Apostas e profecias furadas são capa de Época e Veja

O que vai acontecer em 2013 e as diversas previsões furadas dos anos anteriores ganharam as capas de Época e Veja, respectivamente. Com reportagens especiais, os impressos falaram sobre o assunto nas edições desta semana. 
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Revistas abordam futuro e passado em especiais
(Imagem: Reprodução)
A publicação da Editora Globo é inteira aos dois temas e traz reportagens que tratam do futuro em diversas áreas. "Da tragédia do pibinho aos dramas do Oscar, das ditaduras latino-americanas aos looks democráticos da moda, dos líderes que largam na corrida presidencial aos craques que disputam o troféu de melhor do mundo", diz o editorial. Para produzir o conteúdo, o veículo buscou a opinião do guru Chris Anderson, do escritor Paulo Coelho, do astrólogo Maurice Jacoel, da blogueira Yoani Sánchez e dos colunistas Ruth de Aquino, Guilherme Fiuza, Walcyr Carrasco, Felipe Patury e Bruno Astuto. 


Nathália Carvalho
Em texto assinado por Patury, os 13 líderes que vão dominar as notícias foram listados. Entre os nomes, o colunista aponta a presidente Dilma Rousseff, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, o prefeito de Salvador, ACM Neto, e o empresário Marcelo Odebrecht. Como a Copa do Mundo e a Olimpíada poderão acelerar grandes obras no Rio de Janeiro, as invenções que transformarão o cotidiano das pessoas e as novidades que mudarão a cara do trânsito brasileiro também ganharam espaço. A revista ficará nas bancas por duas semanas e a circulação de Época volta ao normal no dia 12.

Na Veja, o foco foi nas profecias furadas. "Querer enxergar o futuro faz parte da natureza humana. Pena que esse instinto tão forte não tenha ajudado em nada a espécie a realmente enxergar mais longe no tempo. Somos tão curiosos quanto ineptos quando se trata de previsões", afirma a 'Carta ao leitor'. A reportagem especial lembra os "fracassos" das intuições de pessoas e instituições. 

Faz parte da lista as profecias quanto ao fim do mundo e o futuro do ex-jogador Ronaldo. Em 2000, o ortopedista Moisés Cohen disse que o fenômeno voltaria a jogar, mas dificilmente como conhecemos. Segundo Veja, a previsão durou apenas dois anos. O executivo da IBM, Thomas Watson, disse em 1943 que o mundo teria um mercado "para não mais que cinco computadores". A revista mostra que atualmente há quase dois bilhões de PCs e que a marca de um bilhão demorou 27 anos após a profecia de Watson.

Ainda na matéria, um novo tipo de pesquisador que pode antever o futuro foi mostrado e, assim, o caso de Nate Silver, estatístico americano responsável por prever com quase 100% de acerto os resultados das duas últimas eleições presidenciais americanas foi reportado. A revista explica que ele acerta os resultados pela simples razão de que nunca se baseia em uma única pesquisa. "Seu método é fazer uma média de todos os levantamentos disponíveis, dando peso para os institutos conforme sua taxa de acerto nas eleições passadas", conta. A semanal ainda diz que Veja é “um bom guia de conduta pessoal e financeira para as pessoas que não querem ser surpreendidas pelos resultados das próprias atitudes”.

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