Pronto Socorro de São Pedro da Aldeia é alvo de críticas

Câmera escondida grava funcionários dizendo que não receberam salário.
Pacientes reclamam da falta de médicos; estudante pede ajuda no facebook

Heitor Moreira

O Pronto Socorro de São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, está sendo alvo de muitas reclamações. Na noite do último domingo (25), quem chegava à unidade para ser atendido era informado que não havia médicos. Com uma câmera escondida, um produtor da equipe do G1 entrou no pronto socorro procurando por atendimento.
A recepcionista que estava de plantão, sem saber que estava sendo filmada, informou que funcionários da Saúde estão sem receber desde dezembro. Segundo ela, os funcionários que ainda comparecem à unidade de saúde para trabalhar, o fazem por "amor à profissão". Segundo a funcionária, só são atendidas pessoas que chegam na emêrgencia e levadas pelos bombeiros.

Joelma Guimarães, de 32 anos anos, está com o pai internado há uma semana na unidade. De dentro do quarto de internação ela postou uma mensagem na página pessoal de uma rede social pedindo ajuda. '' Meu pai encontra-se internado no pronto socorro de São Pedro da Aldeia desde o dia 17 de fevereiro. Tudo por causa de não haver neuro para fazer atendimento. Precisamos de ajuda'', postou a estudante.
 Em entrevista à equipe de reportagem, Joelma desabafou sobre os problemas na unidade. ''Está uma bagunça isso aqui. Os funcionários estão sem receber. Infelizmente, eles não podem dar entrevista senão vão ser demitidos. Não tem como ficar aqui. O médico clínico não vem trabalhar porque está sem pagamento. Se gasta um horror de dinheiro com Gabriel Pensador  - fazendo uma referência a um evento promovido na cidade no final de semana - e os médicos sem receber salário'', declarou Joelma, que está tentando a transferência do pai para um outro hospital. 
Por volta das 17h53 desta segunda-feira, a assessoria de impresa da prefeitura informou que, segundo a secretária de Saúde, Analice Martins,  todos os funcionários contratados, o que inclui os profissionais de saúde, terão seu pagamento de janeiro e fevereiro pagos até o dia 5º dia útil do próximo mês. ambém segundo a assessoria, o atraso se deu por questões de assinatura de contratos.
Já os médicos que se manifestaram na reportagem, segundo a secretária de Saúde, estão com o pagamento em dia. Os profissionais que decidiram, por conta própria,  paralisar o atendimento foram afastados.

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