Em bilhete, paciente acusa médica presa de tentar matá-la: 'preciso sair'

 Médica chefe da UTI do hospital Evangélico, Virgínia Helena Soares de Souza, sendo conduzida por policiais  Foto: Henry Milléo/Gazeta do Povo / Futura Press
Médica chefe da UTI do hospital Evangélico, Virgínia Helena
 Soares de Souza, sendo conduzida por policiais
Foto: Henry Milléo/Gazeta do Povo / Futura Press



Uma paciente acusa a chefe da UTI Geral do Hospital Evangélico de Curitiba (PR), Virgínia Soares de Souza, de ter tentado matá-la. Segundo o canal de TV por assinatura GloboNews, a mulher, de 46 anos, passou 26 dias internada na UTI do hospital, em dezembro do ano passado. Em bilhete divulgado pela família, supostamente escrito durante a internação, a paciente faz um apelo: "eu preciso sair daqui, pois tentaram hoje me matar desligando os aparelhos".


De acordo com ex-funcionários do hospital, Virgínia costumava antecipar a morte de pacientes. Para tanto, recorria a práticas como diminuição nos níveis de oxigênio, desligamento de aparelhos e "abandono" de pacientes que sofriam parada cardíaca. Segundo as denúncias, os crimes eram cometidos contra pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), por conta das baixas diárias recebidas pela equipe médica por internamento. "Quase todo dia havia uma parada cardíaca de paciente do SUS. Eles utilizavam a sigla SPP, que significa 'se parar, parou'. Então era assim: SUS, deu uma parada cardíaca, ela gritava: 'SPP'. As enfermeiras já saíam fora, deixavam morrer, não faziam reanimação, nada", disse a ex-fisioterapeuta do hospital Eliane Campêlo França à rádio BandNews de Curitiba, logo após prestar depoimento ao Núcleo de Repressão a Crimes conta a Saúde (Nucrisa). "Agora, se era paciente de convênio ou particular, daí não. Vamos lá reanimar porque dá dinheiro", reforçou.
Testemunha confirma que médica antecipava mortes de pacientes
Clique no link para iniciar o vídeo
Testemunha confirma que médica antecipava mortes de pacientes

Comentários