Em Cabo Frio, desperdício de dinheiro público em prédios inutilizados


Prédios sem uso e obras paralisadas são problemas em toda a cidade.
Do G1 Região dos Lagos
Desperdício de dinheiro público em Cabo Frio, Região dos Lagos do Rio. Prédios construídos e sem utilidade estão espalhados pela cidade. O Centro Municipal de Reabilitação, no bairro Novo Portinho, tinha a primeira previsão de conclusão da obra para o meio de 2012, mas só foi inaugurado no dia 27 de dezembro, e mas nunca funcionou.

O Museu do Surf, na Praia do Forte, custou R$ 3 milhões e foi inaugurado no dia 20 de outubro de 2012. O local só abriu por um dia,  porque impasses administrativos impediram o funcionamento do museu. O imóvel foi aberto sem a aprovação da Câmara de Vereadores, que considerou que havia irregularidades no contrato. O acervo de pranchas foi retirado no início de 2013.
Ainda na Praia do Forte, o Centro de Monitoramento de Câmeras também é um imóvel que causa curiosidade. A inauguração aconteceu em 20 de abril de 2010.  Ele foi fechado uma vez e muita gente não sabe até hoje se  o centro está funcionando.
Outras construções estão atrasadas e com inaugurações indefinidas, como é o caso do Abrigo Municipal para Idosos, na Reserva do Peró, avaliado em R$ 1,4 milhões. A obra começou em novembro de 2011, e era para ter sido inaugurada em outubro de 2012.
O Restaurante Popular também é outra obra que ainda está em andamento, mas na placa de obras não há data de início, nem de conclusão. O custo é de mais de R$ 1,6  milhões e a previsão da administração passada era que o restaurante seria entregue até o final de 2012. As obras estão paradas no local.
Em nota, a assessoria de comunicação da Prefeitura de Cabo  Frio, não informou datas ou prazos, mas disse que nos planos do atual governo está a demolição do Centro de Monitoramento de Câmeras, que deverá ser instalado em outro lugar. O local, segundo a assessoria, entrará no projeto de revitalização da Praia do Forte.
A Prefeitura informou, ainda, que o Centro de Reabilitação do Portinho, foi inaugurado sem equipamentos médicos. A atual gestão prevê que, em seis meses, o prédio esteja realmente concluído, equipado e pronto para ser entregue ao público.
Já a determinação para o Museu do Surf é que o local siga abrigando um museu, caso haja um acordo sobre o acervo, ou com outra temática a ser escolhida. Sobre o Abrigo de Idosos da Reserva do Peró, a Prefeitura disse que vai avaliar a estrutura do imóvel, que está  parado e,  sobre o Restaurante Popular, a assessoria informou que foi autorizada a continuidade das obras.

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