Polícia investiga material apreendido em cela de suspeitos de matar o jornalista Décio Sá

Ontem (4), o superintendente de Investigações Criminais, Augusto Barros, disse que a polícia vai investigar a possível conivência de policiais no caso dos objetos encontrados nas celas do Presídio Militar, em São Luís (MA), onde estão os presos da Operação Detonando, deflagrada em 2012, para apurar o assassinato do jornalista Décio Sá, informou o portal G1.


Crédito:Divulgação
São 10 celas dentro do presídio, quatro para presos militares e seis para presos civis. Após denúncias anônimas, houve uma revista no último sábado (2/2) e foram encontrados objetos proibidos. 

Dois celulares, dois chips de diferentes operadoras, um carregador de celular improvisado, cadernos com anotações, um DVD e um pendrive estavam no forro da cela onde estão presos José Miranda; o filho dele, Gláucio Alencar; e Fábio do Lago, o Buchecha. Os três são acusados de formar uma quadrilha de agiotas que teria encomendado, em abril de 2012, a morte do jornalista.

A polícia suspeita que eles vinham intimidando possíveis testemunhas. Os depoimentos à Justiça foram suspensos passada e serão retomados esta semana.

"Isso deve ser investigado tanto na seara própria, que é a seara militar, uma vez que, quem tomava conta do presídio são efetivamente policiais militares e, eventualmente, também, da Polícia Civil, caso nós nos deparemos com alguma ilícito que deva ser apurado pela competência", disse Barros.

Segundo o delegado, será pedido a quebra dos sigilos desses telefones para saber com quem eles se corresponderam e, para saber se, de alguma forma, eles se relacionaram com pessoas tentando intimidações ou fazendo chantagem.

"Nós vamos trabalhar também numa linha de reconstituição de alguns documentos que estão rasgados e vamos estudar e periciar as mídias que foram apreendidas", explicou.

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