vocações.
            Não tem sido outra a orientação dos modos de produção modernos. As relações de produção, que constituíram as bases da mais competente crítica ao capital, descritas por Karl Marx em O capital, são substituídas pela produção de relações, conforme percebeu a inteligência de Eduardo Portella. O trabalho humano, mediado pela tecnologia digital, acaba sendo um exercício emancipatório, na medida em que o trabalho não é mais o fordismo monótono da linha de produção, mas um competitivo exercício pela melhor solução para os problema da produção liderados pelas tecnologias dos computadores, nas quais o trabalhador exercita, não a disciplina cega dos atos repetitivos, mas sua capacidade criativa de estabelecer relações e integrações entre elementos díspares, movidas à velocidade da luz, desenhadas nas telas dos processadores de dados. Tudo é inteligência no mundo atual.
            Laborava-se em um equívoco: imaginava-se que o trabalho e a vida privada do trabalhador fossem universos excludentes, que não houvesse continuidade entre a casa e a fábrica, a casa e o escritório. Sabemos, hoje, que esta suposta descontinuidade simplesmente não existe: levamos para casa o trabalho e a casa para o trabalho. Cada vez mais, no momento pós-industrial, a diferença entre a vida para o trabalho e o trabalho para a vida pode ser criativa, construtiva e esteticamente viável. É possível  transformar a jornada de trabalho em jornada do desejo.
            Estamos vivendo em outro planeta, para variar. Estamos revendo nossas estratégias, no sentido de responder, no âmbito das corporações, que o trabalho humano é um esforço de tolerância e de criatividade, aproximando-se da arte, das novas sensibilidades. Basta lembrar que há cem anos atrás, noventa por cento do trabalho humano dependia da força física, hoje, depende apenas de um leve apertar de botões nos computadores, celulares, etc.
            Não é outro o sentido do ócio criativo, engendrado por Domenico de Masi, para tentar entender a natureza do trabalho no pós-capitalismo. Cada vez mais as empresas buscam conquistar a eficiência de seus funcionários pelo viés da livre criatividade e cada vez menos pelo burocratismo estéril. Estamos, sem dúvida, vivendo uma revolução silenciosa, em cada workstation, na intimidade dos lares, nas esquinas, nos vazios, onde a vigilância ideológica desaparece.
            A chamada sociedade do conhecimento, sociedades em rede, e outras tantas denominações, mais ou menos sofisticadas, querem dizer que os modos de produção sofreram mudanças radicais em seus próprios conteúdos e se tornaram tão complexas e diversificadas que ninguém mais pode ser seu proprietário. Um adolescente hábil, em frente de um computador, pode levar o caos a mais organizada empresa, seja a IBM ou o Pentágono.
            Sucede que os modos de produção libertaram definitivamente a criatividade humana e ela se realiza onde bem entende, como o espírito que sopra onde quer.
            Não sei se estamos prontos para assumir esta perspectiva revolucionária do trabalho, como vem acontecendo em países desenvolvidos. Em nosso país, ainda existe o trabalho escravo; muitos empresários ainda agem de maneira brutal e violenta, desrespeitam as leis, agridem a condição humana de seus funcionários, exploram e ofendem os mínimos direitos humanos. Mas, cada vez com mais força, este mundo está sendo superado, cada vez mais a concorrência destrói quem não agrega ao trabalho um mínimo de humanismo, sensibilidade e sofisticação emocional para a empresa tornar-se competitiva. Não sobreviverá a empresa rude, rudimentar, selvagem. Em algum momento, ela desaparecerá, vítima de uma herança maldita que conforma o autoritarismo derivado da tradição ibérica e que nos colonizou.
            Esta revolução começa com a pergunta qual é o sentido do Ser?
