Atenção região dos Lagos: começou o defeso do camarão



Camarão vai chegar mais salgado à mesa dos cariocas.
Em Macaé, 14 toneladas de camarão vão deixar de chegar aos mercados.

Começou na sexta-feira (1) o defeso do camarão, período de reprodução da espécie. Até o dia primeiro de junho fica proibida a pesca do crustáceo. No município de Macaé, no Norte Fluminense, a prefeitura vai cadastrar famílias para receber um auxílio defeso municipal, em troca, os pescadores vão ajudar na limpeza do meio ambiente.

Com o início desse período de defeso, a partir deste fim de semana o camarão vai chegar mais salgado à mesa do brasileiro. Em Macaé, 14 toneladas de camarão vão deixar de chegar todos os dias ao mercado. O proprietário de um dos restaurantes da cidade disse que, com a falta do pescado, o preço costuma aumentar cerca de 40% nessa época.
A diferença é nítida no bolso do consumidor, mas quem também sofre é o pescador, que passa a ficar sem a principal fonte de renda. Segundo eles, o auxílio pago pelo governo durante o período do defeso ajuda, mas não é suficiente. De acordo com o presidente da Colônia de Pescadores de Macaé, Marcelo Pereira, muita gente já deu entrada no pedido, mas como a maioria não tem a carteira oficial do Governo Federal, vai ganhar apenas um auxílio do munícipio.
O cadastro das pessoas que deram entrada na licença para pescar o camarão em Macaé acontece na próxima segunda-feira (4). O cadastro municipal vai até o dia 4 de abril, das 8h às 17h, na sede da subsecretaria de Pesca, localizada na Rua Doutor Júlio Olivier, 128, no Centro. Só poderão participar da frente de trabalho os pescadores do município de Macaé.
Além de definir quem recebe a cesta básica e um salário mínimo de auxílio durante o período em que a pesca é proibida, o município também quer saber quantas famílias vivem da pesca na cidade. No ultimo cadastro, eram 350 pescadores. A estimativa é que este ano o número tenha aumentado. Segundo a colônia, a estimativa é que este ano, pelo menos, 500 pescadores de camarão devem se dedicar a outras a atividades até julho, quando a pesca é liberada.
do G1

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