            Entendamo-nos. O Ser não é alguma coisa distante de nós. O ser está sempre aqui, ao nosso lado, participando da aventura da vida. O Ser não é uma transcendência inatingível, mas algo que se põe para nós como disponibilidade de con-viver com o que de nós se faz humano.
            O Ser é o que emerge na busca de nossa autenticidade, que nos tranqüiliza quando duvidamos de nosso lugar. O Ser é o que nos falta, o vazio de que somos feitos, e esta falta é tudo, esta falta é completude.
            Pensemos agora no que constitui nossa autenticidade e o que uma empresa pode fazer para nos fazer melhores do que somos, na busca pelo nosso Ser, para nos avizinharmos dele, porque ele é esquivo, difuso, apenas pressentido.
            A aventura de criar e construir não é mais reconhecida como um ato individual. Estamos pondo em dúvida um conceito muito prestigiado: o de gênio. Nunca a genialidade foi mais questionada do que em nossa época, porque sabemos muito pouco sobre o ato da criar. Ninguém funda uma novidade tecnológica ou uma nova modalidade de tratamento médico sem a contribuição de centenas de anônimos.Toda grande descoberta, no campo do conhecimento humano, é o resultado de milhares de pequenos e desconhecidos sujeitos, por centenas de erros. Alguém teve o privilégio de apropriar-se deste saber e dar-lhe a versão final e seu nome.
            Então, uma empresa moderna deve ser, sobretudo, um lugar onde se pode estimular a ousadia de pensar, de errar, de construir o impensável. Para isto, é preciso que neste lugar se abrigue a disponibilidade de Ser.
            Mas o Ser se esconde, como nos alerta o aforismo de Heráclito: - a phusis ama esconder-se. Ou, como numa tradução clássica, a natureza ama esconder-se. Pode-se ler também, o que emerge está sempre escondido. Esta sentença nos diz, desde mais de três mil anos, que o essencial, a verdade, aquilo que é, nunca está disponível, mas oculto e só se revela por sua força de emergência, quando o tempo permite. Por isso o Ser é Tempo.
            Aprendemos também, desde cedo, que o verdadeiro de nós está oculto. É preciso uma experiência fundadora, uma revelação, para que o ser se exponha para nós. O conhecimento, etimologicamente, co-nascere, co-nascer, nascer ao lado, é o momento em que tudo se revela para nós, de um só golpe, e então acontecemos humanos.
            Mestre não é quem sempre ensina, mas quem- de repente – aprende, assim escreveu nosso admirável Guimarães Rosa, em Grande sertão: veredas. Porque aprender é um susto criativo que nos ocorre, como uma abertura na clareira em uma floresta impenetrável.
            Perdemos um tempo enorme imaginando que a verdade fosse o resultado da adequação do pensar às coisas – adequatio res ad intelectum. E aí enclausuramos a mais sublime qualidade humana, que é o pensamento, não como patrimônio do intelecto, mas como disposição do Ser-para-nós-outros; excluímos aquelas experiências dos mais simples, a sabedoria do homem comum, as maravilhosas intuições das mulheres-mães, as premonições dos amantes apaixonados, os grandes silêncios dos velhos solitários que contemplam a sabedoria que mora nas coisas. Desaprendemos a pensar, na esperança de que o método poderia se apropriar da razão, fazê-la instrumental, para dar no que deu: um mundo ameaçado de destruição, uma biosfera no limite da exaustão e uma fé absurda do Terror como Razão de Estado.
            É isto que nos assusta e nos faz temer o futuro.
            Alguém tinha de nos explicar porque esquecemos que a ventura desta vida é um luar, uma cabrocha e um violão...
            Então, a espiritualidade que agora vem a ser pensada nas empresas nada mais é do que o exercício de humanizar-se. Cabe ao administrador contemporâneo, cabe a todos e a cada um, fazer com que o ambiente de nosso trabalho seja criativo, horizontal, afetivo, erótico, sirva de motivação para que aflore a verdade do SER, quando ela quiser e para quem ela escolher. Deo Gratias
            É o espírito que sopra onde quer...
Carlos Sepúlveda


Greve já atinge 51 instituições de ensino superior, sem data para nova negociação


A greve dos professores das universidades federais já completou mais de 20 dias com adesão de profissionais de 51 instituições. Mas ainda não há previsão para o fim da paralisação, já que, desde que a greve foi decretada, não houve nenhuma reunião de negociação entre a categoria e o Ministério do Planejamento. Na terça-feira (5), o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, reuniu-se com o comando de greve e informou que uma nova reunião será feita na próxima semana, mas o encontro ainda não foi marcado, segundo o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes).

Rio de Janeiro tem 3.451 vagas de emprego; veja os cargos

Há chances principalmente para atendentes de lanchonete e operador de telemarketing 
Quem está desempregado ou em busca de nova oportunidade profissional no Estado do Rio de Janeiro pode aproveitar uma das 3.451 vagas disponíveis nesta semana, segundo dados da Secretaria Municipal de Trabalho e Emprego e da CAT-RJ (Central de Apoio ao Trabalhador do Rio de Janeiro).

Veja a lista preliminar de aprovados na 1ª fase do Exame da OAB


Mais de 32 mil candidatos seguem para a segunda fase do exame. 

Prova prático-profissional será realizada no dia 8 de julho.
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) divulgou, nesta quinta-feira (7), o resultado preliminar da primeira fase do VII Exame de Ordem. Faça o download do arquivo em pdf.
Mais de 32 mil dos 111.909 inscritos foram aprovados para a segunda fase do exame, que será realizada no dia 8 de julho, o que representa 28,7% dos candidatos.

Em Cabo Frio, Lar Esperança participa do II Festival da Sardinha


Nos dias 8, 9 e 10 de junho, o LAR ESPERANÇA estará com uma barraquinha de quitutes no II Festival da Sardinha. Segundo informa Cida Porto, presidente da instituição, serão servidos:
            - Espaguete com Molho Especial de Sardinha
- Croquete de Sardinha
- Sardinha Empanada ao Molho de Ervas
Na sexta-feira, o evento terá início às 18h; no sábado e no domingo, às 13h.
O evento contará com programação musical diversificada, sorteio de brindes e área para recreação infantil.
            Local: Ruas Nicanor Pereira Couto e Coronel Mário Quintanilha, no bairro Vila Nova (rua lateral ao Supermercado Princesa). 

Twitter anuncia mudanças no seu pássaro azul, símbolo do site


Passarinho será o símbolo universal do microblog.
Twitter abandonou o uso de caracteres em logotipo.

O Twitter anunciou na quarta-feira (6) uma remodelação no seu pássaro azul, que passará a ser o símbolo universal do microblog, sem a necessidade de caracteres junto ao logo da companhia.
“Nos últimos seis anos, o mundo se familiarizou com um passarinho azul. O pássaro está em toda parte, constantemente associado ao serviço do Twitter e ao Twitter como empresa”, escreveu o microblog.
“A partir de hoje, você vai começar a ver um pássaro do Twitter simplificado”, explicou. “Não vai mais haver a necessidade de texto, caracteres tipográficos ou um ‘t’ para representar o Twitter”.
Twitter fez alterações em seu pássaro azul, símbolo do microblog (Foto: Divulgação)Twitter fez alterações em seu pássaro azul, símbolo do microblog (Foto: Divulgação)
Conforme a empresa, o pássaro foi desenhado em cima de três círculos que se sobrepõem – “semelhantes à forma como suas redes, interesses e ideias se conectam e interagem com os de colegas e amigos”.

Em Búzios, Rua das Pedras terá wi-fi grátis

A Ampla, distribuidora de energia elétrica, em parceria com a Mibra Telecom, irá fornecer ainda este mês uma rede sem fio (wi-fi) para acesso gratuito à internet na Rua das Pedras, em Búzios. A ação faz parte do projeto “Cidade Inteligente Búzios”, que pretende transformar o município em referência em sustentabilidade e consumo eficiente de energia elétrica no Brasil e na América Latina.
O Globo Online

Jornalista avalia que falta conhecimento para a imprensa falar de sustentabilidade


Anderson Scardoelli

Com a proximidade da Rio + 20, conferência das Nações Unidas sobre desenvolvimento sustentável que será realizada a partir da próxima quarta-feira, 13, temas relacionados às questões de sustentabilidade estão sendo abordados pela mídia brasileira. Blogs e seções foram lançados; reportagens especiais são produzidas. O jornalista Carlos Piazza, porém, diz que falta conhecimento para os profissionais da comunicação pautarem o assunto.
piazza
Carlos Piazza vê esforço de jornalistas para falarem de sustentabilidade (Imagem: Adão de Souza)
Superintendente de Comunicação da Light S. A e há anos trabalhando com sustentabilidade, Piazza afirma ao Comunique-se que um erro da imprensa é enxergar o tema apenas como algo voltado ao meio ambiente. O jornalista explica que outros fatores devem ser analisados. Com 48 anos de idade e mais de três décadas de experiência em marketing e serviço, ele organizou eventos em países como Espanha, França, Estados Unidos, Cingapura e Hong Kong.

“No Brasil, toda a notícia que é sobre sustentabilidade é voltada para o meio ambiente. Sustentabilidade é bem mais que isso. Sustentabilidade vai além de falar sobre desmatamento. O tema envolve diretamente economia e a cultura de cada região e país, por exemplo. E não dá para abdicar esses itens na hora de produzir uma matéria tida como de sustentabilidade”, diz Piazza, que vê esforço dos jornalistas para a melhoria das pautas. “Eles estão pesquisando, investindo”.